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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

desafio


Tomei a decisão de não aceitar mais desafios ou correntes, mas tenho alguns em atraso e este é um deles. A simpática de dentro da fora, a quem se juntou a querida Luísa, pediram-me que do livro que eu tivesse à mão, transcrevesse a 6º frase da página 161.
Sempre tive o hábito de ler vários ao mesmo tempo, sem que histórias e personagens se metessem na vida uns dos outros e entre esses estão sempre os livros que gosto de reler. E então foi num desses que peguei, já pela terceira vez na minha vida e que faz parte da minha lista top 10: O Retrato de Dorian Gray.
E diz assim a 6ª linha (e já agora a 7ª e a 8ª) da página exigida: "Mas que importava? Que tinha Dorian Gray a ver com a morte de Sibyl Vane? Não havia nada a temer. Dorian Gray não a tinha assassinado".

À boa maneira de Wilde (onde ele próprio também se inclui), dos melhores a retratar a vaidade, a futilidade, a hipocrisia e o culto da falsa aparência, que o Homem tanto pratica no dia a dia, este livro terá sempre a capacidade de resistir ao tempo.
Podia ter sido escrito hoje.
Dorian Gray, será uma cópia de tantas pessoas que pensamos conhecer, mas que depois revelam ou deixam a descoberto os mais inusitados e até desagradáveis aspectos do seu interior, persistindo contudo em encapotá-los.
Este livro continua a ser extraordinário, porque a cada releitura de uma nova página, descubro sempre novas analogias, paralelos e imagens à vida e às pessoas de todos os dias.
Ainda bem que não sou nada de deslumbramentos ou de criar grandes expectativas salvo claro está, um bom prato de comida e os olhos dos animais.