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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

ares da minha graça I

foto minha

O Ares faz um ano.
E pela primeira vez não sei do que vou falar, o que dizer, sobre o que escrever.
Uma vez li qualquer coisa como: só quem tem um blog entende o que lá se passa e quem não tem, nunca entenderá. Percebem-me todos, não é? E é tão rápido este entender ...
As razões que nos prendem aos textos, aos temas, aos amigos, às visitas, aos comentários, às trocas e emoções são muitas, imensas e tão diferentes para todos nós.
Mas uma é igual, a partilha. A partilha de algo muito nosso, que no 'papel' flui muito mais naturalmente do que no nosso dia-a-dia.
Já se deram conta, que colocam aqui o vosso pensamento; pensamento esse, que antes, poucas vezes era exteriorizado e apenas guardado cá dentro, em conversas só nossas antes de adormecer? Estranho, não é?
Dividimos partes de nós, algumas íntimas até, com pessoas que nunca vimos, não sabemos quem são, não conhecemos de parte nenhuma. E depois, surpresa das surpresas, entendem-nos, identificam-se, comovem-se, falam e riem connosco!
Eu que falava comigo e sempre me respondi...
De repente, passo de um comentário para dez, para vinte, trinta, quarenta, dezenas deles e fico estupefacta de todo. Mas sei que o sucesso de um blog, não depende em nada do número de comentários que tem, mas do prazer que dá a quem o lê.
Depois, elogiam-me, arrepiam-me, emocionam-me, já me comoveram e também fizeram rir e horror dos horrores, puseram-me muda um par de vezes!
Muda eu, logo eu que tenho a cabeça a alucinar a toda a brida e vapor, sem rédea nem espora e que não há lapiseira que me trave.

E agora? Eu que escrevi sempre tudo na minha cabeça e que só passei para o papel a primeira frase da minha vida há precisamente um ano, digo o quê, faço como, agradeço a quem?
A todos.
Aos primeiros que chegaram, aos do meio que ficaram e aos últimos que aqui passaram.
E que este blog é muito mais rico na sua caixa de comentários, que no "publicar mensagem," dos sonhos que eu invento e clico todos os dias.

E no final, explico-me, a mim e a vocês, com frases breves que vos deixo:

Escrever não será nada mais do que isto. A forma que sem saber, encontrei de estar mais tempo comigo.
Às vezes só me faltava eu.

Novo post na segunda-feira. Até lá vizinhança.