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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

até segunda


Hoje foi o dia escolhido, deste magnífico mês de Setembro que eu adoro, para mais um dos meus passeios por Lisboa.
Destino? Talvez o Convento do Carmo, que está inteiramente recuperado e o Castelo, claro. Sempre o Castelo e o seu bairro castiço e envolvente. De gente genuína que nos olha nos olhos, quando tiramos dúvidas.
Aos miradouros de Lisboa, pelo menos a três eu vou de certeza.
E andar a pé, sempre a pé pelo irregular das ruas e passeios.
O meu amor pela minha Lisboa passo-o para a Beatriz desde sempre, visto morar actualmente mais longe da cidade, a uns 20 km.
Hoje vamos com companhia.
Ah e não levamos chapéu, o sol até tem estado fraquinho, por isso agarrem estes que vos ofereço com prazer.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

coisa pouca I


E lá vem ele outra vez.

Ele, é o fim das férias grandes. Já?

A vida retoma de novo num ápice, mas é que nem avisa, nem nada!

Acorda-se num belo dia às oito da manhã e acaba-se à meia-noite, com um molho de talõezinhos irrequietos a saltar da carteira, carregadinhos de euros, mas ao contrário.

Nesta semana infernal, optei por dividir o dia por secções.

Escola e afins:

Idas e vindas ao hipermercado para a compra do material escolar. Oh mãe que giro este dossier, posso levar? E os cadernos a condizer, também? E aquela caneta de gel roxo, compras? E o meu afia está estragado; a minha borracha mancha o caderno; o corrector secou; as micas acabaram; a fita cola perdi-a; a cola stick evaporou; o estojo tem o fecho encravado; a pasta de elástico é muito infantil; a pasta de micas não condiz com a mochila; o compasso não presta; o dicionário de inglês é para bebés; o de francês sumiu; a gramática é muito básica; livros, cadernos e folhas mil. Mas mochila não preciso, mãe! A minha está óptima, não gastes mais dinheiro!

Que alívio.


Check-ups:

52 análises, consulta de oftalmologia, consulta de otorrino, consulta de dentista e de ortodoncia, moldes dentários, radiografias, despiste de alergias, inchaço no dedo grande do pé, uma unha infectada, pele facial em mutação, atestado desportivo regular, atestado médico desportivo, receitas médicas, armação de óculos ultrapassada, lentes novas, para ler, para ver televisão e claro para o computador.


Actividades desportivas (são só duas e as mesmas há anos):

Oh mãe, o maillot este ano acho que já não me serve, eu posso tentar, mas magoa-me quando faço o battement tendus. Quando fazes o quê Beatriz? Os collants sem pé, têm malhas do joelho até ao tornozelo; as sapatilhas têm de ser da RAD, preciso de ganchos largos e da cor do cabelo e se puderes, compras estreitos também? E as redes do penteado têm buracos a mais, achas que podes comprar mais três?


Mãe, as calças de montar beijes, já me apertam muito na cintura e preciso de mais meias até ao joelho. As botas estão óptimas e o toque também. Ufa, que susto! Por acaso têm ideia do preço de um ‘toque’ de equitação? Ai mãe, gostava tanto de ter um cavalo… daqueles inteligentes e meigos que entendem todas as nossas indicações. GOSTAVAS DE TER O QUÊ??????

Mãeeeeeeeee, levas-me hoje ao treino dos sub-16 do horseball? Sub-16 Beatriz? Oh meu Deus, que ela cresceu!


Diversos:

‘Bora ao cinema, mãe? Almoçar fora, gelado, uma espreitadela (já agora), na moda de Inverno, na livraria, nos cd’s, bilhetes, pipocas, água …..

Chegar a casa, sacar qualquer coisa ao calhas do frigorífico, atirar para cima do fogão e deitar-me na cama, tal qual como estou e esperar que a natureza faça o resto.

Tipo: cair para o lado, desmaiar, desfalecer, entrar em coma...qualquer coisa serve, desde que fique inerte.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

vim e já fui ...


Olá vizinhança, vim só dar um OLÁ muito rápido, que ando num frisson que nem lhes digo.
Afazeres meus amigos, afazeres!
Piquem na imagem e aquela sou mesmo eu a dizer um adeus supersónico. Não pareço, mas sou!
Até amanhã.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

no meu ninho


Às 22.38 de ontem, recebo um sms a dizer o seguinte e passo a transcrever na íntegra: ”As meninas estão a ver a tourada. Depois irão dormir. Fiquem tranquilos. Boa noite!”.
A Beatriz foi dormir a casa de uma grande amiga, a Catarina e volta hoje ao fim do dia.

Já muitos de você sabem da paixão dela por cavalos, pela Dressage, pela Alta Escola, por limpar estábulos, acartar com bostas em palha seca, dar-lhes duche e escová-los, alimentá-los e se possível dormir a cheirar a cavalo. E também não é segredo, que o futuro dela, passará de certeza por eles, se não terminar mesmo ali.
Fora os cavalos, é uma apaixonada por todos os animais. Ama-os intuitivamente como eu, sem qualquer tipo de receio, seja cão, gato, coelho, formiga, borboleta, galinha, caracol ou formiga. É um amor inato e também promovido por mim. Isto é a mais pura das verdades. Nós não matamos uma formiga, uma aranha, uma lagartixa. Pegamos nelas e vamos pô-las na varanda ou nos vasos das plantas. Chamem-me maluca. Se existe dedicação pura e sem qualquer interesse é o amor ilimitado de um animal pelo seu dono. Mesmo que este, seja mais animal que ele e não o mereça. É um privilégio sermos amados por eles. Na minha família sempre o fomos e continuamos a ser. Sei por experiência própria, que a dor da sua morte não passa. Várias vezes o senti e ainda não me refiz da última.
E cheguei ao ponto de rebuçado deste post, do direito que lhe assiste à escolha e à sua própria opinião.
Não tenho de abrir a boca para nada. Só penso. Como é possível que ela adore tourada? Ela que é total e incondicionalmente apaixonada por todos os bichos! Ela, que se repara num animal na rua abandonado, chora e fica desconcertada, tal como eu com a idade dela e às vezes ainda hoje o faço. A resposta deve estar, atenção deve, porque também não sei explicar de outra forma, em alguma coisa que ela atinge e alcança para além do sofrimento do touro. É algo intrínseco à vida de quem lida com cavalos, de quem os cria, de quem trabalha com eles, de quem os domina, de quem os treina e educa. Chama-se paixão e sempre ouvi dizer que a paixão cega.
Quando na minha casa isto acontece, e estando eu a falar da minha própria filha da qual conheço os valores e os amores como ninguém, pela primeira vez consigo entender, mas não concordar, com algumas das razões dadas pelos aficionados da festa brava. Nós vemos uma parte e eles a outra.
Muito se fala das touradas serem proibidas ou não, que é um atentado aos direitos do touro e do cavalo, uma selvajaria medieval etc. Não é disso que quero falar, apesar de ser muito tentador. A tourada aqui, serviu só como um exemplo.
Exemplo para ilustrar o momento exacto em que os filhos nos ‘fogem’.
Escapam-nos como fumo, numa determinada situação que tínhamos como certa, num simples pormenor, quando estamos menos atentos. Eles crescem independentemente da idade e pensam por eles, tomam decisões diferentes daquelas que nós lhes ensinámos, explicámos e incutimos.
Sobem para o patamar seguinte, inerente à evolução do ser humano como livre pensador. É a consciência per si. Que a cada um pertence e a mais ninguém concerne
A maior prova de amor é deixá-la Ser.

Seguir, estar, produzir, calcular, existir, pensar, intuir, decidir, inventar, cair e levantar.
Deixá-la partir.
Errar e acertar.
Ainda não estou preparada para isto.
Nem nunca vou estar.
ADENDA: (09.35h)
Este post não é sobre touradas, só se refere a elas!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

intimidades



Neste post, volto com a palavra atrás. Não aguento mais este desespero que se instalou dentro de mim. Preciso de desabafar uma intimidade. Algo privado, de carácter muito pessoal que assentou cá dentro e que me sufoca, desespera, corrói.

Depois de tantos anos, saiu de casa.

Pediu um tempo. Quatro, cinco dias, uma semana inteira até. Não sabe. Mais tarde me dirá. Meteu-se no elevador a muito custo, olhou para trás e só me disse, eu depois telefono.

Que estava cansado, saturado de dar tanto de si e nada receber em troca. Que não aguentava mais ser usado, numa altura em que a idade lhe pedia mais descanso.

E eu feita parva, a ouvir as lamúrias sem entender nada. Não sou a Maya ou o bruxo lá de cima, mas também não sou insensível, desligada, cega e muito menos egoísta, para não me ter apercebido mais cedo de todas estas queixas, de todo este sofrimento que o sufocava e ia aumentando de dia para dia, diante dos meus olhos.

Eu sei que tenho defeitos. E de alguns não gosto nada. Mas estas palavras deixaram-me petrificada. Não me tinha em linha de conta de uma pessoa abusadora e interesseira que só se aproxima dos seus objectivos para proveito próprio e que se está nas tintas para o que sobra atrás de si. Neste ponto até me achava bem o oposto, sempre me disseram isso mesmo, que sou preocupada com os outros, mesmo com o estranho que passa na rua e que precisa de ajuda.

Então, como é que na minha própria casa, num relacionamento de tantos anos eu me pude comportar assim? Será que a palavra certa é relaxe? Relaxei-me com quem eu mais precisava na minha vida? O que é que falhou?

Desde que ele partiu, que estes dias têm sido de constantes interrogações, de dúvidas, de tristeza e sobretudo de arrependimento. E de culpa. Uma enorme culpa, de ter sido tão pouco diligente.

Como é que eu não fui capaz de ver as lágrimas vertidas? Era só ter sido mais atenta. Não reparei no cansaço dele, que já não reagia como antes, não me respondia da mesma forma, sempre com pouco ânimo, amorfo e triste. Gasto, velho e abatido. Umas vezes quente e logo a seguir frio como gelo.

Neste exacto momento, neste preciso instante em que escrevo estas linhas, estou sem saber o rumo que dou à minha vida, não tenho notícias nenhumas, nem sequer um simples sms.

Tudo ao meu redor esmoreceu, definhou, decaiu, fiou tépido, morno, indolente, azedo, murcho, podre, bafiento. Cheguei à conclusão da dependência quase mórbida que atingi. A sua falta deixa-me doente.

Serei forte. Recuso que a minha existência se torne bolorenta e em decomposição. Não sou de ficar quieta e não reagir, sempre andei de cabeça erguida e não tenho medo de ameaças nem de ninguém. Quem me afronta, eu enfrento imediatamente e se for homem então ainda sou mais rápida. E é o que vou fazer agora mesmo.

21 419 2? ??.

‘Tou, Sr. Horácio, é a Patti. Bom dia, como está? Então, quando é que me ia ligar? Tenho estado à espera do seu telefonema!

Já tenho uma colónia de cogumelos a nascer-me na cabeça! Passaram cinco dias e o senhor nada.

Tenha paciência, mas eu não fico nem mais uma hora sem o meu frigorífico.

Não consigo viver sem ele!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

censura


Não é sobre a PIDE que falo. É parecido.

O assunto também já não é novo, pode é ser desconhecido para muitos.
Esta plataforma de blogs onde estou e muitos de vocês também, a Blogger, tem um agente de censura que, segundo a empresa, actua nos blogs da seguinte forma: confia nos utilizadores para serem os seus olhos na net e os avisar de possíveis problemas e de conteúdos questionáveis. Nessa altura, eles tomam medidas se necessário. Advertem também que a denúncia de um qualquer blog, não deve nunca ser feita por agentes do mal. Para os casos de actividades ilegais, podem chegar mesmo à remoção da conta da Blogger.

Esta parte da ilegalidade, concordo em absoluto. Quanto ao resto passo a explicar em seguida.

Quando abri esta conta, li os Terms of Service e li sobre esta parte da censura, mas só me deparei com uma a serio, três meses depois, em Abril. Um blog feminino, tinha uma caixinha laranja de conteúdo questionável à porta, que nos advertia do pecado e nos perguntava se queríamos prosseguir com a visita. Pelo que vi do blog, não tinha nada de anormal, condenável ou mesmo ilícito. Nem imagens, nem linguagem. Uma coisa aqui ou ali, mais arrojada e só.

O que é que se passou ali? Simples. Uma denúncia anónima.
Até aí tudo bem, já sabemos que é a postura, de quem tem medo de escrever posts, onde pode expressar a sua opinião livremente e de consciência tranquila, ou de ir a um blog e abertamente contradizer, na caixa dos comentários o que aí leu. Cobardes, anónimos, queixinhas, bufos, bocas indirectas e manias de perseguição é aquilo, que já todos nós conhecemos nas nossas vidas, desde a creche até ao nosso emprego.
O que me deixa indignada, é que a Blogger confie de braços abertos em denúncias anónimas, que podem ser movidas por brincadeira parva, inveja, maldade, vingança, cobardia, mesquinhez, baixa auto-estima, em suma, sentimentos característicos de gente que não se identifica.
Assim, ninguém está protegido de uma denúncia que tem por base conteúdos questionáveis.

Tudo é questionável e relativo.

E é esta atitude censória, castradora e irresponsável da Blogger que leva a muitos blogs terem cadeado. É assim que se permite a livre circulação de gente nojenta na net, é assim que a ralé dos anónimos tem protecção, é assim que eles se multiplicam que nem coelhos.
Com a bênção e o aval, de uma multinacional americana, moralista e medieval, como tão bem os americanos sabem ser (salvo a excepções obviamente, antes que me acusem de generalismos).

Ora bem, eu não gosto de visitar blogs que só falam de política, de blogs de futebol, da maioria dos blogs geeks, de blogs de sexo ou eróticos (femininos ou masculinos) e de baby-blogs. Estes últimos então, D E T E S T O. Deviam ser proibidos. Que me desculpem, mas é a minha opinião. Não entendo como os pais expõem os filhos, que apesar de serem pequenos devem ter direito à sua privacidade (onde é que eu já li isto?).
Os pais, no seu amor desmedido pelos filhos e sem qualquer outra intenção, a não ser a de mostrar ao mundo inteiro a cara, a chucha, o primeiro cocó, o cordão umbilical, o primeiro vomitado, o primeiro banho, o dentinho, o pézinho, o olhinho, o rabinho, a pilinha dos meninos, depositam nos seus blogs as fotografias dos filhos em catadupa, de todos os ângulos, ao vivo e a cores. Com legendas pormenorizadas de todos os traços físicos e psicológicos.
Como eu pessoalmente acho um abuso tamanha exposição de crianças, numa sociedade onde a pedofilia na internet é um oceano sem fim, onde ninguém sabe onde começa e onde acaba, onde até alguns fins e objectivos ainda são desconhecidos das autoridades, onde qualquer foto serve para Photoshop, montagem, venda e mais grave ainda, tentativa de raptos, onde o facilitismo e a quase impunidade impera, como tenho perfeita noção de tudo isto e só não tem quem for urso ou camelo, então toca de fazer a minha luta pessoal, a minha cruzada anónima: a denúncia de baby-blogs à Blogger, porque até concordo que podem sustentar uma indústria pedófila e isso é tudo muito questionável! Certo?
Não acham bem?
E ninguém me pode dizer nada, porque segundo esta plataforma de blogs, eu fui os olhos deles, eu avisei-os, eu sou uma força do bem.
Por este exemplo se vê a cretinice, a subjectividade e o fugir às responsabilidades, dos argumentos que eles invocam ter para censurar.

Tudo é relativo. Há quem adore e ache lindo esses blogs e não veja neles nada mais que fotos de bebés rechonchudos.
Outro exemplo, mas agora ao contrário: eu sou fã de blogs de culinária. Babo-me (será que posso dizer babar?) com as fotos, devoro os ingredientes, copio muitas receitas, tomo nota das dicas e truques de cozinha que muitos deles partilham com os seus leitores. Mas há quem os deteste porque tem problemas de obesidade, de coração, de colesterol, de tensão alta e até já teve 2 AVC’s e mesmo assim não resiste à tentação de os visitar.

Excelente critério de denúncia! Querem lá melhor argumento que a existência de um blog que atenta contra a nossa saúde e até contra a nossa vida? Este será, sem sombra para dúvidas, um blog muito mais que questionável, é criminoso!
Todos sabemos que não são este tipo de blogs os censurados, apesar de, segundo a linha de censura da blog, legitimamente o poderem ser, como exemplifiquei.
Os censurados são aqueles que postam muitas, algumas ou até poucas fotos ou vídeos sensuais, eróticos ou de nudez, aqueles que têm uma linguagem mais excessiva, no fundo aqueles que podem ter o chamado, conteúdo apropriando para adultos.
Podem ser de carácter heterossexual, bissexual ou homossexual.
Digo já aqui que não gosto do género. Não visito. Não vejo. Não me interessa. Não me diz nada, não me oferece nada, não levo a sério e não levo a brincar. E o não gostar não me torna moralista, ou pudica, ou virgem-mental ou preconceituosa, ou carente de sexo, ou com excesso dele. Da mesma forma que quem os visita, os aprecia, diverte-se, leva a sério e retira de lá alguma coisa. E também ainda não percebi, que quando alguém assume uma posição de não visitar estes blogs, ou revelar que não gosta deles, tem logo de ser catalogada!
Há uns bons, com classe, outros assim-assim e outros péssimos e de mau gosto. Assim como os há em qualquer blog temático, seja ele pessoal, de viagens, de política, de fotos, de música, de geeks, de desporto, de cultura, de literatura.
Estes blogs são mel para a multidão sôfrega, de anónimos moralistas e defensores dos sacro-costumes, dos valores puros da sociedade. Mas são também estes anónimos, os que mais frequentam os blogs de índole sexual e os que mais se babam a ver as fotos, os vídeos ou a ler os textos. São estes anónimos, que nos comentários ao dono do blog, tomam uma postura de nojentos, ofensivos e porcos.

E são eles os primeiros a enviar avisos de conteúdos questionáveis e reprováveis, aos administradores de blogs. Ou porque foram rejeitados ou pior ainda, ignorados.
Não seria tão mais fácil, quem não gosta não visita?
Não seria muito mais justo, já que existe censura na Blogger, que os senhores americanos ou o raio que os parta, verificassem a veracidade das denúncias, principalmente das que chegam de anónimos (sim, porque devem ter de ser muitas, não deve bastar só uma), que nem sequer são fundamentadas, porque basta fazer um click e já está: denúncia enviada?
Há a quem isto não incomode sobremaneira. Ter o blog censurado ou não, é-lhe indiferente. Muito bem, cada um sabe de si. A mim revolta-me. E aconteceu recentemente com um blog de que sou visita. Não gosto de lá ir e deparar-me com uma barra histérica cor-de-laranja, a nova cor do pecado, a fazer-me perguntas.
A quem isso acontecer, se não gostar e quiser agir, tenho duas sugestões e a primeira hipótese é enviar um mail para a plataforma do seu blog, onde devem apresentar as suas justificações, queixas e reclamações, mesmo que não dê em nada. Para a Blogger, só mesmo em inglês. (mais esta!)

A dona do blog de que vos falei ao início deste post, pediu ajuda aos seus leitores. Essa ajuda chegou de todo o lado, aderiram em massa e em menos de uma semana ficou com o blog aberto novamente. É para isso que nós todos, leitores de blogs que gostamos, também servimos. Eu estou ao dispor.
A segunda, é mudar para a plataforma do Sapo.
Ali não há qualquer tipo de censura.
Agora vou fazer a mala e dobrar o pijama às riscas pretas, que a próxima a ir p’rá cadeia sou eu, uma agente do mal e nem preciso de anónimos a denunciar este meu post questionável, a própria plataforma virá cá directamente, com uns senhores de fato cinzento e de óculos escuros, tipo varejeira fedorenta, para me colocarem as algemas.
Algemas? Será que isto pode ter conotação sexual?

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

castanho chocolate, mas amargo




Tenho dois medos racionais, ou melhor tinha, porque um deles já o venci. O outro não digo. Nem aqui, nem em lado nenhum. Só a mim diz respeito.

Não converso de intimidades com quase ninguém a não ser com duas ou três pessoas no máximo, o que para conversas íntimas já é uma multidão. Aqui então, muito menos. Não tem somente a ver com a delicadeza de alguns temas, mas sim com a leviandade, banalidade e boçalidade, anexadas a uma histeria colectiva com que se opina, arrota e gargalha sobre o privado, o secreto, o íntimo, o ‘só nosso’.

E ultimamente tenho presenciado mais isso em pessoas do meu próprio sexo.


Tudo o que é assunto, que no meu entender deveria ser tratado em privado, se expõe com deboche, em vitrinas instantâneas e improvisadas, onde não existe sequer um vidro a proteger do pó da rua, sem alarme contra intrusos e a preços tão baixos, que nem para saldos serve. A exposição íntima e pessoal é tão solicitamente rastejante, que as centopeias e as larvas, na incapacidade de competir com tamanha inferioridade, entram em depressão.


É como confundir camaradagem com amizade, libertinagem com ousadia, domicílio com lar, sexo com deboche, franqueza com cuspir na cara. Enoja-me a verborreia. E como auto-estima, confiança e solidez, são características que conquistei à minha custa e no meu caminho, dispenso de perguntar ao povo e à assistência como se rasga o papel, como se lambe ou o que fazer com os pauzinhos dos gelados.


Como feminista… Bom, faço aqui uma pausa para esclarecer as mentes mais distraídas. Feminista não é ser lésbica, prescindir de usar soutien, ter cabelo curto, vestir-se à cantora Dina, ser ressabiada com homens, ir à festa do Avante, não fazer depilação, ter bigode como a Odete Santos e escrever poesia erótica. Ser feminista não diz respeito só à mulher, mas a todo o ser humano, porque se trata de uma posição social que defende direitos humanos básicos, neste caso os direitos da mulher. Discriminação laboral, social, salarial, maus-tratos físicos e psicológicos, exploração sexual e tráfego, direito à educação, à religião, ao divórcio e à liberdade sexual e por ai afora


Então voltando ao tema do post…

Dizia eu, que como feminista e também como mulher muito feminina que sou, não me identifico minimamente com o rumo que muitas mulheres deram à sua emancipação. Adoptam uma linguagem de carroceiras, utilizam natural, fácil e obviamente, as curvas perfeitas e até os disformes pneus Goodyear do seu corpo e gerem com muito pouca inteligência, a nudez, o erotismo e as conversas sobre sexo. Servem-se a si próprias numa bandeja de pirex da loja do chinês, sem obterem o menor proveito em benefício próprio, nem sequer um pagamento em notas amarrotadas, como a mais honesta das prostitutas. Caem facilmente na ilusão que com este tipo de atitude e com uma reles conversa brejeira prolífera de laivos de intimidade, despertam desejos, alcançam estatuto e poder, e pior, caem na fantasia de que espevitam interesses. Pobres de espírito. Se eu fosse gajo, esmorecia e virava eunuco com medo.


É de uma falta de inteligência enorme, pensar-se que a evolução e o respeito por nós mulheres, é incompatível com a nossa feminilidade e com o uso correcto do nosso cérebro. Felizmente, podemos falar de todos os assuntos sem barreiras, mas penso haver limites e uma réstia de bom senso de se espalhar aos quatro ventos, de dar shows e palestras gratuitas, daquilo que devia pertencer, a meu ver, ao foro íntimo e privado. Preservado. Temos a faca e o queijo na mão para exigirmos respeito, igualdade nas mais diversas áreas e as mesmas oportunidades na sociedade. Tolas. Ao invés de filtrarem do homem aquilo que ele tem de bom, as suas muitas qualidades, preferem clonar e copiar os seus piores defeitos. E muitas fazem-no em consciência. Burras.

Minhas queridas, o cérebro não é um músculo, mas também precisa de ser exercitado. Não utilizem só a vagina e o parlapié de rua. E por favor, não circulem pelo passeio, no escritório, nos bares, na casa dos amigos, nas festas, na net, unicamente na posição horizontal, é que demoramos tantos séculos para nos pormos em pé!


É com enorme aversão que constato esta postura escancarada em mulheres iguais a mim e que o assumo como uma realidade actual. É com muita apreensão que chego à conclusão de que, se a minha avó enfrentou uma sociedade fechada sobre si mesma, puritana e moralista, para não se subjugar à vontade do pai dela e mais tarde da do marido, se a minha mãe o tornou a fazer nos anos antes do 25 de Abril, impondo-se como ser humano e rejeitando o papel de mero objecto de adorno e de utilização sexual, e se até eu, de uma certa forma também me afirmei pelo meu valor, numa sociedade marcadamente machista, as nossas filhas terão porventura um trabalho muito mais árduo e penoso, para mostrar que por cima de um corpo sensual e bronzeado à vista de todos, têm uma vida privada e assuntos que só a elas dizem respeito, que não são para imprimir no curriculum e que ainda possuem um cérebro que funciona.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

cor-de-rosa, mas pouco

foto de olivimages

Sempre que desperto de manhã, não consigo comer logo. Circulo cinco minutos pela casa, com cara de esponja e só depois começo a pensar. Falo pouco e o pequeno-almoço é sempre igual. Quando me começo a arranjar, preciso de abrir a janela do quarto para ver de que cor é a luz do dia e ela me dizer o que devo vestir. Antes de sair para a rua, verifico sempre se tenho tudo na mala e arrumado nas bolsas e divisões respectivas. Não, a minha mala não serve de cliché para a típica carteira de mulher. Está mais organizada, ordenada e arejada que uma mesa de cirurgia. Sempre que atravesso a entrada do prédio nunca olho para o enorme espelho porque já o fiz em casa, mesmo antes de sair.

Quando chego à rua, coloco imediatamente os óculos escuros, Verão ou Inverno.

Quando me sento a este computador, nunca tenho a cadeira direita, está intencionalmente desviada para o lado direito porque é para lá que as pernas fogem. Tenho uma caneta ao lado do teclado e quase sempre é preta. Quando me interrompem o trabalho com telefonemas a perguntar se tenho internet ou tv cabo, respondo que os senhores estão no estrangeiro ou que o meu pai não me deixa dar informações de carácter particular a estranhos e do outro lado desligam-me o telefone na cara. Quando estou irritada, dá-me para fazer tarefas domésticas de maior esforço, porque me ajuda a descarregar as energias e as neuras. Quando estou contente, fico sempre mais calada e olho à minha volta com mais cuidado, como se precisasse de reparar em alguma coisa nova, que sempre esteve por ali, mas a que eu nunca tinha dado importância. Algo que devia ter merecido outra atenção.

A minha combinação perfeita de cores, é verde-lima com cinzento-antracite, também não me importo do preto com o beije. Tenho dias que sou cor-de-rosa. Outros, cor de mostarda. Da escura.

Quando choro a ver um filme, falo sozinha.

Quando não gosto de uma coisa ou de alguém, vê-se nos meus olhos. Ficam parados. Quando os olhos gostam, riem-se.

Sou apressada, rápida, bem-humorada, impaciente e refilo bastante por coisas parvas. De manhã, à noite.

A ler, pode tudo ruir à minha volta, que não se passa nada. Quando compro um livro, assino Patti e escrevo a data, na página imediatamente antes do início da história. Ligo a televisão sempre nos canais da Fox, raramente vejo um telejornal e gosto de desfrutar dos filmes deitada no sofá. Quando falo ao telefone com amigas, mesmo na altura em que aqui por casa é hora de ponta, nada fica em stand by ou mal feito, prendo o telefone entre o queixo e o ombro e circulo por todo o lado como se nada fosse. A(s) conversa(s) seguem o ritmo normal, assim como a vida.

Passeio sozinha e faço companhia a mim própria. E gosto. Porque tenho livros e música. E tenho-me a mim.

Em chegando o sono, luto ainda uns minutos contra ele, mas adianta-me de pouco. Vence-me sempre. Tenho sempre pijamas bonitos e engomados que me acalmam a chegada da madrugada, com a qual nunca simpatizei. Detesto dormir mal vestida ou esfrangalhada, seja lá o que isso for. A noite bule-me com os nervos. Vou ao quarto da filha apertá-la muito e dar-lhe trinta beijinhos. Passo pela casa-de-banho e olho para o espelho, talvez para me dizer adeus e reparar que o tempo passa. Deito-me sempre a ler e no fim guardo o livro ao lado da almofada. Bem perto de mim.

Só quem me vê continuamente repetir tudo isto, estes hábitos diariamente e da mesma maneira, é que me conhece muito bem e a fundo.

Apesar de nunca ter pensado que conhece tudo isto de mim, que eu afinal sou assim, porque sabe que detesto rotinas.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

palavras breves

foto minha

O meu lenço dos namorados.

Já conhecia Viana de outras visitas, muito recentes até, mas da festa só sabia da sua fama, das histórias, das fotos, do sorriso nos olhos de quem descrevia os vários dias da maior Romaria do país. E muitas emoções na voz, de quem me deu dicas preciosas pelo telefone.

Estavam criadas as expectativas em mim, apaixonada desde sempre por todas estas portuguesices.

Foi lindo! Tudo.

A festa, as gentes, a comida, os trajes, o sagrado e o profano, os bombos, as ruas, o ouro, as flores, o fogo, o rio, as gaitas e as concertinas, o linho e mais ainda. E as mordomas.

Comovente.

E ainda neste estado de espírito meio sonhador, com os pés aqui e a cabeça lá e ouvindo ao longe as palavras de Pedro Homem de Melo, "Havemos de ir a Viana" não sei se saberei passar para o papel o que vi.

Mas vou tentar.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

viver e aprender


'Tou mãe, vamos para Lisboa amanhã depois de almoço.

Oh filha, vem devagar, atenção à velocidade, olha que ‘eles’ andam aí que nem loucos nessas estradas, cuidado com as ultrapassagens, faz paragens pelo caminho, atenção à polícia, vê se a menina vem bem presa com o cinto, eu vou ligando a saber de vocês, não andes à frente dos camiões que é perigoso …

"À frente dos camiões que é perigoso", pensei eu? Ela disse à frente??

Mas perigoso, não é ir atrás de camiões?

Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Disse a tudo que sim, que ia guiar com cuidado e ter atenção, principalmente aos camiões.

Se há coisa que aprendi com o tempo e que devia ter descoberto logo aos 18 anos, é que não vale a pena questionar, contestar, contrariar, replicar, protestar, contradizer e discutir com mães.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

sublevações


É tudo um engano.

Tenho vezes, que não sou nada assim como penso.

Como quero.

Como mostro.

Como vocês julgam.

Sou muitas em simultâneo, tantas, imensas…

Demais.

Encontro tanta gente aqui dentro e tantos são os solavancos e os encontrões, que já tenho nódoas negras no íntimo.

Dói-me a parte mais funda do meu âmago.

Mas não preciso de pensos rápidos nem de álcool nas feridas.

Essas, ponho-as a curar ao vento. Nem perco demasiado tempo com elas. Cada vez menos. Não simpatizo com mariquices.

Só gostava de fácil e rapidamente, escorraçar, expulsar e afugentar do meu espaço interno, estes ‘eus’ que fazem de mim morada, que me assustam, que eu não reconheço. Criaturas que eu nunca sustentei e sempre desprezei.

São névoas muito ténues, que habitam dissimuladas entre o meu espírito principal e quando ele se alivia da fadiga diária, quando a circulação diminui e a minha cabeça faz o costumeiro ninho nocturno, na almofada de penas, as outras ‘eus’ levam vantagem e adquirem vida.

Esta noite, enquanto pensava que dormia, fui tão má, tão má, tão má que acordei a chorar. Num salto de susto.

Mas que coisa tão horrenda e tão viva é esta, que temos cá dentro?

Nasce donde? É meu? Sou eu? Somos assim?

E se estas ‘eus’ que me torturam, vá lá que com pouca frequência, são algum tipo de aspiração secreta?

Sonhos? Qual quê!

Deixem-se de tretas.

Sonhos, são bolos muito fofos de farinha e ovos, fritos em azeite e passados em calda de açúcar e canela, que eu insisto em fazer todos os Natais, em vez de os encomendar frouxos, ocos e a saber a remédio na pastelaria da esquina.

Os pesadelos, deixam-me a vida em suspenso.

E suspensos só conheço os candeeiros de tecto, que são falsos na luz que não dão, os frascos de soro que por vezes nos salvam da morte e gente que sonha demais, correndo o risco de nunca acordar e ficar para sempre pendurada

Preciso de descansar.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

prelúdio azul

Sagres, foto minha

Estou de volta.

Mas ainda a meio gás. Não gosto de voltar de repente. Prefiro pegar no que vivi nas últimas semanas e harmonizar com o resto que já cá estava. Com o regular da vida.

Aquilo que se trás na bagagem, terá de ser convenientemente arrumado com o que já antes existia nas prateleiras, nas gavetas, nos armários e dentro de mim. Afinal sou quase a mesma, a casa é igual, o bairro é o do costume e os hábitos também. Mas há que regressar lentamente, com um pé lá e outro cá. Guardar, arrumar, esquecer ou lembrar. Juntar.

E, principalmente, seleccionar aquilo que de bom se viveu neste intervalo, para se unir à normalidade do dia a dia, do rame-rame da vida, nos outros trezentos e tal dias do ano. Somando mais uma quota-parte de minutos, horas, dias e semanas às que já trazia sempre comigo. Todos os dias.

Nem sequer posso falar já de lembranças, de memórias e muito menos de recordações. Foi tudo ontem. De repente, vive-se de uma forma diferente durante umas semanas nas férias e depois, com um simples clique, voltamos com tudo ao habitual. Não é fácil. Mas estranho. São dias em que aproveitamos a vida de um jeito mais especial. Como devíamos fazer com todos os outros dias, no resto do ano.

Afinal eu sou qual? A das férias, a de antes das férias ou a que voltou delas? Sou todas. Mas prefiro sê-lo devagar. Para sê-lo bem.

Preciso de juntar estas três numa só. Juntar a que sou agora, à que eu já era antes.

Unir todos os meus cinzentos com o azul pleno que também é meu. Como faço todos os anos. E neste, vou fazer outra vez.

terça-feira, 22 de julho de 2008

de Lagos by net-café

(fotos minhas)

Os meus dias preferidos nestas férias de Julho, para grande irritação da maioria que está sempre desejosa do calor matinal, são aqueles dias que amanhecem nublados e abafados.

Eu sei, eu sei, já me estão a rogar pragas. A vizinhança toda do blogobairro no batente e eu a desfazer da minha sorte. Mas eu passo a explicar.

É nestes dias que resolvemos descer até à baía, sempre acompanhados de uma brisa quase outonal que insiste em ficar por ali, pelo menos até ao fim da manhã.


Desc
obrimos, mais uma vez o centro histórico, as ancestrais muralhas de pedra ocre,




as casas baixas e coloridas de portas de janelas pequenas

e as famosas chaminés algarvias.

As gaivotas, que aparecem em cima das nossas cabeças, pousadas nos candeeiros,

porque nesses dias também não gostam do mar, que ficou de um tom de azul muito escuro.


Aqui, os traços da arquitectura mourisca são muitos. Preservam-se, recuperam-se e fomentam-se em muitas das novas construções, principalmente nas estatais como o edifício do tribunal de Lagos. Mas, infelizmente, também se cometem atentados urbanísticos e a minha máquina não quis registá-los.




Os habitantes locais, apesar do contacto constante com as diversas culturas que por aqui passam durante todo o ano, continuam quase nativos, como se tivessem uma cobertura tipo carapaça ou um qualquer tipo de revestimento que os cobre e os torna impermeáveis à globalização. Não perdem o seu tipo castiço, a rusticidade, aquilo que os caracteriza como lacobrigenses, secos e pouco sociáveis, mas genuínos. E ainda bem.


Esta é uma terra de muitos pescadores, que à falta de melhores dias, sobrevivem durante a maré baixa a passear os turistas às dezenas de grutas que
esta costa possui, nas proximidades da praia da D. Ana, onde a Sophia de Mello Breyner tanto andou. Vale a pena o passeio.


À hora do almoço volta o sol e em plena fo
rça. As praias recebem outra vez as suas visitas habituais,

os vários barcos da marina começam a embarcar os clientes para os passeios do costume,


as esplanadas enchem-se de gente, os gelados desfilam na mão dos gulosos,





os vendedores ambulantes reabrem as suas bancas e aparecem os animadores de rua


e rapidamente o sobe e desce incessante das ruas sinuosas e estreitas do centro histórico, volta ao normal.

Eu não tenho mesmo salvação nesta altura do ano com este moço, com o qual me dou tão mal.

O moço é o Verão.

O moço ‘marafado’ de que vos falo.

E estou no ir, para comer um delicioso doce de amêndoa ... ou dois.



O próximo post do desafio de ontem, está agendado para o dia 28.