terça-feira, 25 de agosto de 2009

uns tristes

lagos, foto minha

E depois existem aqueles cépticos, essa gente peremptória afirmando a pés juntos sobre toda a literatura apesar de ser muito nobre e coiso e tal, é no fundo enganadora. Que não nos devemos deixar envolver por ela em demasia, apaixonarmo-nos por personagens, enlearmo-nos em enredos mirabolantes carregados de mistério e suspense, pois tudo não passa de ilusão, mera ficção aldrabada por criaturas ardilosas com as letras e os seus jogos, que mais não querem do que entupir-nos a mente com quimeras. Blá, blá, blá e mais blá, blá, blá.
Ora, eu queria perguntar a esses perdidos, a essas almas descrentes no vaguear do espírito, a esses entes que julgam que sonham, quem seria aquele ser voante senão o próprio do Fernão Capelo, a Gaivota que antes das nove da manhã do dia 20 de Julho, já planava em voos rasantes e demorados, quase mortais, sobre a minha esplanada edificada no penhasco da praia da D. Ana?

Adenda: música de fundo "ouvida" pela Si.


14 comentários:

Filoxera disse...

Pois... O próprio lá saberá. Se o Vires amanhã novamente, pergunta-lho. Nem que por sinais de fumo :-)

Pitanga Doce disse...

Patti vejo que esta viagem te fez um bem enorme e voltaste em estado de graças (sem trocadilho algum).

É preciso que saiamos do turbilhão da vida, do vai e vem dos dias sempre iguais. É quase como admirar um quadro; não pode ser apreciado se a curta distância. Só assim o azul é mais azul e me parece que tu vens repleta de Azul!

Sair da roda, para vê-la andar!

Boa noite Patti menina!

salvoconduto disse...

Olha que eles também sonham, embora seja sempre e só com a play station.

Si disse...

E que seria de nós sem as quimeras, as personagens mirabolantes e a paixão pelas letras?
Era Ele, sim, perfeitamente preservado na nossa memória, e quase que ouvi, em fundo, a voz do Neil Diamond!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Quem não reconhece nos livros a capacidade de nos fazer sonhar deve ter uma vida muito triste. Conheci alguns desses exemplares ao longo da minha.
Continuo a gostar de ser enganado pelo sonho. Mesmo quando sonho acordado, com um livro na mão, em frente ao mar.

Justine disse...

Ele, claramente! Só podia ser ele!
E que seria de nós sem o mistério e as fulgurações dos livros...

Marta disse...

Excelente, Patti, excelente :)

Rosa dos Ventos disse...

Claro que era ele!
Quem mais poderia ser a essa hora sobre a tua esplanada na praia da D. Ana? :-))

Abraço

Violeta disse...

Tenho a certeza que era um qualquer Fernão Capelo gaivota...
bjs

pedro oliveira disse...

Muito bem, sonhar faz bem à pele. Pelo menos à minha fa,lol.
bjs

Luísa disse...

Pois eu parece que vejo aí um perigoso «Winged Nazgûl» em feroz ronda matinal, Patti. Ainda bem que a sua esplanada se escondia no penhasco. ;-D

cristina ribeiro disse...

É bom deixarmo-nos ir nas asas de uma gaivota, basta fecharmos os olhos, e, se ouver barulhos alheios, tentarmos abstrairmo-nos.

bacouca disse...

Patti,
É algo de inspirador, estar nessa esplanada e ver lá em baixo a praia D.Ana. No principio e fim de tarde transmitia-me uma paz que olhando o ceu "voava" como a gaivota...

paulofski disse...

É deixa-los a blá, blá, blár sozinhos e deixar-nos voar nas rasantes planagens da gaivota.