Tenho um amigo filósofo que só voa durante o Inverno e em dias frios, apaixonantes como estes em que ninguém me compreende. Bate as asas até à minha varanda durante o pôr-da-lua, senta-se e prende-me o cabelo atrás das orelhas, com travessões embutidos de estrelas, para iluminar a conversa e eu o escutar melhor.
Traz novidades das paisagens gélidas, pintadas com casas de madeira de telhados frescos, do sabor dos granizados de azevinho e das conversas dos lobos brancos da montanha.
Ele é como eu, não entende esta inquietação toda por causa de meia dúzia de bagos de neve e descansa-me, dizendo o que eu já esperava, que a natureza está em forma como sempre.
Algumas sementes já estão a aquecer debaixo da terra e prometem florir em menos de três meses, as luzes dos arranha-céus estão pronta para reagir aos nevoeiros, há milhões de óvulos fecundados dentro de barrigas lisas, que foram lá parar em noites geladas, propícias a pés aquecidos debaixo dos lençóis e que os poetas, com gatos ao colo, seguem inspirados, escrevendo em papel que ferve frente à lareira.
Traz novidades das paisagens gélidas, pintadas com casas de madeira de telhados frescos, do sabor dos granizados de azevinho e das conversas dos lobos brancos da montanha.
Ele é como eu, não entende esta inquietação toda por causa de meia dúzia de bagos de neve e descansa-me, dizendo o que eu já esperava, que a natureza está em forma como sempre.
Algumas sementes já estão a aquecer debaixo da terra e prometem florir em menos de três meses, as luzes dos arranha-céus estão pronta para reagir aos nevoeiros, há milhões de óvulos fecundados dentro de barrigas lisas, que foram lá parar em noites geladas, propícias a pés aquecidos debaixo dos lençóis e que os poetas, com gatos ao colo, seguem inspirados, escrevendo em papel que ferve frente à lareira.
