sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

crónicas de graça # 6

O Natal

Ando tão atarefada e azafamada, que nem tempo tenho conseguido arranjar para a minha visita ao Ares e contar-vos das novidades aqui do bairro. E essa lufa-lufa toda é porquê menina Amelinha, perguntam-me vocês?
Por causa do Natal!
Dos aprontamentos. Das compras no supermercado. Das decorações. Da ajuda ao senhor padre Hipólito. Do apoio às famílias necessitadas do bairro. Das rifas da paróquia. Da compra do pinheiro. Da escolha do bacalhau, das couves e do grão. Do musgo para o Menino. Dos postais de boas festas. Dos preparativos para receber a família do Norte e a da Beira e a do Sul e ainda os compadres das ilhas. Dos fritos para o Onofre padeiro. Dos fritos para fora. Das mantinhas para os cães e os gatos do canil. Da sopa dos pobres.
Pois é, eu sou das tais que vivem esta época intensamente; com uma grande alegria. Apesar da falta que o meu Alfredo me faz, já o sabem. Excepto com aqueles que por razão de força maior, como a experiência de uma fatalidade, não vivem bem esta quadra, não tenho a mínima pachorra para os abutres do Natal. Credo! Fechem-se em casa.
Ora embirram com as compras, ora com os doces, ora com a música, ora com as luzes, ora com o trânsito, ora com o pai natal, ora com os frutos secos, ora com o bolo rainha. Livra!
Oh minha gente, embirrem lá mais para o início de Janeiro, que até é um mês estúpido e tudo, e deixem o Natal sossegado. Oh valha-me Deus.
Que há muita desgraça no mundo, muitas crianças com fome, muitas famílias sem tecto, muitas pessoas sozinhas, muitas guerras sem fim. Pois há. Aqui no bairro também, mas não aparecem só no Natal, estão por cá todo o ano. E quanto a mudar o mundo, nada posso fazer. Posso e devo consertar o que me rodeia, na esperança que se repercuta nos outros e assim por diante. Tipo efeito dominó. Se todos plantarmos uma flor no quintal, o vizinho imita-nos e todos os quintais ficarão mais bonitos. Agora, aquela maniazinha de virem só nesta época, chamar a atenção para os problemas do planeta, encanita-me. Mas os problemas não duram todo o ano? Pois se não estão satisfeitos, tentem mudar as coisas, ou não é?

Bom, adiante.
A minha azáfama começa logo em finais de Outubro. A família espalhada pelos quatro cantos do país, aterra toda aqui no bairro a partir do dia 22, e há que acomodar esta catrefada de gente na minha casa. Fazer camas, baixar divãs, pedir colchões emprestados, escolher toalhas, cobertores e lençóis. Enfim, um cansaço mas que muito me agrada, não fosse esta a festa da família.
São os meus pais de Mirandela, mais os meus irmãos e as mulheres e a filharada toda, que vêm de lá com o cabrito, o pão, as nabiças e o melhor azeite do mundo; os primos de Gouveia que me trazem as perdizes à moda lá da terra, mais as trutas abafadas; a minha cunhada de Porto Santo, com o bolo de mel, o licor de amoras e os fartos de batata-doce; os meus tios de Serpa, carregando cabazes de papos-de-anjo, a encharcada, a garoupa para a canja, o tinto alentejano e as azeitonas; e finalmente os meus compadres marafados, com o rico polvo, duas caixas de lingueirão e o folar doce do Natal. Aqui a Amelinha, contribui com o bacalhau da rua do Arsenal. Não falho um ano.
Depois, há que dar uma mãozinha ao padre Hipólito, no auxílio às famílias mais pobres do bairro, que em regra têm também muitas crianças. Este ano, calhou-me a partilha da minha ceia de Natal com a família Pereira. Têm cinco filhos, o pai está desempregado e a mãe faz limpezas aqui pelo bairro. Muito humildes, mas gente muito honrada. Portanto, mais pessoal para sentar à mesa. A Zeneide manicure, aquela rapariga moderna que me elucidou acerca dos sonhos góticos, é que me deu a ideia de eu fazer um jantar rolante ou volante, ou andante, ou lá como aquilo se chama. Girante, é isso: um jantar girante. Chic, não acham?
Também adoro aquela parte dos presentes. Não posso gastar muito, já se vê, mas de um giro pelas lojas da baixa, é que eu não abro mão. Era só o que me faltava, falhar com as compras de Natal.
E para quem não anda muito abonado como eu, aconselho ali o território que vai dos Fanqueiros ao Martim Moniz. E não se ponham com caganças de lojas finas, porque a zona de que vos falo é muito catita. Ele é pijamas de seda indiana, dez pares de peúgas a 5€, guarda-chuvas coloridos, caixas de jóias chinesas pintadas à mão, com desenhos de pagodes dourados, despertadores com a música do Pingo-Doce, televisões, rádios, leitores de dvd e consolas, de uma marca muito boa, mas que agora não me lembro o nome porque está em chinês,
carteiras de marca, porta-chaves de pele genuína, pauzinhos de incenso e fatos de treino de nylon, muito jeitosos.

E finalmente, os fritos. Os famosos fritos de Natal, pelos quais sou afamada aqui e nos arredores. Todos os anos despacho para fora, quilos e quilos de encomendas que me começam a chegar logo em Novembro.
São os sonhos de abóbora, de cenoura, de maçã, de gila e este ano inovei com os de banana: um sucesso! Sou também a melhor nas fatias douradas, pois faço-as com o pão que o meu rico pai me envia lá de Trás-os-Montes. Ficam assim ensopadinhas, ensopadinhas. E os coscorões? Querem lá ver coscorões mais amarelos e estaladiços que os meus? Isso é que era bom. Até o Onofre, o padeiro esquisitinho, mos encomendou este ano porque os dele tinham a textura de trapo. Só vos digo que não há azevias de grão como aqui as da Amelinha. Grão-de-bico! Do bom e verdadeiro, que na comida eu não sou cá mulher de fazer poupanças.

E é tudo amassadinho com as mãos. E não se me estala o verniz, não senhora. Horas e horas de vira e revira, amassa, esmurra, bate, volta e torna a voltar. Quero cá essas modernices de Bimbes e máquinas de pão e mainãoseioquê!
E também não me venham cá com conversas de comer com moderação, um bocadinho ali e um bocadinho aqui, e mais o cuidado com a linha, e mais a boca cosida, e mais a figura e o raio das dietas. Querem lá ver coisa mais disparatada que esta, de fazer restrições na alimentação durante o Natal? É com cada moda que inventam hoje em dia.
Bem, deixa-me lá ir. Ainda tenho duas mantinhas para acabar de tricotar e levar ao gatil, três dúzias de filhoses de abóbora, encomendadas pela Lurdinhas da mercearia, não posso faltar à missa das nove, levar dois aquecedores a óleo ao lar da paróquia, ajudar a vizinha do segundo direito a colocar a estrela no topo do pinheiro e ainda, dar um saltinho à loja do chinês para comprar mais papel de embrulho. Tanta coisa ainda para aprontar.
Mas que o meu jantar
girante, vai fazer furor no Natal cá do bairro, ai isso vai.

E o senhor Carlos, o que me diz desta época?
Ass: Amelinha (o meu alter-ego)

Crónicas de Graça #1, #2, #3, #4, #5.

25 comentários:

Si disse...

Livra, que esta mulher até cansa de tanta coisa em que se mete!
Ó Amélinha, filha!
Não te esqueças é dos babidóles usados e dos 'carapinzes' tricotados que me prometeste, em dose a dobrar, já sabes que tenho que partilhar tudo com o meu Laurentino(a)...
E as filhoses, amiga, vê se me ajeitas aí umas quantas! É para completar o prato de coisinhas boas que o Laurentino(a) quer fazer para oferecer ó Sinhor Sórcates, por causa da lei dos Gueis (ele(a) ficou tão contente quando soube que os Gueis Magos agora também podiam juntar os trapinhos lá cas mecinhas dos haréns deles, que quase se lhe deu o abafo, vê lá tu!)
Beijinhos, 'miga!! Já me vou!!

Ass: Emilinha

(Ah, e onde é que eu tinha a cabeça?? Boas Festas pró bairro, pois entã, sim??)

Agora vou lá espreitar o menino Carlinhos....

BlueVelvet disse...

Ai Amélinha até estou cansada com a sua azáfama. Irra! A família abanca logo a 22 de Outubro? E dá conta?
Dá, está visto.
E tem toda a razão quanto ao mês de Janeiro mesmo estúpido, mas com esse não embirram eles. Tem que ser logo com o do Natal. Mas a gente não lhe liga, ora pois claro.
E já agora, se não se incomoda, e como já vi que é tão prestável podia mais uma corvina, dois polvos, uns papos de Anjo, um queijo de Serpa, os sonhos pode ser uma dúzia de cada qualidade e as perdizes é que não, coitadinhos dos bichos que não fizeram mal a ninguém.
Depois diga-me a que horas posso passar para ir buscar a encomenda e faça-me um preço jeitoso, que se eu gostar, fico freguesa e para o ano trago mais encomendas das amigas.
Ah, e desejo-lhe muito suceso no seu jantar girante.
Um grande bem-haja, sim?

salvoconduto disse...

Olha, olha, eu queria ver se o pai natal dissesse que não cabia na chaminé se tu também não embirravas com ele. Cum raio, sempre há uma corda ou até uma guita dos embrulhos para passar pela chaminé abaixo. Se bem que às vezes desconfio daqueles que dizem: "deixe ficar aqui que eu depois entrego". Tá-se mesmo a mesmo, num tá-se? Tenho a impressão que foi assim que lerpei no ano passado, mas este ano vou estar à coca com a lambisgoia da vizinha. Também porque fiz obras cá em casa, aproveitei e alarguei a chaminé, sempre quero ver se ele vai dizer que não cabe e fica no trecolareco com a vizinha.

Oh Mélinha, já que estás para aí com essa cagança toda tipo "posso e devo consertar o que me rodeia" que tal mandares cá coscorões e rabanadas a que tu chamas fatias douradas já que o bairro todo está farto de as gabar? Olha, o bolo rainha dispenso mesmo, ainda não cheguei a essas mariquices. Bacalhau não é preciso, já comprei de cura amarela.

Estou plenamente de acordo contigo quando não deixas passar aqueles que só se lembram do planeta nesta época, bora lá a malhar neles Mélinha! Se conseguir arranjar um garrafão de vinho fino (por que raio teimam em lhe chamar do Porto?) podes contar com uma garrafa. Este ano vou mesmo precisar, quando me der conta de que é menos um cá em casa. Vou ver se ainda consigo ir à Quinta das Covelinhas. Se for tão bom como o do ano passado, vais ficar satisfeita. Quem havia de gostar era o teu Alfredo. Será que no Céu também se bebe vinho fino?

josé luís disse...

menina amélinha,
vim aqui parar após uma visita à loja da miss veludo.
gostei muito das suas iguarias de natal - tenho a certeza que o seu jantar vai ser um sucesso
(abençoada overdose de doces...)

Dulce disse...

Mas a incansável Amelinha está a preparar um Natal como deviam ser todos os Natais do mundo!...
E eu aqui, acompanhando os preparativos e a sentir uma fominha ir chegando, uma invejinha de quem vai saborear todas essas coisas boas, todas essas tradicionais receitas... Hmmmm... Delícias sem fim.
beijos, Patti, e que seu Natal seja lindo, cheio de paz, de amor, de alegria e ... bom apetite... rs...

de dentro pra fora.... disse...

Ufa!! oh Amélinha até fiquei estafada só de ler este rol infinito dos seus preparativos para o Natal...bem aja pelo bem que faz a tanta gente que precisa:))

Gi disse...

Ai, ai qu'esta Amélinha é tãããão parecidacom uma pessoa qu'eu cá sei!

Não se importa de me fazer umas azevias, Menina Amélinha?

paulofski disse...

Ai Dona Amélinha, ainda estou a delirar com tanta iguaria. Fiquei pr’áqui todo babado e só de sentir com os olhos o cheirinho que vem da sua mesa de Natal. Mas que genica tem esta senhora! Não me diga que andou a beber daquilo que até dá asas!

pedro oliveira disse...

Tmabém eu gostava de ter uma familia de Mirandela,Gouveia,Serpa...só pelos petiscos...
Também gosto desta azáfama do Natal.Uma das coisas que tenho saudades é de ir apanhar o musgo para o presépio.Tenho de fazer isso um ano destes com os putos.
Aproveito para desejar um Feliz Natal à PresidentA e respectiva familia e que 2010 seja Fantástico para todos nós.
Estou quase quase de Férias...

Luísa disse...

Patti, esta sua amiga Amelinha é uma querida. Lembrou-me do muito que podemos fazer para nos alegrar a nós e aos outros, sobretudo os outros. :-)
P.S.: Mas não vou fazer compras para os Fanqueiros e para o Martim Moniz, Amelinha. Nisso, santa paciência! Troco dez presentes por um, mas aposto na qualidade. Nos tempos que correm, só vale a pena investir em material com um mínimo de dez anos de garantia e vinte de durabilidade. ;-D

maria teresa disse...

Querida Amelinha, a menina tem pilhas? Pilhas de graça tem! Andei numa azáfama atrás de si! Fiquei até cansada. Mas não posso parar, despertou-me de tal modo os sentidos, logo a mim, que me prometi não cozinhar este ano, tenho que ir numa corridinha comprar montanhas de ingredientes, sim, porque nesta casa não há assim tantas farturas...os tempos estão de crise.
Vou-me embora, mas antes, por causa do temporal, vou vestir a gabardine, calçar as galochas, enfiar um barrete e ala que me vou, antes que a mercearia feche....ou que a mercadoria acabe...

Isabel Mota disse...

Minha querida Amélinha... que agitação a sua menina... que Deus lhe dê tempo para tantas coisas e que bom que já lhe deu tempo e inspiração para nos fazer sorrir. Muito obrigada menina... que belo presente de Natal, umas gargalhadas destas. E as receitas, não pode dar-nos também...
Se precisar alguma ajuda, conte comigo. Muitos beijinhos, Isabel Mota

CPrice disse...

ahhh! Agora caiu a ficha ao comentário da Gi sobre o meu texto de ontem ;)))

Amelinha Querida .. eu entendo-a, além de ser sua fã!

Bom fim-de-semana *

papoila disse...

O seu Natal é fantástico!
Divirtam-se.
xx

Tite disse...

Pois então devo dizer-te Amélinha, que no que toca ao meu Natal em comum com o teu tenho a gastronomia Transmontana e Alentejana já que, hoje em dia, por via do casamento dos filhos, a família foi alargada a essas zonas Geográficas do país.
É bom ter bacalhau e polvo na Consoada, Perú depois da meia-noite e cabrito assado ao almoço de Natal.
Quanto aos presentes já só me preocupam as crianças.

Não precisamos de ir aos Chineses já que os Supermercados são mais modernos e têm brinquedos para todos os preços.

Amélinha,

Um bom Natal e curte com a família Portuguesa que essa tem tradição que dá para uma casa de família bem espaçosa como a tua.

Gostei de te ler como é bom de ver, né?

___________________Paz
__________________União
_________________Alegrias
________________Esperanças
_______________Amor.Sucesso
______________Realizações★Luz
_____________Respeito★harmonia
____________Saúde★..solidariedade
___________Felicidade★...Humildade
__________Confraternização★..Pureza
_________Amizade★Sabedoria★.Perdão
________Igualdade★Liberdade.Boa-.sorte
_______Sinceridade★Estima★.Fraternidade
______Equilíbrio★Dignidade★..Benevolência
_____Fé★Bondade_Paciência.★.Gratidão_Força
____Tenacidade★Prosperidade★.Reconhecimento
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Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Olá Amelinha!
Gostei da sua prosa que me fez muito lembrar a azáfama da D. Patti, ma não acha que é um abuso ocupar o lugar da sua criadora? Palpita-me que a nossa PresidentA ainda lhe vai aplicar uma valente coima. O quê, não sabe o que é isso? Então permaneça na ignorância, que é melhor para si.
Mery Christmas, anyway!

Pitanga Doce disse...

Ó Amelinha por amor de Deus, guarda-me um despertador com a música do Pingo Doce que os gajos me mandaram um mail agradecendo os elogios ao anúncio mas não mandaram mais nada. Nem um bolo rainha, nem rei, nem o azeite que canta "ó rama ó que linda rama"! Nada !

Quanto às perdizes que vêm lá de Gouveia, também as aprecio muito e se a menina me guardar no gelo até o Verão pode ser que ainda as possa provar depois de irem ao microondas. O que achas?

bacouca disse...

Simplesmente divinal! Conseguiu por-me a correr a seu lado Amélinha! É isso mesmo.O Natal é a partilha, a correria, a alegria.
Como eu digo, tenho 364 dias para pensar nos menos afortunados e neste dia também penso, caraças!
Goze este Natal com muita alegria, e paz e o mesmo, vai correr o melhor possível! Tenho a certeza!
Um beijo

Marta disse...

tão bom ler esta tua azáfama de palavras :)



feliz Natal!



...eu, querida Patti, ando a acertar ponteiros que mudar de vida não é fácil :)

Patti disse...

José Luís e Maria Teresa:
Sejam muito bem-vindos ao Ares.

Vizinhança:
Um óptimo Natal para todos! :-)

Turmalina disse...

Querida Amélinha...será que tens lugar para mais 3 aí? Encheu-me a boca e os olhos. Quem sabe se no próximo ano não pegamos um vapor por aqui para dar aí?
Aqui o Natal é mais intimista, mas as rabanadas não deixo de preparar, pena que me faltem aqui os pães de Trás-os-montes.
Que o Natal seja principalmente bem feliz por aí!!!
Bjosss

Rosa dos Ventos disse...

Só de ler o que a Amélinha tem que fazer fiquei exausta! :-)
Este ano sou uma sortuda, vou passar o Natal a Lisboa e quem quiser que se canse a preparar a consoada porque eu sou a tia da província e as tias da província não percebem nada dos natais lisboetas/alfacinhas...

Abraço natalício

Blondewithaphd disse...

Vinha eu aqui toda contentinha dizer "obrigada" à dona da casa e... gaita que até fiquei estafada:)

Filoxera disse...

Mais uma crónica inspiradíssima.
Só espero que a Amelinha não use o tal do fato de treino de nylon na noite da Consoada...
Beijos.

Fatima disse...

Patti será que posso encomendar azevias para o Ano Novo? É que gosto tanto...

Adorei conhecer estas azafamas todas.