terça-feira, 24 de abril de 2012

será que é desta que conheço Almada?

(foto minha)

Eu nem sequer sabia o que era a outra banda. Só a praia da Riviera na Caparica e o Algarve, depois de fazermos muitas estradas para lá chegar, quando ouvi o António pela primeira vez.
Diziam na rádio, que ele era de lá; da outra margem. Eu, uma miúda, queria lá saber de onde ele era.
Ainda hoje, nunca subi ao Cristo rei.
Mas aquela voz; como quem escrevia em voz alta, de quem soletrava com convicção o evangelho para uma multidão de ateus. O arrastado completo das sílabas finais. A respiração pausada entre frases.
Os erres perfeitos.
Aqueles erres...



7 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Estou a ver que a filhota continua a fazer hipismo!
É uma foto dela? :-))
Eu vivi em Almada um ano e nunca subi lá acima!

Abraço

Patti disse...

Sim, Rosa :)

Pitanga Doce disse...

Tu não me digas que a tua menina está com um corpinho lindo deste?! Ai, essas "crianças" crescem!!

Beijos em tarde chuvosa.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Os cavalos de corrida fizeram-me lembrar os UHF.
Não conhecia a outra banda? Não posso crer!
Quanto aos erres ( embora não tão perfeitos) espero que ainda se lembre dos meus :-)))

Patti disse...

É sim, Pitanga; 16 anos!

Patti disse...

Os cavalos de corrida são dos UHF, por isso lhe fizeram lembrar, Carlos.

E lá eu com 10 anos sabia o que era a outra banda!
Havia a ponte, o Tejo, a Caparica e o Algarve

Justine disse...

Patti, que bem expressas o teu fascínio pela voz dos erres perfeitos!
Um abraço apertado
(e obrigada pelas palavras de conforto)