terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

amigas, as minhas


Era-me complicado viver o dia a dia com normalidade sem as minhas amigas.
O que a amizade feminina (falo da verdadeira amizade feminina) tem de diferente é que vai muito mais além no sentimento e demonstra-o. E isso faz muita diferença! Não nos coibimos de dar um abraço apertado, uma festa, um beijo só porque nos deu vontade.
Os jantares de mulheres, são das coisas mais divertidas, anárquicas e inesperadas que conheço. Saio sempre de lá com a emoção no auge e com as baterias carregadas. P'ra quem não sabe, não lhe deve passar pela cabeça que os nossos encontros não são só para "cuscar".
Completamente iludidos!
Aquelas duas a três horinhas de conversa chegam p'ra isso e muito mais. Os temas vão do cabelo até às unhas e ao novo verniz, das notas dos filhos ao abandono escolar, da carreira ao futuro profissional, do aumento dos preços ao desemprego, das eleições americanas ao "socratear" do nosso 1º, de Darfur aos sem-abrigo de Lisboa, dos casamentos aos divórcios, do último filme do Jude Law ao novo namorado da vizinha e também da nossa vida sentimental, incluindo sexo, claro!
Somos todas muito diferentes e defendemos aquilo em que acreditamos, umas mais alto que as outras, (ainda não percebi porque elevamos a voz) e no final acabamos todas a rir.
Elas nunca são esquecidas, nestes dias passados a correr entre o trabalho e a vida familiar. Há sempre um tempinho para um telefonema, um teclar no MSN ou um SMS. É que temos de ter a conversa em dia, não é?
As minhas amigas verdadeiras, estão no mesmo patamar que a minha família, aliás são parte dela.
Nasceram novos vínculos entre as mulheres, que não existiam no tempo das nossas mães e avós (no tempo do "zangam-se as comadres, sabem-se as verdades"), que surgiram com a incorporação no mundo profissional, no trabalhar fora de casa no mundo político, científico, económico e artístico. Tudo isto veio tornar as relações femininas ainda mais competitivas que antes, mas, essencialmente mais enriquecedoras, positivas e consistentes.
E com tanta mudança, uma nova verdade veio ao de cima: o mito da coscuvilhice não é apanágio das mulheres!

5 comentários:

mulher a dias disse...

Ai menina, também concordo consigo. Digo mais, até acho que às vezes eles são mais cuscas que nós, pelo menos as cusquices lá da mansão sei-as todas pela boca do sr. motorista da patroa, não é a copeira nem a criada de quarto que as conta.

paula gonçalves disse...

concordo contigo e muito!quando partilhamos momentos,emoçoes,alegrias,derrotas enfim... o dia a dia com verdadeiras amigas, saímos mais fortes mesmo que por vezes n estejamos de acordo.eles pensam que só cuscamos,nao sabem é que vamos ficando mais fortes.

Claudia disse...

Dizes: " duas ou tres horinhas?????" No coments!
E ainda: " falar alto, voces? as 3 que eu estou a pensar????????
E por fim, esta Paula Gonçalves é a que estou a pensar? nao acredito, nao deves ser tu, ou entao pediste á tua filha para responder! ahahahaha
bjos Patti desta " Amiga postiça " e bjos á Paula Gonçalves se realmente és tu minha maninha querida...se nao és, tb posso mandar-te 1 bjo!

Ev@ disse...

Venha de lá outro jantarinho, que ja tenho saudades de pôr a conversa em dia, e fiquem sabendo que eu não falo alto, faço-me ouvir. eheheh Ao contrário do que homens pensam as mulheres tambem podem ser muito cumplices e unidas.
Bjs desta amiga.

Helena Bernardo disse...

Pois é!!!Jantar só de "gajas" é do melhor...principalmente quando todas são amigas, cúmplices...os temas são variados...enfim, valha-nos o sexo e acidade!!!