Terça-feira, 20 de Maio de 2008

palavreados

Hoje ia levando com um tipo em cima.

Não, não estive quase a fazer sexo com um estranho.

Estive na A5, como todos os dias.

Estou a falar daqueles assassinos, com carácter de cilindrada, que respiram combustível, que têm alma de Porche Carrera e motores de explosão no volante.

E que nos interrompem a vida nas estradas.

Cabrãofilhodaputasacanademerda.

Peço desculpa.

É que eu podia já não estar aqui agora; para dizer aneiras!

Eu digo asneiras quando guio ao lado de assassinos.

Ah, e quando me queimo!

Quando me queimo também digo asneiras.
Mas só.

Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

puxões de orelhas, réguadas e orelhas de burro

Mas aquela gente não acaba com as queixinhas e choraminguices?

Há feira do livro, não há feira do livro, depois já há feira do livro e afinal já não há feira do livro outra vez, mas parece que já há, que já há sim senhora, ou não?

Ai não, não há outra vez?

Ah, só dizem na segunda-feira? Hoje? De certeza? Ou só amanhã?

Já conheço as justificações de todos de cor e salteado, mas deixei de ter paciência para aturá-los.

Parecem bebés chorões: oh mãeeeeee, a Leya diz que as casinhas dela são mais bonitas que as minhas.

Leiazinha, então? Que mania a tua de dar nas vistas, são essas filha?

E tu Apelzinho, porque é que não compras umas casinhas novas?

Porque a Mariazinha da Câmara não me empresta o dinheiro dela.

Pois não, não te empresto mais nada. O dinheiro é meu! E também nunca mais pões as tuas casinhas no meu jardim e sai já daqui.

Bem feita, bem feita! - diz a Leyazinha, que não precisa do mealheiro da Mariazinha da Câmara.

‘Tás a ver mãe, a Leyazinha a gozar comigo? Já não a deixo mostrar as casinhas dela às minhas amigas.

Acabou-se! Estão todas de castigo e já não há casinhas, p'ra ninguém. Nem novas, nem velhas!

Que cena meus! As varinas ao pé de vocês, desistiam da profissão.

Então é assim: quem não vai à Feira do Livro é aqui a je!

Também vou fazer boicote.

Tenho pena, porque gosto de trocar duas palavrinhas com a Rosa Lobato de Faria, de ver as caretas do Rui Zink e de olhar para aquele senhor, o Lobo Antunes (se lá estiver) e imaginar o que vai naquela cabecinha.

Mas vocês já me conseguiram irritar com as vossas porras.

Sabem o que é que parece? Que vocês todos, não querem é saber de nós leitores para nada.

Ai não é nada assim? Pois parece!

Não vou, não vou e não vou! Acabou-se!

E além disso, também tenho queixas e tenho-me aguentado.

Já estou farta daqueles pavilhões ancestrais, de alguns vendedores antipáticos como o raio, dos horríveis sacos de plástico onde nos enfiam os livros, das ciganas que insistem em ler-me a sina e daquelas famílias de horrorosos que vão para lá a ver se sacam um livrinho à borla ou mais 10 marcadores de livros e nem sequer sabem ler, ou que pensam que a Rita Ferro é mulher do Ferro Rodrigues.

Acabou-se.

Grande Feira, foi o que vocês arranjaram e nem precisaram dos antigos pavilhões; souberam armar as barracas muito bem.

Vou à Byblos. Vou à Fnac. Vou à Pó dos Livros. Vou à Ferin. Vou à Bertrand. Vou à Bulhosa. Vou à Barata. Vou à Portugal. Vou à Buchholz. Vou à Coimbra. Vou à Clepsidra. Vou aos alfarrabistas. Vou ao quiosque da esquina. Até vou à secção de livros do Pingo Doce.

Mas este ano, eu não vou à Feira do Livro.

mais no blog da revista ler, aqui

Domingo, 18 de Maio de 2008

[15] há coisas fantásticas, não há?

So cute, so quite.

Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

[5] 'tou no ir. . . de fim de semana

A Coragem atingiu esta semana, as 30.000 visitas e está toda contente. Vão lá contribuir para as 40.000, que ainda por cima não perdem a viagem.

Eu pobrezinha, como só ando pelo blogobairro, nem há 4 meses, atingi esta semana as 5.000 visitas. Pronto, vou só mandar um foguetezinho, assim dos pequeninos, daqueles que só fazem pum, pum, pum e não fazem Tchzzzzzzzzzzzzzzz PUM, PUM, PUM, Tchzzzzzzzzzzzzzzz PUM, PUM, PUM, Tchzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz PUM, PUM, PUM, como os da Coragem.

Ah, mas a minha visita 5.000, foi a Xô, a minha amiga, que me fez aquele tratamento de caviar, com máscaras roxas e verdes!

E a Cerejinha disse que como eu escrevo tanto, queria desafiar o meu poder de síntese.

Logo eu, uma consumidora de letras até na sopa.

Mas Cerejinha aqui vai a frase com a qual me identifico, acompanhada com uma foto, tão bonita como as que tu tens lá no teu blog.

O dia de amanhã ninguém o viu.

Também recebi este prémio criado pela @nn@, pelo post de 2ª-feira do Bob Geldof.

Ele, então que é fã do Mick, adorou

Acho que não se viam desde a última ‘bezana’, há quinze dias, no Soho londrino.

Agora vou comprar a Caras. Sim, porque tenho de alimentar o meu lado fútil e porque quero meter o nariz nos vestidos das meninas dos Globos de Ouro.

Gosto tanto de vestidos!

Ainda vou visitar de manhã, as 'minhas' meninas do post de ontem. E depois, sigo caminho para fazer uma visita a esta bebé linda que veio do México, passar umas férias com a avó Margarida, os tios, o primo e os amigos tugas.

E finalmente, já sabem que tenho tiques parolos, aquela coisa das feiras e bailaricos, da entremeada com pão saloio, da água pé com a castanha, da bela da sardinha assada com salada de pimentos e sangria tinta e outras coisas do género.

Também adoro expressões populares.

Vou colocar aqui algumas e depois….continuem vocês:

Rega-bofe;

Aqui há gato;

Caiu-me a alma aos pés;

Cruzes, canhoto;

Chiça penico, chapéu de coco

Gaba-te cesto;

Alhos com bugalhos;

Nunca vi mais gordo;

Vai chamar pai a outro;

Feito num oito;

Trinca espinhas;

Pano para mangas;

O teu mal é sono;

Vai chatear o Camões;

A conversa já chegou à caixa dos comentários?

Bom fim de semana!

as 'minhas' meninas

Isto hoje, estamos um bocadinho p’ró cansado.

Na 2º feira foi o Bob Geldof, depois a minha conversa com os rabos e finalmente ontem, ‘a coisa’. Deram cabo dos meus neurónios e depois como sou loura…..

Daí, que saiu daqui um post, pequenininho, levezinho, meiguinho, fofinho, piegaszinho e curtinho.

Bom, curtinho, curtinho eu não prometo, pois já sabem que quando começo a pensar, dá-se um curto-circuito no occipital, que tem uma ligação directa, vá-se lá saber porquê, às minhas mãos que começam logo a formigar e aos gritos, qual peixeiras.

Estão a ver? Digo que estou cansada e que isto hoje é pequeno e qual é o resultado? Estas parvas das minhas mãos que não param de escrever.

Sossegadas, já disse! Destrambelhadas!

Psssssst! Então? Isto agora é com vocês, que estão a olhar para mim aí do outro lado do ecrã. Mau Maria! Mas o que é isso?

‘Tou eu práqui num desabafo, estafadinha de todo da minha vida, exausta de tanto teclar, que até já mandei fazer umas toucas de lã para a ponta dos meus dedos e vocês a olharem para o carrinho de mão!

Fazem o favor de largar as cenouras! Não são para vocês.

São para eu ir ali ao lado, dar de comer aos animais.

Não, também não é para alimentar ‘a coisa’, não voltou infelizmente e também não era na boca que lhe ia enfiar as cenouras.

As cenouras são para coisas muito mais bonitas!

Ora espreitem ali, no outro lado da lente e digam lá se não são tão lindas as ‘minhas’ meninas?

Ah e quero comentários às duas, que eu depois neste sábado transmito-lhes tudinho.

Piquem na imagem, que vão lá direitinhos.

Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

a coisa

Então não é que alguém do Senegal, chegou até ao “Ares” através de pesquisa do Google com a singular pergunta:

Qual é a ordem do dia para uma mulher, perante o seu marido?

Vou partir do princípio, se calhar errado e lamento, que só pode ter sido um homem a fazer tal pergunta.

Porque raio uma mulher do Senegal faria uma pergunta destas? A maioria nem sabe que há computadores quanto mais que o Google existe. Só se foi uma activista dos direitos da mulher!

Ok, vou imaginar que nem sequer foi um homem, mas sim uma ‘coisa’ que vive no Senegal.

E chegou aqui como?

O Gugas profissional como é, apresentou logo à ‘coisa’ uma série de hipóteses tais como: a ópera Fidelio de Beethoven, onde o Fidelio é uma mulher a fazer de homem que se infiltra numa prisão para saber do marido e tal; também informou 'a coisa' que o homem e a mulher se são iguais perante Deus porque é que as mulheres não podem falar na igreja (?); apresentou um filme chamado Sob a Areia; ainda lhe falou de um artigo da inferiorização da mulher perante o homem; também de uns tais esposos de Deus, chamados solteiros de Avé Maria e depois, venho eu, euzinha.

Venho eu, porque em tempo fiz este post, onde coloquei frases de revistas femininas dos anos 50 e 60.

E parece que ‘a coisa’ do Senegal gostou do post e desta frase: A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos (Jornal das Moças, 1959).

Ouve lá, oh ‘coisa’, isto é assim: o teu presidente, acho que até já se pronunciou sobre o tema das mulheres, dizendo que era necessário o seu envolvimento em actividades políticas e económicas. Para quê, estares armado em besta quadrada?

A maioria das mulheres do teu país, ‘coisa’, não tem uma actividade remunerada, dedicam-se ao cultivo do arroz, do algodão, do milho e do amendoim e ainda têm a seu cargo todas as tarefas domésticas, que até nem devem ser nada levezinhas, como as minhas.

De certeza que esses trabalhos caseiros, implicam um esforço dos diabos que envolve bois, vacas, ovelhas, cabras e camelos a babarem-se como tu.

Eu também faço agricultura e planto ervas, mas é salsa e alecrim nos vasos da minha varanda e também me ocupo de tarefas domésticas tais como panelas de sopa e limpeza das sanitas cá de casa, mas ao contrário da maioria das desgraçadas do teu país, também te enfio com o piaçaba pela garganta abaixo, cheio de trampa líquida e amarela, daquela pestilenta, quando a minha filha faz diarreia.

Oh minha grandessíssima ‘coisa’ repugnante!

Mas que pergunta da merda é aquela, que tu andas a fazer ao Google?

Ordens para dar às mulheres? Para obedecerem aos maridos?

Saberás tu, que só os animais é que obedecem? E mesmo assim só quando lhes apetece?

Será que o harém de jovens virgens, que tens lá no deserto já não te chega?

Não me digas que és um daqueles adeptos de práticas sanguinárias feitas em mulheres e meninas?

Não saberás, só por acaso, que essas porras lhes afecta gravemente a saúde?

Não estarás informado que a lei contra a mutilação genital feminina, no teu país, existe desde de 1999?

Que o meu país é um dos estados, que condena abertamente tais práticas?

Que é um direito de todos os indivíduos, mulher ou homem, de dispor do seu corpo e de controlar a sua sexualidade?

Mas o que queria esta 'coisa' do meu blog? Esperava que eu lhe dissesse o quê?

Como é que te atreves a vir meter essa fronha nojenta no meu blog e conspurcá-lo, esperando que ele te responda a perguntas pré-históricas e nauseabundas?

Pois se metes cá a fronha outra vez, oh 'coisa' da porcaria, meu 'ganda paquiderme acéfalo, fica sabendo que eu tenho clitóris e estou muito satisfeita com ele.

Location
Continent : Africa
Country : Senegal (Facts)
Lat/Long : 14, -14 (Map)
Language English (U.K.) en-gb
Referring URL http://www.google.pt...uisa do Google&meta=
Search Engine google.pt
Search Words qual e ordem do dia para uma mulher perante o seu marido?
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Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

santa inocência

Esta é uma das histórias, dos meus tempos do colégio de freiras, que a minha filha e os amigos me pedem sempre para contar.

Éramos um grupo giro de raparigas, 13, 14 anos, muito diferentes umas das outras, como todos os grupos de miúdas.

Umas eram espevitadas, outras introvertidas, umas afoitas, outras santas, umas divertidas e outras sérias. Quase todas pestes do pior. Pensam que colégios de freiras são o quê?

A amiga santa, era um ponto! Estávamos sempre a picá-la e a metermo-nos com ela.

E era mesmo santa, santa, santa, a querida Isabel, nunca levava nada a mal, ria-se muito com as nossas maluqueiras e dizia que rezava por nós antes de se ir deitar.

Um amor.

Uma vez comecei a puxar por ela, oh Isabel diz lá uma asneira, vá lá, só uma, das pequeninas, com poucas letras, a tua mãe não sabe, tapas os ouvidos para não ouvires, nós não dizemos nada a ninguém. . . .

E continuámos naquilo durante toda a semana e ela coitadinha com uma paciência que só as santas têm, oh, deixem-me lá em paz, que chatas, não digo nada asneiras, que parvas, olhem que vou fazer queixa à sister e corava.

Até que o diabo falou mais alto: pronto vou dizer, mas só uma, ouviram bem? E vou dizer baixinho!

Desceu o olhar, respirou fundo, levantou o queixo e muito séria disse numa voz clara: C U E C A S!

E seguiu, sem mais nada, direita para se confessar de joelhos, na nossa linda capela do colégio.

É incrível a inocência.

A palavra cuecas mudou radicalmente de sentido. A minha amiga Santa Isabel era o 8 e agora existe o 80.

Lembro-me desta história, sempre que vou buscar a Beatriz à escola e sou bombardeada com despropositados rabos que são acompanhados com mini fios-dentais, primos em último grau das cuecas, coloridos e rendilhados a condizer com alcinhas de soutien. Estes rabos são os melhores amigos dos rabos com boxers aos ursinhos e bolinhas, iguais aos do paulofski.

O objectivo é mais ou menos assim: quanto mais rabo e fio dental for mostrado, maior a popularidade e maior a probabilidade de haver conversa do tipo; mostras-me o teu ursinho e eu mostro-te o meu…, o meu...; olhem, imaginem vocês, pois nem sei que lhe chamar.

Há também aqueles rabos, que parece que falam; gordos e salientes a romper dentro de calças de cintura descaída, calças essas que fazem um vistaço sim senhora, mas não como complemento de casos deprimentes lá dentro.

São rabos que à medida que a sua dona se desloca e de tão apertados que se sentem, parece que tentam meter conversa comigo, gritando por socorro, oh Patti, por favor tira-me daqui!

Oh meu querido, eu até tirava, mas essa menina não é minha filha e depois ia ter problemas com os paizinhos dela, por me estar a imiscuir num assunto que não me diz respeito e até posso ir presa, quando lhes enfiar dois estaladões nas trombas por permitirem que a filha ande nestas figuras.

Entendes rabo? Não me posso meter, até porque acho que aí dentro já não cabe mais ninguém!

Ele entendeu, claro.

Coitados, os rabos de hoje em dia, até já aceitaram todo este padecimento porque passam, horas a fio.

E à medida que subo a rua da escola, aquele rabo sufocado vai-me contando, sabes Patti, nós rabos, encontramo-nos muitas vezes nos vestiários da Berska e da Pinkie e trocamos impressões sobre a nossa actual situação.

Até já pensámos unirmo-nos com as calças nº 34 e nº 36, que são outras desgraçadas e vítimas destas miúdas sufocantes e reprimidas.

Nem queiras tu saber, os que as coitadinhas são espremidas e puxadas, para que nós caibamos lá dentro!

Imagino, digo eu, acho que estou a ver as costuras laterais a desfazerem-se.

E ele continua, até porque as outras, as nº 38, 40 e 42 já nem lhes falam e conseguiram unir-se com todas as roupas tamanho L, num movimento de total descriminação, nunca antes visto e……

De repente, o rabo pára de falar comigo; outro se junta a ele, é um daqueles organizado em forma de corporativismo, com os pneus laterais anexados, género Goodyear, sabem?

Mas aquele não me parece um nº 36, é mais para o 42.

Shiuuuu, diz-me ele a medo, este é um dos discriminados, acho que a dona ainda tentou uns números abaixo, mas foi gozada pelos nº 34, 36 e até 38, bem como pelos tamanhos xs e pelos s, que estavam nos provadores da loja nesse dia.

Olha lá e como é que vocês se aliviam quando a miudagem bebe aquelas litradas todas de refrigerantes? Como fazem com aquele gás todo acumulado?

Sniff, sniff, foi só o que consegui ouvir dele, enquanto se afastava de mim a bambolear.

Tadinhos dos rabos de hoje em dia!

Volta Isabel, 'tás perdoada.

Isto até podia ter tudo muita graça, não fosse eu estar a falar de crianças de 12 anos.

Mas podem rir à vontade, há rabos que gostam.

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

a la carte

Não, não estou a treinar para múmia, nem fiz nenhuma operação plástica.

Neste sábado de manhã bem cedo e antes da festa de aniversário, já estava tudo combinadinho com a minha grande amiga Xô.

Seguimos para a clínica de estética da qual ela é responsável e fui fazer um tratamento de rosto, daqueles do céu.

Flores espalhadas, toalhas brancas todas enroladinhas, tacinhas de vidro, espátulas de madeira, algodões e gazes, pedras energéticas, velas, cheiros perfumados, marquesas confortáveis, móveis wengé.

Um luxo de chic!

Liga-se uma musiquinha zen, que por acaso não me descontrai, antes me enerva; mas também não incomoda porque falamos as duas pelos cotovelos e eu tenho sempre mil perguntas para fazer:

. e o que é isso verde que me estás a pôr?

. e gastas quantos discos de limpeza com cada tratamento?

. e este líquido que cheira a flores é para quê?

. e tenho a pele a arder agora. É normal?

. e as clientes fazem muitos tratamentos daqueles caríssimos?

. e a minha pele está mais seca, não está?

. e como é que consegues tratar de tantas clientes ao mesmo tempo?

. e qual é o tratamento mais caro?

. e agora vêm muitas para tratamentos de celulite?

. e também me vais fazer o complemento com o caviar

. mas o caviar não é para combater o envelhecimento?

. estás a chamar-me velha?

. mas o caviar não cheira a nada porquê?

. e agora fico assim roxa? E verde também?

. olha só para a minha figura!

. e isto depois sai inteiro, não é?

. posso tirar uma foto para mostrar à Beatriz?

Oh Patti, cala-te porque senão estragas a máscara!

Essa é que foi parte mais complicada para mim.

Ui! 10 minutos com uma máscara na cara sem poder abrir a boca, porque senão não ficava gira.

Era só o que faltava eu a escangalhar o trabalhinho todo!

Já cá não ’tá quem falou! Be quiet! Pus-me logo a imaginar este post.

E lá continuou ela, com mãos de criança, a fazer-me festas, toques ligeiros e massagens subtis. Uma artista, é o que ela é!

Sim, sim, porque não é só por ser minha grande amiga, mas a minha Xô, nasceu para isto, foi a melhor nota de curso do ano dela.

Ah pois é!

E não sentiram hoje este ecrã com mais reflexos de luz?

É que antes das 11h da manhã, já eu estava prontinha e a cintilar, até fiz uma promessa que nunca mais lavava a cara de tão brilhante que ela ficou.

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

muamba de galinha e ovas de beluga

'sorry Bob, but I like mondays'

O Bob Geldof, parece que foi ao Pestana Palace, ofender meio mundo: os governantes de Angola, os senhores do BES, que já demonstraram que nada têm a ver com as suas declarações, mais algumas pessoas anónimas, uns quantos políticos e outros tantos empresários com interesses no país.

Houve até gente que se engasgou, concerteza com as ovas do caviar, a meio das palavras do Bob e teve que sair antes do fim do discurso daquele homem, que dizem alguns, devia estar era bêbado.

Ah pois é, a malta comete loucuras na adolescência, fica com uma fama dos diabos e depois já ninguém lhes dá crédito no futuro.

Quem é que o mandou cantar em grupos de rock marados?

Eu que até sou contra a liberalização das drogas leves, agora fiquei com algumas dúvidas e então gostava de pedir aos senhores do BES que para a próxima convidassem também o Bono Vox, o Bob Dylan, a Susan Sarandon, o Seen Penn, a Angelina Jolie e até o Zé Pedro do Xutos.

É que isto de terem fumado uns ‘charros’ na juventude parece que afinal não faz assim tão mal.

A história é mais ou menos assim, parece que ele acredita piamente que Angola é governada por criminosos.

Que disparate! Só podia mesmo estar alcoolizado, ou com uma ‘ganda’ moca.

Deve ter sacado umas quantas folhas dos centros de mesa e enrolou-as quando ninguém via, tipo ‘ganza’ de gerbera cor-de-rosa.

Acha ele, que sendo Angola um dos países mais ricos de África, não entende para onde vai essa ‘dinheirama’ toda!

Mas tem cá umas suspeitas, ele e eu, que a massa é bem distribuída entre uns 200 indivíduos, seres esses que governam o país.

Fiquei mais descansada. Imaginem agora se até fosse o caso de se dar um fenómeno raro de evaporação daquele dinheiro todo, até porque naqueles dias de muito calor africano, nunca se sabe.

E pergunto eu que sou ingénua: mas isso não é um crime?

Em Angola, parece que não, até nem sabem do que ele está a falar. Que foi má fé da sua parte, desconhecimento da realidade e que inclusive vão repor toda a verdade.

Esta última parte é que estou desejosa de ver como vai ser feita.

Foi este o comunicado emitido pela embaixada de Angola em Portugal, como é de seu direito num país livre. O link, aqui, para não dizerem que não dou oportunidade aos senhores de se explicarem.

Aqui no Ares, todos têm direito de resposta.

E como continuo a ser ingénua, pergunto de novo: então se não é crime é o quê?

Como não fico satisfeita com as declarações da embaixada de Angola, deduzo cá para mim, que se não é crime deve ser uma espécie de Live Aid, mas ao contrário.

E infelizmente sei do que falo, tenho relatos completamente imparciais, na primeira pessoa e muito recentes até.

Estou-me a borrifar para a inconveniência do Sr. Geldof, para a sua hipotética bebedeira, para a sua evidente riqueza e hipocrisia e até para o facto de que, talvez, nem todas as suas afirmações serem verdadeiras. Angola e outros que tais, cheira a podre e a corrupção pestilenta.

Como ele bem disse, não sou candidato a nada e não preciso que gostem de mim.

Nem sequer corro o risco de ter alguma desilusão com o Sr. Geldof, porque não o conheço de parte nenhuma. Até podia ser o Chico da taberna ou o John Hip Hopper da Cova da Moura a proferirem aquelas palavras, que tinham todo o meu apoio.

Estou-me completamente nas tintas para os ofendidinhos e politicamente correctos empresários e políticos da nossa praça.

Se estão a fazer grandes esforços para que as condições de vida daquele povo martirizado pela fome, pela guerra e pela doença, sejam melhoradas, então mostrem ao mundo o que andam a fazer.

Escancarem as portas, permitam a liberdade de imprensa e mostrem as contas.

Até lá, antes ouvir palavras de um suposto ébrio do que comunicados anónimos publicados em jornais angolanos.

Pessoas a quem muito estimo no blogobairro, têm uma ideia diferente da minha e eu respeito inteiramente e outros há, como o Rocket, que postaram sobre este tema de uma forma que gostei imenso.

Como diz o Carlos Barbosa, do Rochedo, meu ‘amigo virtual’, discordar é saudável.

E nem estava para falar neste assunto, porque me bule com os nervos, mas fui espicaçada pela entrevista ao Bob Geldof que passou na SIC Notícias, assim como pelas palavras idóneas do médico Fernando Nobre, fundador da AMI, que podem ver aqui.

E como só aprecio perninhas de rã fritas e não engulo sapos, aqui está o meu post, carregadinho de ironias e sarcasmos.

Aliás, como eu gosto.

Não mando bocas, nem gosto, não faz o meu género; prefiro sátiras, conversas de escárnio e maldizer ao jeito dos trovadores provençais, autos mordazes e sermões à Padre António Vieira.

Houve pessoas que disseram, ah mas ele foi infeliz na altura que escolheu para fazer tais afirmações, também é um bocado hipócrita porque também tem milhões e tal e porque a pobreza existe em todo o lado, não é só em Angola.

Pois existe, é um facto. Muito certo até. Se calhar até foi infeliz no momento. Mas ‘tá dito, ‘tá dito.

Só que calhou Angola na rifa e lá não é bem o haver pobreza em todo o lado é mais do tipo: em todo o lado há pobreza!

E parece que a mulher do Sr. Presidente da República de Angola, senhora que não sei o nome nem me interessa, é uma das únicas 10 mulheres no mundo, repito, é uma das únicas 10 mulheres no mundo que veste alta-costura (fonte: programa Câmara Clara, RTP 2).

Passarellezita privada, num qualquer atelier de Paris da Dior, por exemplo. Monsieur Galliano depois de ter atendido as outras nove privilegiadas (uma americana, uma japonesa, uma europeia e seis árabes) dá atenção aos dólares e aos diamantes da primeira-dama de Angola.

Uma bela manhã, durante a 2º Grande Guerra e depois de mais uma terrível noite de massacrantes bombardeamentos, o rei Jorge VI e a sua mulher, a rainha Elisabeth (mais conhecida por rainha-mãe), pais da actual Isabel II, resolveram deslocar-se aos bairros pobres de Londres, que tinham sido quase destruídos pelo Bliz dessa noite.

Uma senhora, residente local, vira-se para a rainha e pergunta-lhe mais ou menos assim: Porque é que nos vem visitar, vestida dessa forma tão elegante?

E ela responde, com a educação e o humor que eu tanto admiro nos britânicos: Quando tenho a honra de visitar a casa de alguém, tenho sempre a preocupação de vestir a minha melhor roupa, em consideração ao meu anfitrião. A senhora se fosse convidada para vir a minha casa, não fazia o mesmo?

Se calhar a 1ª dama de Angola, também leu a biografia da rainha-mãe.

foto de Carf 1

17 milhões em extrema pobreza em Angola

A Olá e a Lena, propuseram-me o desafio de escolher 6 palavras (o 17 não conta, é um algarismo, lol) que me definissem e que também, poderia enriquecer essas 6 palavras com uma imagem.

Olhem meninas, o desafio não poderia ter vindo em melhor hora. Vou pensar nos outros blogs a nomear.

Domingo, 11 de Maio de 2008

[14] há coisas fantásticas, não há?

Vencer não é só ganhar, é também nunca desistir.

Sábado, 10 de Maio de 2008

e o bolo de anos vai para . . .

(foto e bolo de Eva Figueiredo, br)
A net também pode ser fantástica, não acham?
No post abaixo, pedi ajuda para um problema que me estava a chatear já hà algum tempo e que afinal foi bem mais simples de resolver do que pensei.
Porque hoje é sábado, a afluência aos blogs é muito mais baixa, acho que até é mais baixa que ao domingo.
No entanto, todos os que aqui vieram, apesar de não saberem resolver o meu problema, deixaram uma palavra, de graça, de simpatia ou de empatia. Poderiam ter lido e como não sabiam, não comentavam. Mas não o fizeram e por isso lhes agradeço.
Houve quem fosse mais longe, porque tem mais alguns conhecimentos destas coisas e tentou perguntar a outras pessoas e até resolver o problema por si próprio, um beijinho também para esses.
Todos podem levar uma fatia bem grossa do bolo de anos, que pertence ao menino Paulofski, a alminha geek que me salvou.
Podem ver a explicação dele lá nos comentários. É que esta alminha geek ainda teve a pachorra de instalar o Silverlight, para me ajudar. É que eu só tinha tentado o outro leitor.
É isso mesmo! Já posso ouvir o meu programa de rádio no Firefox!
Quando eu estiver com a 'telha' carrego no meu link e engulo umas golfadas de narcisismo e pronto!