Gritou o meu nome várias vezes, mas como não sou muito de andar nas nuvens, nem me dei conta que era a mim, que a voz chamava lá de fora.
Só quando um largo pedaço de luz de fim de tarde, me atingiu os olhos e me puxou pelas mãos para a rua, é que a vi.
Lá estava ela. Linda.
Uma solitária porção de nuvem texturada, composta por milhões de densos vapores, que absorveu toda a luz que restava do pôr-do-sol amigo daquela tarde e que assumia uma cor que eu nunca tinha visto e a que não soube dar nome.
Durante um tempo mágico que não medi, dançou languidamente em frente da minha varanda. O seu corpo, que começou por ser de um possante elefante, alterou-se para uma cadeia de montanhas, depois para um coração imenso de cor de fogo e finalmente desapareceu como o fumo de uma fábrica.
Mas ainda me perguntou, não és tu que amas o Outono? Sou, sou eu porquê?
Porque ele me mandou para ti.
Só quando um largo pedaço de luz de fim de tarde, me atingiu os olhos e me puxou pelas mãos para a rua, é que a vi.
Lá estava ela. Linda.
Uma solitária porção de nuvem texturada, composta por milhões de densos vapores, que absorveu toda a luz que restava do pôr-do-sol amigo daquela tarde e que assumia uma cor que eu nunca tinha visto e a que não soube dar nome.
Durante um tempo mágico que não medi, dançou languidamente em frente da minha varanda. O seu corpo, que começou por ser de um possante elefante, alterou-se para uma cadeia de montanhas, depois para um coração imenso de cor de fogo e finalmente desapareceu como o fumo de uma fábrica.
Mas ainda me perguntou, não és tu que amas o Outono? Sou, sou eu porquê?
Porque ele me mandou para ti.