Não consigo viver esta época de Natal e começo de um novo ano, com outro espírito, que não seja o da boa disposição. Há quem entre em melancolias, há quem se enfade com a alegria dos outros e seja adepto todo o santo mês de pensamentos negativos e pessimistas e há quem tenha razões verdadeiramente válidas para se sentir mais triste. Há de tudo e cada qual vive Dezembro como entende, portanto.
Durante este mês e sobre aquilo que ele deveria representar, li muitos posts derrotistas e fatalistas, quase caóticos até, reacções agressivas e atitudes hostis, completamente inesperadas e descabidas. Li outros muito realistas e com verdades que doem todos os dias. E li também o contrário, vindo de blogs onde foi muito agradável ler propósitos fortes, positivos, de esperança e relatos minuciosos sobre as tradições da época.
Durante este mês e sobre aquilo que ele deveria representar, li muitos posts derrotistas e fatalistas, quase caóticos até, reacções agressivas e atitudes hostis, completamente inesperadas e descabidas. Li outros muito realistas e com verdades que doem todos os dias. E li também o contrário, vindo de blogs onde foi muito agradável ler propósitos fortes, positivos, de esperança e relatos minuciosos sobre as tradições da época.
Até que me falte alguém, amigo ou familiar e tenhamos todos saúde, não vejo razões para ser espírito do contra, fazer discursos sobre a apologia da desgraça do planeta ou de evocar a cada minuto os mais necessitados, somente nesta época. Toda essa retórica ficava muito melhor se fosse falada e lembrada durante os outros onze meses do ano.
Este mês é um mês especial, quer queiram, quer gostem ou não.
Este mês é um mês especial, quer queiram, quer gostem ou não.
É uma época de riqueza interior, de introspecção, de revisão pessoal, de lembranças, de dar a mão, de conviver, de alegria e de espírito positivo.
Não é de todo propícia a aves agourentas e velhos do Restelo.
Devíamos dar descanso ao umbigo, utilizar menos o pronome pessoal Eu, abandonarmos a vaidosa pretensão de acharmos que nada em nós precisa de ser mudado, por estarmos muito satisfeitos com o que somos e parar com os discursos cansativos e perpétuos de mudança de vida e passarmos de uma vez à acção. Arriscar.
Não é de todo propícia a aves agourentas e velhos do Restelo.
Devíamos dar descanso ao umbigo, utilizar menos o pronome pessoal Eu, abandonarmos a vaidosa pretensão de acharmos que nada em nós precisa de ser mudado, por estarmos muito satisfeitos com o que somos e parar com os discursos cansativos e perpétuos de mudança de vida e passarmos de uma vez à acção. Arriscar.
Chegamos ao último mês do ano, com um acumular de referências, pessoas, sentimentos, choros e gargalhadas, objectos, aprendizagem, maturidade, memórias
Guardem-nas todas. Perdurem-nas.
Guardem-nas todas. Perdurem-nas.
Um Feliz e Grande Natal e um Fantástico 2009 para todo o meu blogobairro, que é pleno daqueles que valeu muito a pena conhecer, durante quase um ano de blog e de outros que continuam a chegar e vão ficando por aqui e que já guardei.
Até para o Ano, vizinhança.

