domingo, 8 de março de 2009

solar cooking (dia internacional da mulher)



A necessidade vital de sair dos campos de refugiados, para procurar lenha para cozinhar, será dos maiores perigos que as mulheres que estão no Darfur, ou nos campos do vizinho Chade, enfrentam diariamente.
Tornam-se presas fáceis e vulneráveis perante os constantes ataques, espancamentos, raptos e violações das milícias rebeldes. Assim, o simples acto de aprovisionamento de um bem primário e primordial à sobrevivência da família, torna-se no maior dos riscos.
Os fogões solares foram introduzidos nos campos, num esforço de reduzir a dependência da lenha e melhorar a segurança destas mulheres. Têm ainda a capacidade de pasteurizar a água potável, reduzindo o risco de doenças, principalmente nas crianças, evitam os incêndios e reduzem os danos que o fumo provoca na saúde.
Este projecto, da responsabilidade da Jewish World Watch com sede na Holanda, protege as mulheres dos ataques fora dos campos e fornece-lhes outras oportunidades, como produzirem elas próprias os fogões solares, que têm de ser substituídos cada seis meses, ajudar outros a aprender a cozinhar desta maneira inovadora e tornarem-se assim formadoras.
Dois fogões solares são o equivalente à poupança de uma tonelada de lenha por ano.

A cozinha solar salva vidas!


Hoje não quero caixas de bombons, ramos de flores, jantares especiais, cartões com pieguices; não preciso.
Neste campo de Iridimi, vivem mais de 17.000 mulheres e crianças e enquanto houver uma só
mulher discriminada, este dia faz todo o sentido para mim, não devia ser questionado e tenho arrumada a questão.

21 comentários:

Violeta disse...

o mundo é tudo o que vai fora d enós, para lá do conforto da nossa simples vida.
Obrigada pela homenagem a todas estas mulheres, vítimas de tanta coisa...

Pitanga Doce disse...

Ó Patti, desculpa se te firo a sensibilidade mas o meu post fala de tudo isto que não queres. Não preciso ir ao Darfur. Nas devidas proporções no interior do Nordeste do país, sempre são as mulheres a arcar com o trabalho mais pesado e a correrem os maiores riscos, sempre acompanhadas pelos filhos que vão nascendo ano a ano.
E dificilmente esta realidade mudará porque não interessa a "quem manda".
Muitos dos donativos que são mandados para lá não chegam ao seus destinos. É quase uma luta inglória.

Talvez por isso acho que devamos comemorar, por sermos lutadoras e conscientes,embora o que façamos seja tão pouco diante de tanta miséria e estupidez humana.

boa noite Patti

Patti disse...

Pitanga:
Já te respondi lá e podes estar descansada, ahahah.
Este exemplo que falo no meu post é 100% positivo, felizmente, e prova que muita coisa é passível de ser feita para ajudar e até salvar muitas vidas.
E devia ser essa uma das nossas prioridades.
No Darfur ou estender a mão à vizinha do lado. É igual.
Feliz dia para ti.

mariam disse...

Patti,

obrigada por este e os outros posts. obrigada por seres assim.

Tem um dia muito Feliz! seguido de muitos outros não menos fantásticos!

deixo um abraço, o sorriso de sempre e saudades!
mariam

Si disse...

Uma iniciativa fabulosa, um pequeno passo que pode, de facto salvar muitas vidas, de mulheres que carregam o estigma de o ser.
Feliz dia, Patti, com o pensamento em quem luta pela sobrevivência a cada minuto, seja no Darfur, seja na esquina da nossa rua.
Beijinhos

Luis Eme disse...

sim, Patti.

que o mundo cresça nestes campos, que deixe de ser preciso lembrar que há um dia da mulher.

Justine disse...

E perante este viver, todos os nossos pequenos e grandes problemas perdem importância!
Hoje é dia de reflexão
sobre este mundo imundo e desumano, sobre a luta pela igualdadee contra a descriminação!

MAIKATZE disse...

Feliz Dia Internacional da Mulher, Patti!

Esta frase torna-se rídicula, quando sabemos as mulheres infelizes por esse mundo fora ____
também em Portugal e na Alemanha!!!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Pequenos passos como este são sempre importantes. É assim que a mulher se vai libertando das amarras dos jagunços que as oprimem e enxovalham.

f@ disse...

Enquanto tivermos que alertar e gritar alto ou escrever sobre este assunto... triste daqueles que o comemoram e o festejam tantas vezes com fogo de artifício como ouvi esta noite... o ser humano é mesmo um poço fundo de egoísmo...
e mais...

beijinhos

Luz disse...

Patti
Também não preciso de nada hoje.E concordo 100% com você.
Beijo especial para uma amiga especial.

pedro oliveira disse...

São estas pequenas.grandes mudanças que podem dar esperanças para um mundo melhor.
boa semna

Nina disse...

Mt triste isso tudo Patti! Mt mesmo.
E a gente se pergunta como essas coisas podem ainda estar acontencendo, debaixo dos nossos próprios olhos, todos os dias... repetidamente. No meu país mesmo, existem coisas mt parecidades, e o que mais dói é ver o quanto já nos acostumamos a situacoes como essas, que já se tornaram corriqueiras... isso dói, a banalizacao da violencia, da desigualdade social, da pobreza extrema, da agonia de algumas famílias...

meu Deus, temos tanto!

Gi disse...

Mudança a mudança vão-se derrubando obstáculos que nem deviam existir.

once disse...

Assino imediatamente.

Um beijo Patti pela sensibilidade.

Teresa Durães disse...

este dia deveria ser 365/366 dias. para ter iguadade aos homens

O2 disse...

Gostei do teu gesto... realmente em Africa a mulher ainda é vista como espécie de terceira, ás vezes sinto mesmo que ainda vivo na selva... deste lado de cá as atrocidades são outras... e realmente a injustiça chega a ser gritante, mas pronto não vou falar de coisas que já sabes, o bom mesmo é revoltarmo-nos com isso e tentar-mos dentro das nossas possibilidades fazer algo para a mudança.

Beijo

paulofski disse...

Patti, até poderia ter feito um post para divulgar deste projecto Women Are Heroes, mas após ler os ultimos posts que publicaste percebi que não haveria melhor espaço do que a caixa de compentários do teu Ares. O video deste projecto, do fotógrafo e artista de rua, o francês JR, mostra o projeto inspirador de arte sobre a mulher africana, asiática e da América do Sul que produziu. JR é conhecido pelos seus retratos a preto e branco, é um agudo observador do nosso tempo que expõe em grandes planos nas cidades e em vários locais. Nas fotos, as mulheres são as heroínas, elas despertam a vida e os detalhes de uma intrigante história envolvente e poderosa pelas lentes da sua máquina fotográfica. Desde 2004, JR tem trabalhado no projeto "28 milímetros" que já o levou para África, Serra-Leoa, Sudão, Kenya e Libéria, em zonas de pós-conflito para fotografar mulheres com que ele deseja compartilhar as dolorosas histórias de sofrimento e testemunhar a vontade de viver destas pessoas. A 2ª foi no Oriente Médio e o Brasil fez parte da 3ª parte do projeto. Em 2008-2009, JR vai desenvolver este projeto na Índia e na Ásia.

Patti disse...

Paulo:
Fantástico, adoro inteirar-me destes projectos que fazem tanto com tão pouco. Obrigada, mal tenha tempo vou ver tudo com calma.

salvoconduto disse...

Ora aqui está uma das melhores formas de "celebrar" o dia.

Só por isto merecias que te servisse um capuccino. (já sei, já sei que preferias antes o Clooney, what else)

Tu acalma-te mulher!

bacouca disse...

Patti
Este ano rsolvi não ir para jantares.
Para nós, felizmente, pode ser todos os dias o dia da Mulher mas para tantas que nem sabem que isso existe, resolvi por acessa na janela uma vela de esperança.É simbólico mas lembrei-me de tantas, mas tantas, que sofrem torturas, violações,descriminação. E quantas não moram perto de nós?