terça-feira, 27 de outubro de 2009

[16] boa semana

Eram cartas escritas para dizer que estava vivo, precisava de fazê-lo, de escrever todos os dias para saber que tinha sobrevivido mais uma vez; não podíamos sequer colocar o nome da terra onde estávamos para não dar a conhecer aos do outro lado a nossa localização.
(uma longa viagem com ALA, de joão céu e silva, 09)


Eu sei, já tem quatro anos, mas tem-me valido nalgumas noites brancas de insónia. Apesar da sensação de intenso voyeurismo que sempre me invade, quando o folheio com um imenso pudor.
No mínimo comovente. No limite perturbante. E no íntimo tem muito do António de hoje, mesmo que ele o negue.

14 comentários:

Gi disse...

Este livro comprei-o, finalmente, na semana passada.
Agora leio o último acompanhado do livro do João Céu e Silva.

f@ disse...

Ai Patty, faz uma pausa...

tenho de ir á livraria...


beijinhos

Mike disse...

Já li e gostei. Mas Patti, não me parece que vá resolver as suas insónias.

paulofski disse...

É remedio santo. Aquece a alma como uma botija de água quente.

salvoconduto disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Anónimo disse...

Conheci-o tarde. Será que se fala de Lobo Antunes no Português das escolas?
(O voyeurismo não existe no que nos é oferecido para vermos. Talvez seja da vontade de permanecer em companhia dessas letras que se oferecem a si, que essa insónia se alimenta.)

pedro oliveira disse...

Estou a ler o último,comprei-o na sexta feira.
bjs

CPrice disse...

.. excelente remédio minha Amiga *
e tem muito dele sim ainda que eu não entenda porque o nega ;)

Beijinho *

Pitanga Doce disse...

Creio que estas tuas insônias sejam devidas a demora da chegada da tua estação favorita. Nunca mais é INVERNO!

beijinhos em tempo fusco por cá (mas sem frio)

CNS disse...

Um belíssimo e perturbante testemunho. E também um novo olhar sobre a escrita de António Lobo Antunes.

abraço

Marta disse...

tenho-o autografado :) o que o converte numa das minhas joias mais valiosas.
depois, em minha opinião - claro - tem lá dentro a mais bela carta de amor escrita em português.

Si disse...

Confesso o meu total desconhecimento sobre o conteúdo deste livro, tanto tempo que já passou depois de uma juventude passada a devorar escritos.
Sinto falta, é verdade, mas que fazer?? Talvez esperar pela reforma......

Filoxera disse...

Há linhas que lemos e relemos e relemos...
Sabe bem!

Blue Velvet disse...

São cartas de amor e estas nem sei se são "ridículas"...
Bjs