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sexta-feira, 26 de junho de 2009

mãe, que sorte tiveste ele ser do teu tempo

Para quem o apreciava como talento indubitável que era, foi muito complicado gerir todas aquelas suspeitas e acusações de pedofilia, a aberração de algumas atitudes, as suas múltiplas excentricidades e continuar a manter intacta, a admiração pelo seu génio artístico.
Há um pequeno truque, que apesar de queimar na pele, se for conseguido até resulta: separar o homem do artista. Se assim não for, perder-se-á muito do talento da humanidade. A admiração que temos por alguém que leva a arte a planos do inatingível, implica grandes riscos e arcar sem pieguices com os pecados do artista; também eles muitas vezes incompreensíveis.
Ainda na semana passada, eu percorri durante duas ou mais horas os seus vídeos no youtube, com a Beatriz ao meu lado pasma de admiração, uau mãe, que pinta; excelente este passo; deixa-me ver outra vez o moonwalk; ele aqui ainda era tão bonito; e sabias todas as coreografias?; mãe, que sorte tiveste ele ser do teu tempo.

Ontem a Beatriz ficou tão triste como eu e eu ..., eu voltei a ter treze anos.
Depois da morte, espero que a excelência do seu talento, a renovação e a inovação que trouxe à pop e a magia do seu trabalho que tivemos o privilégio de testemunhar, sejam sempre recordados quando se falar do Michael Jackson artista.
O Michael Jackson homem já foi acusado, julgado e condenado e ainda o será, para quem acredita no julgamento divino, que não é de todo o meu caso.
Mas cenas do outro mundo, foi mesmo o que ele nos deu, principalmente nos anos 80 e 90.
Ícones destes são perpétuos, como Elvis, Sinatra, Lennon e Freddie.

E ele não é só do meu tempo, Beatriz. Vai ser do tempo de toda a gente.


foto daqui

De fundo, não a mais inovadora, mas a minha música preferida, Dirty Diana