Um pouco choroso com o abandono e em jeito de desabafo, disse-me aquele Rio Verde Escuro na última noite do outro ano, que se borrifava para a estupidez e para incongruência dos humanos que governam e que não carecia do Fogo dos Aliados para brilhar.
Disse-me o Rio, que se estava nas tintas para o magote de gente que se empilhou na Câmara, para ver o Artifício do Presidente a explodir no céu.
Disse-me o Rio, já mais animado, que era Rico e que sempre fora Exagerado em símbolos de abundância como videiras generosas, aromas de tintos de longa duração, xisto quente que aquece a baga, fermentações explosivas, ermidas, moinhos, grifos e até cornucópias mitológicas de tonalidades mil.
Deixa lá, disse eu ao Rio, não te rales com a falta das cores do Fogo no Céu, que tu tens a Prata dócil da Ponte do Rei, o cor-de-Laranja das Velas a flutuar na água, o Branco límpido da Lua, o Preto verdadeiro do Céu e o Transparente imaculado da Chuva.
Não tens precisão de pirotecnias.
Disse-me o Rio, que se estava nas tintas para o magote de gente que se empilhou na Câmara, para ver o Artifício do Presidente a explodir no céu.
Disse-me o Rio, já mais animado, que era Rico e que sempre fora Exagerado em símbolos de abundância como videiras generosas, aromas de tintos de longa duração, xisto quente que aquece a baga, fermentações explosivas, ermidas, moinhos, grifos e até cornucópias mitológicas de tonalidades mil.
Deixa lá, disse eu ao Rio, não te rales com a falta das cores do Fogo no Céu, que tu tens a Prata dócil da Ponte do Rei, o cor-de-Laranja das Velas a flutuar na água, o Branco límpido da Lua, o Preto verdadeiro do Céu e o Transparente imaculado da Chuva.
Não tens precisão de pirotecnias.
