segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

museu berardo [filha-2]


Depois de muito andarmos, fotografarmos, comentarmos e opinarmos, fiquei a olhar para a parede onde estava 'isto' pendurado.
Eu sei que as obras ali são essencialmente contemporâneas e até adivinhava que não ia gostar de muitas.
Não sei se foi do cansaço de já termos visto tanta coisa, ou de já estarmos no final da exposição, ou se foi falta de sensibilidade ou de intuição, o que eu sei é que não achei mesmo piada nenhuma 'aquilo'.
Já viste Beatriz, mete-se uma almofada dentro de um saco qualquer, arranja-se uma moldura, pendura-se na parede e é ARTE.
Volto as costas e sigo caminho para as últimas salas.
E ela ficou.

Oh mãe, isto representa os sem-abrigo, que têm de andar todo o dia com as coisas deles nos sacos, para não lhes roubarem nada e depois à noite poderem ter tudo para dormirem outra vez.
Uma almofada é muito importante pra eles, tem muito valor, é como se fosse uma obra de arte. Não a podem perder.

Fiquei especada a olhar para ela, voltei atrás e tirei esta fotografia.

6 comentários:

Ba disse...

Há coisas fantásticas n há??? e a minha prima LINDA é uma delas!! :)

Ba disse...

Há coisas fantásticas n há??? e a minha prima LINDA é uma delas!! :)

alfabeta disse...

Realmente não tem piada nenhuma mesmo.

M&M disse...

blargggghhhhh....
estas coisas da arte contemporãnea têm muiiiiiiito que se lhe diga. Deus ma livre.
também tenho encontrado umas coisas de arte destas por aí.
só te digo que há quem tenha sorte na vida.

Cerejinha disse...

Ora toma-te!!!
´Perante uma explicação destas aproveito a boleia e pergunto:

- Qual o significado da porta branca (sim, uma que lá estava, tipo vulgar porta de edifício público...)
- O que quer dizer o quadrado preto no chão? ( na mesma sala da porta branca havia um quadrado de metal preto no chão)

Por estarem "tão além"´estas duas foram as peças que não me sairam da memória...

Patti disse...

Cerejinha:
As crianças são sempre verdadeiras e espontâneas.
Estive a rever todas as fotografias que tirei nesse dia e não encontrei as que te referes.
Nem imagino o tal descrição me leva a pensar.
Há coisas mesmo estranhas!