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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

post não aconselhável a pessoas impressionáveis

Sempre que aqui no meu esconso refúgio, reflicto sobre o meu papel na sociedade, chego à prosaica conclusão de que a vida para alguns de nós, reserva existências magníficas e sublimes, sem qualquer mácula ou queixa. Ao passo que para outros, por muito que se renovem, que estiquem o pescoço, que gritem por ajuda e atenção, tudo se mantém igual, na mesmíssima maneira, tal e qual o primeiro dia.
Claro está, que ideias negativas e sombrias como a minha, não passam nem de perto nem de longe pela cabeça dos quilates de um diamante Cartier, de um gordo e exclusivo sabonete Ach Brito, que se envolve em perfumado papel de seda ou até pela efémera vida de um perfeito bombom belga.
Não, nada disso. Trata-se de vidas mansas e discretas, ao cuidado de mãos atenciosas, escrupulosas, nobres até.

Mas comigo não acontece o mesmo e sinceramente, não me vejo com grande futuro ou perante uma revolução radical nos próximos séculos.
Nada na minha vida é digno. Nem o meu emprego, a minha casa, a esquina da minha rua, o meu nome, o meu corpo e nem sequer a minha cor alva e límpida me safa; o branco.
Mas porque é que não me fabricam outra vez preto como os meus antepassados? Agora branco! Meus senhores, onde foram buscar a ideia de um piaçaba branco?

Pronto, até aceito o castanho...vá lá! Sempre faria pendant com a tonalidade do meu serviço.