domingo, 11 de maio de 2008

[14] há coisas fantásticas, não há?




Vencer não é só ganhar, é também nunca desistir.


sábado, 10 de maio de 2008

e o bolo de anos vai para . . .

(foto e bolo de Eva Figueiredo, br)

A net também pode ser fantástica, não acham?
No post abaixo, pedi ajuda para um problema que me estava a chatear já hà algum tempo e que afinal foi bem mais simples de resolver do que pensei.
Porque hoje é sábado, a afluência aos blogs é muito mais baixa, acho que até é mais baixa que ao domingo.
No entanto, todos os que aqui vieram, apesar de não saberem resolver o meu problema, deixaram uma palavra, de graça, de simpatia ou de empatia. Poderiam ter lido e como não sabiam, não comentavam. Mas não o fizeram e por isso lhes agradeço.

Houve quem fosse mais longe, porque tem mais alguns conhecimentos destas coisas e tentou perguntar a outras pessoas e até resolver o problema por si próprio, um beijinho também para esses.
Todos podem levar uma fatia bem grossa do bolo de anos, que pertence ao menino Paulofski, a alminha geek que me salvou.

Podem ver a explicação dele lá nos comentários. É que esta alminha geek ainda teve a pachorra de instalar o Silverlight, para me ajudar. É que eu só tinha tentado o outro leitor.
É isso mesmo! Já posso ouvir o meu programa de rádio no Firefox!
Quando eu estiver com a 'telha' carrego no meu link e engulo umas golfadas de narcisismo e pronto!

E ainda podem petiscar mais estas delícias, que 'desviei' quando as crianças não estavam a olhar para mim (os que vierem depois, também se podem servir).


Bom apetite!


[4] 'tou no ir. . . de fim de semana



Hoje vou para esta festa de anos. Mas enquanto me lambuzo de gelatina, gomas, smarties, batatas fritas, coca-cola e ice-tea, gostava de vos pedir uma ajudinha.

Como já devem ter reparado, aqui mesmo ao lado, na minha coluna do lado direito, está o link para aceder à Rádio Comercial onde este meu blog “Ares” já foi um programa de rádio.

De alguns meses para cá, acedo à Internet através do Mozilla Firefox e quando pico no link da Rádio Comercial nunca consigo ouvir o meu programa, ou o programa de outros blogs que também já foram programas de rádio.

Para o conseguir ouvir tenho de aceder, à net e a este blog, através do Internet Explorer e aí picar no link, o que:

. não me dá jeito nenhum porque já não utilizo o I.E. desde que tenho o Mozilla e até me esqueço que ele existe;

. abro sempre, sempre a net através do Mozilla que é muito mais prático, versátil e completo.

Tem de haver uma forma de contornar esta situação. Eu se calhar é que ainda não descobri e também por falta de tempo. Há por aí alguma alminha geek caridosa que me saiba safar desta? Será que tenho de desbloquear alguma coisa?

Deve ser tão simples: aceder através do Mozilla Firefox, entrar no blog e picar o meu link, não é? Pois parece que não.

Será que é ‘lá’, no link da Comercial que tenho de escolher alguma opção, o que duvido porque já lá piquei em tudo o que é botão e NADA!

Será que tenho de ir falar com o Sr. que inventou o Mozilla e ter uma conversa de pé de orelha, oiça lá, então eu sou fã do Mozilla do senhor e agora não posso ouvir o MEU programinha de rádio quando me apetece, para me acalentar o ego só porque o senhor bloqueia as coisas aqui à ‘je’?

Será que não há nada que se possa fazer? Será?

A quem me conseguir resolver este probleminha eu trago uma fatia do bolo de anos e olhem que o bolo é lindo que eu já vi!

Bom sábado para todos.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

petiscos


Sou fã de perninhas de rã fritas. Nunca comeram? Ali em Montemor-o-Novo?

Bem, é delicioso, tipo codorniz assado, só que não voa. A......o que é isto? Oh pá, estão a vomitar-me o ecrã todo porquê? Olhem só para a porcaria que fizeram! Tudo a escorregar até ao teclado e já se entranhou nas teclas das funções. Que chatice, é que o vomitado seca e depois custa mais a sair. Além disso há quem queira ler o meu post e agora não consegue com os vosso vómitos aqui colados! Mas afinal qual é o nojo? Não percebo! Quer dizer, são todos amantes da gastronomia portuguesa e até não se importam de comer:

. miolos e maranhos de carneiro; tadinhos dos mémés sempre tão branquinhos e fofos, a saltitar nos prados;

. túbaros, unha, orelhas e pezinhos de porco; para este desgraçado então nem tenho adjectivos, não lhe sobra nada, nem a pele e ainda por cima fazem uma grande festa quando o assam;

. mão e língua de vaca; logo as vacas que são tão queridas, ali nos pastos sempre a olhar para nós quando passamos no carro e dizemos aos nossos filhos, vês a vaquinha tão linda, é dali que vem o leitinho que tu bebes;

. ovas de peixe; ah pois, é fino, 'tá a ver;

. caras de bacalhau; onde é que se já se viu alguém a comer a cara de um bacalhau que é feio como um boi? Eu até tenho cá p’ra mim que a bacalhoa nem lhe olha p’rá cara enquanto eles ‘bacalhoam’. E vocês comem-lhe a cara!

. ostras; sim ostras, o que é que pensam que são ostras? Não passa de ranho viscoso disfarçado com limão;

. passarinhos fritos; com que cara olham vocês para os vossos filhos, quando no jardim lhes dizem, olha ali o piu-piu? Ganda lata!

. leitão; ah pois é, leitãozinho! Sabem o que é um leitão? É um porquinho cor-de-rosa, de preferência com 3 meses de idade, que só sabe fazer oinc, oinc e oinc. Porquinhos daqueles que entram nos livros das histórias da nossa infância. Sim, sim, esses mesmo, que vocês lêem aos vossos filho todas as noites antes de adormecerem;

. lesmas. O que é que pensavam que os caracóis eram? Simplesmente, lesmas sensatas que por uma questão de prática levam a casa às costas para onde quer que vão. E neste caso vão para a vossa barriga com imperiais. Ah e usam palito ou agulha para furarem melhor?

. papas de sarrabulho; isto é, sangue de porco esfarelado envolvido com outras carnes, seus dráculas caseiros;

. sopa da pedra; da calçada de certeza, mesmo do passeio ali em frente ao restaurante, se calhar julgavam que eram pedrinhas lavadinhas e desinfectadas! Ingénuos.

. osso buco; nem vou comentar estas preferências de canibais. Chupar ossinhos, só mesmo do frango no churrasco.

. e eu só vou comer estas coisas todas, quando este senhor, em quem eu confio plenamente, porque me explica tudo muito bem explicadinho, fizer posts lá no blog dele a contar todos os passinhos, preto no branco, tim tim, por, tim tim.

Não vejo qual é o espanto acerca das minhas perninhas de rã fritas! Ainda estão muito enjoadinhos? Estão? Então porquê? Por amor de Deus! Até parece que nunca engoliram um sapo!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

no passar dos anos


Pronto, lá vem ela de novo. Oh mãe, no teu tempo …..

No meu tempo? Mas qual ‘no meu tempo’? Mas o meu tempo, por acaso já passou? Alguma vez? Nem pensar. O meu tempo foi ontem, foi hoje de manhã, foi há coisa de dez minutinhos atrás.

Todas as vezes que eu em criança, fazia esta pergunta com imensa curiosidade, ‘oh ‘vó, no seu tempo’; tinha na minha frente uma velhinha de cabelo louro, sempre preso com uma travessa de tartaruga, de roupas escuras e voz baixa. Os avós não se tratam por tu, mas sim por você, está bem?Diz-se a avó quer ou o avô deixa, ensinava-me ela.

Levantava-se muito cedo e movia-se sempre silenciosa. Logo pela manhã punha ao lume uma cafeteira enorme de café preto e começava a preparar o seu arroz de coelho, único e que só ela sabia fazer, para o nosso almoço de mesa farta e sempre cheia de gente. Sempre teve empregadas, mas nunca deixou de fazer nada por isso. Assava batata-doce para o meu lanche, chamava papo-seco ou carcaça ao pão e aliviava-me o inchaço das mordeduras das melgas com azeite caseiro, gordo e amarelo. Contava-me histórias doutro século e ensinava-me a coser meias com um ovo de madeira clara e dizia sempre que os botões não se cosiam, pregavam-se! Coitadinha, ainda me tentou mostrar como se fazia malha!

Guardava malgas de marmelada e de banha branca na parte mais alta dos armários da cozinha. Separávamos o feijão, um a um, enquanto ouvíamos a telefonia. Às vezes, aos domingos de Verão, íamos ao cemitério pôr flores aos mortos. É para olharem por nós, filha. Mas quem ficava a olhar era eu, para aquele jardim cheio de velhinhas vestidas de negro que nos cumprimentavam. Sempre usou bolas de naftalina e ramos de eucaliptos nas arcas do enxoval, que insistia em fazer-me. Um dia, ainda vais apreciar isto tudo que avó te guarda. Oh ‘vó, vamos ‘partir’ ervilhas e favas para saírem aquelas ‘coisinhas verdes’ lá de dentro? Plim, plim, plim, faziam as ‘coisinhas verdes’ a cair na tina de alumínio.

As diferenças entre a geração da minha filha e a minha, já não são tão marcantes como noutros tempos. Temos gostos idênticos nas conversas, nas roupas, nas lojas, nos passeios, nos hobbys, na net, nos desportos, nos restaurantes, nos livros, nas revistas e de uma forma geral na maneira de estar na vida.

Mas há uma coisa que eu ainda digo, tal qual a minha avó dizia.

Como é que o tempo se atreve a passar tão depressa?

quarta-feira, 7 de maio de 2008

casamentos

(foto de carina andrade, br)

O que eu gosto de ir a casamentos.
Daqueles grandes, de preferência dos que duram o fim-de-semana todo, num local enorme, com muita gente, muitas mesas, muitos empregados, muito espaço, muitos jardins, muitas salas.

Primeiro as bebidas em taças altas e finas ou copos baixos e largos; adivinhar pela cor verde, amarela, branca, cor-de-rosa, encarnada, qual o sabor do líquido que estará lá dentro. Humm, que bom. O que é? Grasshoper, minha senhora. Ai sim? Então dê-me outro.

Depois a excitação das entradas; diz-se que devem ser servidas em pequenas quantidades, para que não saciem de imediato o apetite, 'tá bem abelha. O cheiro a chegar devagarinho até mim, o aspecto simétrico daqueles pequenos manjares delicados com nomes maricas, servidos em bandejas prateadas com pano de algodão branco de aspecto imaculado. Os canudos sicilianos, as barquetes de festa, os antepastos de truta, as tarteletezinhas do mar, os vol-au-vents de lebre, os canapés de salmão fumado, as sanduichinhas de beringela gratinada, os fofos de queijo, os cestinhos de espinafres cozidos ao vapor, os canudinhos de espargos e claro está a bela da azeitona preta e enorme, os enchidos encarnado sangue, os excelentes queijos regionais, o pão saloio e a boa da broa de milho. Amarela, já sabem. Senão não quero.

Olha, já nos estão a chamar para mesa. E aquela ementa em papel conqueror e letra century, divinal. Por ali deslizo a minha unha, pintada lindamente de castanho-encarnado e percorro a salivar aquela lista infinita de pecados. Como adoro pecar assim.

Começa-se pelo consommé, servido em chávena própria para levar delicadamente até à boca. O consommé, é a parte mais pateta dos casamentos. Está tudo ali com vontade de comer uma bela sopa cheia de entulho, com couves, feijão branco e nacos inteiros de batata, mas enfim, compreende-se. Já viram bem, agora os convidados todos a babarem-se com as couves a escorregar para a gravata, também não é bonito, pois não?

Mas fazem o favor de deixar a colher em cima do prato e não dentro da chávena, ok?

Começam a chegar os vinhos brancos e a coisa anima. Não me importo nada que venha o bacalhauzinho da praxe, desde que seja muito. Mas também podem pôr lombinhos de cherne, enroladinhos de cação, salmão magestic, linguado com molho verde, pregado com cebolinhas ou salmonete com anchovas. Tudo acamadinho com batatinhas coradas às bolinhas, legumes fininhos e salteados ao vapor e um purezinho de laranja.

Venham de lá os tintos antigos que eu preciso. E chegam eles acompanhados da carbonada de coelho, do faisão à Rossini, da galantine de pato, da lebre a la créme, do veado com aguardente velha e do pernil de javali assado. E mais uma dose de legumes piegas todos coloridos e fresquíssimos.

Agora só um momento, que vou ao toilllete.

Já voltei e fujo direitinha para a mesa de doces. Deus queira que sejam todos, todos amarelos, amarelíssimos. Doces de ovos com canela, fios de ovos molhados, creme de ovos com doce de amêndoas, toucinho do céu polvilhado com açúcar baunilhado, barrigas de freira, papos de anjo em calda de açúcar, grossas e espessas fatias da china, leite creme com açúcar queimado, pudim de abade de priscos, dos que levam 50 gemas, quindim com côco ralado, pudim de ovos ensopado em molho de laranja, tijeladas, sericaia, encharcada e o típico arroz doce.

Olhe, por favor, sangria tinta não serve pois não? Pois eu compreendo, não é chic, mas ia tão bem agora.

E a mesa de queijos, abre quando? Ok, eu espero, enquanto isso dou um saltinho à pista de dança. E lá estão eles, brilhantes e envolvidos em espigas douradas a olhar para mim, os meus magníficos: o de Serpa, o de Azeitão, o da Ilha, o da Serra, o Saloio e até o Flamengo, porque não? Também marcham o azul, o Gruyère, o Roquefort, o Camembert, o Emmental e o Cheddar.

Mas a menina não engorda?

Acabou-se a festa. E o casamento foi divertido, a cerimónia foi bonita, de que cor escolheram as flores, as fotografias uma chatice não, o vestido da noiva como era, quem apanhou o bouquet e os noivos estavam felizes? Qual cerimónia, noivos, flores, fotografias? Ah sim! Foi giro foi, acho que sim, pareciam felizes, acho que sim que estavam contentes. Flores, acho que também havia. Não me recordo bem, estava lá muita gente, uma confusão.

Agora a comida! Nem queiram saber como foi a comida, eu conto. Ah, o que eu gosto de ir a casamentos. Já vos disse?


terça-feira, 6 de maio de 2008

Hi5: diário dos tempos modernos


Não e não e não! Já te disse que não. Isto era eu, há um ano atrás, na minha luta contra o Hi5 (penso que é Orkut, no Brasil). Enquanto dizia que não, ia pensando no assunto e espreitando alguns Hi5’s.

Basicamente é um site de fotografias; na praia, na escola, com os amigos, nas férias; depois segue-se a troca de comentários dos amigos às respectivas fotos: és gira, Uau, que estilo!, que fotogénica, também quero uma camisola dessas, vamos ao cinema amanhã?, vai ao MSN, pus fotos novas, ‘tás no meu topo de amigos, faz-me comments; etc, etc, etc.

Até aqui tudo bem, apesar de serem fotos colocadas na net. Mas enfim! Na rua também há droga, assaltos, violência, pedófilos. Mas o que mais me desagradava eram os pedidos de amizade que eram feitos por pessoas que não conhecemos de parte nenhuma, cujas fotos podem ser falsas e as intenções também.

Um dos objectivos do Hi5 e outros do género é 'espicaçar' os seus utilizadores para terem o maior número de ‘amigos’, para dinamizar desta forma o site e os miúdos são os melhores iscos. Descobri que, no entanto, há uma política de privacidade, que apesar de não dever ser 100% segura, porque na net nada o é, faz com o Hi5 só seja acessível para a nossa rede de amigos. Bem melhor, pensei eu.

Depois de já ser uma expert no assunto e depois de mais 354 pedidos, ok Beatriz, podes ter um Hi5, mas com “regras de mãe” e se achares que estou a ser demasiado exigente é bom, porque é sinal que estou a fazer bem o meu papel.

Regras:

. só têm acesso ao teu Hi5 os amigos da tua rede;

. só adicionas ao teu perfil ,amigos que conheças, mesmo na realidade;

. nunca aceitas pedidos de amizade, comentários ou outra coisa qualquer de estranhos que te apareçam a querer ser adicionados ao teu Hi5;

. e outras regras do género.

Missão cumprida. Já lá vai mais de um ano e nunca tive problemas com ela nem com o Hi5. Vou cuscando de vez em quando e tudo ok.

Há Hi5's nojentos, de mau gosto, de más intenções, de calúnias etc, mas não é desses que quero falar porque de lixo já chega. A minha experiência é positiva e é dela que falo aqui.

Aprendi com isto que não vale a pena proibir tudo, e pior, proibir aquilo que desconhecemos e temos medo, aquilo que não pertence à nossa geração, aquilo de que nunca ouvimos falar mas que faz parte da vida dos nossos filhos. O ‘Ai que horror pôr as fotos na net, os comentários, os pedófilos, a pornografia, os chats, os engates’ existe tudinho, é uma realidade mas que não devemos ignorar. Pelo contrário, os nossos filhos são os maiores consumidores da web e seríamos todos uns acéfalos virtuais se disséssemos NÃO a tudo, sem ao menos tentar obter uma leve ideia do que se trata, daquilo que no fundo é a vida real deles. Eu pelo menos funciono assim, por muito mau que seja é sempre melhor ficar por dentro dos assuntos para conhecermos melhor e se quisermos, argumentar e justificar as nossas decisões e proibições perante os nossos filhos e muitas vezes elucidá-los para situações que eles não tinham ainda atingido, porque acham que não há mal nenhum na net.

Como eu detestava, quando os meus pais me diziam, ‘Não, porque não. Porque eu não quero!' E eu continuava na ignorância. Nunca aprendi nada com isso. Pior ainda, o que queria mesmo muito, fazia-o às escondidas. Lembram-se?

Com o Hi5, aprendi a conhecer muito melhor os amigos da minha filha e aquilo que eles falam entre si. Através das fotos que colocam, dos comentários/confidências que fazem uns aos outros, dos textos que escrevem para preencherem as suas páginas do perfil, dos seus desabafos, das músicas e dos vídeos que escolhem. É que os miúdos pensam que o que se passa no Hi5 é só entre eles e nem se lembram que há sempre pessoas por trás a ler o que eles escrevem. Eu sou uma delas e aconselho todos os pais a fazerem o mesmo.

Oh mãe, como é que já sabias isto ou aquilo acerca da Sofia, da Maria ou da Carolina? Vi no teu Hi5, claro! Ah, pois é, já me tinha esquecido do Hi5.

Os novos professores (novos, não em idade, mas no sentido de actualizados) aderiram inteligentemente e por completo ao computador e à net. Na escola da Beatriz, utiliza-se uma plataforma moddle, que é um programa onde os professores da escola criam uma página para cada turma, com apontamentos, objectivos para as fichas de avaliação e esclarecimento de dúvidas entre alunos e professores. Resultado: os miúdos adoram, estão sempre em contacto com os professores e falam também de outros assuntos, sem ser unicamente da matéria para os testes.

Ainda no outro dia a ‘stora’ de Educação Física da Beatriz, sabendo que ela adora dança e que a pratica desde sempre, lhe enviou um vídeo de bailado do youtube. Achei bestial, fantástico e muito motivador para estes miúdos que cada vez mais se sentem afastados da escola e dos professores.

Voltando ao Hi5, sabes mãe que a ‘stora ‘ de Geografia tem Hi5 e adicionou todos os meninos da turma? Mandou agora esta mensagem para o meu Hi5: “sei que a plataforma moddle tem dado problemas por isso envio por aqui a matéria para o teste. Divulguem pelos vossos colegas”. A sério? Que giro, Beatriz! Mostra lá o Hi5 dela. E então adorei o que vi. Para quem não conhece, a página inicial do perfil do ‘dono’ do Hi5 é onde estão todos os comentários gerais dos ‘amigos’ desse Hi5.E o da ‘stora’ de Geografia é assim:

Aluno 1: Olá stora, deixei-lhe um mail sobre os problemas que temos tido com a plataforma moodle. Não consigo ver a matéria.

Beijinho.

Aluno 2: Stora, o moodle da escola está a dar problemas. Diz que não podemos aceder à pagina até ao dia 1 de Janeiro de 1970 ( :'D ). Até sexta, da próxima semana claro. :D

Aluno 3: Olá stora! Houve negas?

Aluno 4: . Olá stora. Já fui ver as notas...obrigado pelo 5! :) :) :)

Aluno 5: A stora conhece S. Martinho?? Eu tenho lá casa e passo lá as minhas férias quase todas... Stora tem d mudar p’ó benfica....o sporting é uma desgraça :DD

Aluno 6: Boas férias stora :DDD

Aluno 7: Boa Páscoa com muitos ovinhos de chocolate!

Aluno 8: Olá stora! Recebeu a minha mensagem?

Beatriz: Stora... vai sair no teste, a influência dos ventos húmidos e relevo, sobre a ocupação vegetal das vertentes?

Resposta da ‘stora’ no Hi5 da Beatriz: Olá! Não... não sai essa parte da matéria - apenas o que está mencionado nas competências!
Beijinhos.

Não acham isto fantástico? Nem tudo é mau, meus amigos, nem tudo é mau. E há professores e escolas a fazer um trabalho incrível e que muitas vezes nem lhes compete fazê-lo. Eu prometo que depois faço outro post sobre o tema.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

[2] figuras tristes, as minhas



Uma vergonha, só vos digo. Já era tarde. Vinha atrasada. E ainda por cima aflitinha. Toco à campainha com força. Nada. Silêncio. Toco com mais força, demorei o dedo no botão, cada vez mais impaciente. Nada. Silêncio. Vá lá, abre-me a porta, ‘tou aflita!

Ouço um barulhinho muito fraco do outro lado da porta. Começo a rir e ao mesmo tempo a bater com os punhos na porta e a elevar a voz. Oh pá, gaita abre lá isto, ‘tou quase a fazer chichi pelas pernas abaixo, rápidooooooooooooooo.

Finalmente a porta abre-se. Mas quem é que é este? Olho para cima, para o nº da porta e percebo imediatamente que a pressa é inimiga da perfeição. Não era aquele o meu andar.

Ah, desculpe, era só mesmo para saber se tinha uma agulha de crochê, um saca-rolhas, um garfo, um palito, um piaçaba dos antigos ou mesmo uma arma de fogo, para eu me suicidar de vergonhaaaaaaaaa!

Com as pernas bem apertadas, mas com a elegância do costume, peço desculpa, enfio-me no elevador e ainda tenho tempo de lhe dizer, por favor, oh vizinho, não conte nada disto lá na reunião de condóminos, que eu juro que faço um post lá no blog a relatar tudinho à vizinhança.

Ele prometeu. Mas, não sei não. Ainda no outro dia as meninas que limpam as escadas atiraram uns risinhos suspeitos à minha passagem.

domingo, 4 de maio de 2008

dia da mãe

Este texto, que não é da minha autoria (a minha amiga Cláudia enviou-mo outro dia de Madrid) já circulou, de certeza, outras vezes e vai circular hoje pelo blogobairro; paciência, eu sou novata e quis postá-lo aqui hoje.


'Aos 41 anos de idade, Anna Jarvis perdera a sua mãe. Com sua irmã Elisinore, sentiram a sua grande e irremediável perda levando-as a reflectir sobre o facto de não existirem demonstrações concretas de apresso para com as mães.

Anna Jarvis decidiu fazer algo, na esperança de que a celebração de um dia dedicado à Mãe iria estimular a estima e consideração dos filhos para com os seus pais, para além de incentivar os laços familiares.



Mas foi em 1907 que Anna empreendeu o esforço necessário à instituição do Dia da Mãe. Com a ajuda de seus amigos, empreendeu uma campanha por correio com vista a obter apoio de congressistas, políticos influentes e personalidades da sociedade norte-americana, com o objectivo de ser oficialmente declarada uma data comemorativa do Dia da Mãe.

Os seus esforços goraram o efeito desejado, e foi a 10 de Maio de 1908 que, pela primeira vez, numa cerimónia religiosa, Anna Jarvis honrou sua Mãe.

A primeira proclamação do Dia da Mãe deu-se três anos depois, em 1910, instituída pelo Governador do Estado da Virgínia, Estados Unidos. Um ano depois, o Dia da Mãe foi a pouco e pouco sendo comemorado em todas as partes do mundo, desde o México, Canadá, Japão, no Continente Africano e na América do Sul.


Em Dezembro de 1912 foi criada a Associação do Dia Internacional da Mãe com vista à promoção generalizada desta efeméride tão especial em todo o mundo. Em Portugal, o Dia da Mãe foi comemorado, em tempos idos, no dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, a Padroeira de Portugal. Também o Dia 13 de Maio é ainda hoje associado às comemorações da Mãe.

Porém, actualmente foram instituídas as comemorações do Dia da Mãe, no primeiro Domingo do mês de Maio.'


Eu acabei de receber muitos beijinhos e abraços e o Memorial do Convento e hoje vou ter jantarada e vocês?


Feliz Dia da Mãe para todas!


sábado, 3 de maio de 2008

[3] 'tou no ir. . . de fim de semana

P O R O R O C A!


E perguntam vocês:

O que é a/o Pororoca? Uma cobra, uma comida, uma planta, um local?

E eu respondo:

Na! É uma palavra Tupi, língua indígena, que significa estrondo.

É uma onda de comprimento gigante. Um fenómeno que acontece nos rios quando do equinócio da Lua. E o pessoal como adora luas, equinócios e afins, toca de ir visitar a Pororoca ao rio Amazonas, uma vez no ano e fazer surf.

E perguntam vocês:

Surf numa onda comprida no rio Amazonas? Mentira!

E eu respondo:

Verdade, verdadinha! Vejam o vídeo.






Mais fotos, aqui

Não é incrível?
Bom fim-de-semana.

presentes

Tenho prémios novos atribuídos pela Blue, pela ¼ de Fadas, pela de dentro para fora e ainda pela Olá, que vou colocar ali dentro do slideshow.


criado pela Blue

atribuído pela Blue

atribuído pela Blue

atribuido pela 1/4 de Fadas


atribuído pela Olá

atribuído pela de dentro para fora

e mais esta querida boneca verde, que é uma ternura, oferecida pela Blue.

Vou guardá-los no meu slideshow
Obrigada a todas.

Gostei muito!


sexta-feira, 2 de maio de 2008

the dark side of the force


Fui desafiada pela Gi a revelar 6 aspectos da minha maneira de ser. Quer dizer, ainda no outro dia contei, qual maluca, tudo sobre as coisinhas que me fazem bulir com os nervos e agora mais esta! Bom, como resolvi levar o desafio para o lado das revelações acerca de disparates meus, ficam já aqui, em primeira mão e antes de tudo, umas característicazinhas que abonam em meu total favor e então depois conto-vos as desgraças. Ok Gi?

Até que sou uma rapariga desembaraçada, não me importo nada de ser eu a falar com o mecânico, de discutir com o homenzinho que amola as facas e conserta os guarda-chuvas, também arranjo canos entupidos, sei os caminhos todos, todinhos de cor, nem que lá vá uma única vez e de noite, nunca me perco; pinto paredes e tectos com uma perna às costas se tiver de o fazer; mudo a decoração da casa toda em três tempos, tipo tsunami; nunca estou quieta, faço vinte e sete coisas ao mesmo tempo; sou hiper organizada, arrumada e responsável; adoro comer e sou uma exímia cozinheira e mais, pasteleira! Ah e canto alto no carro e se os outros ficam a olhar, quero lá saber, continuo como se nada fosse.

Mas todos temos um lado negro e ninguém é perfeito, não é?

Gi, aqui vão elas, as 6:

1. Não faço a mínima ideia qual é a matrícula do meu carro, nem deste, nem dos outros que já tive;

2. Os meus bordados adolescentes de ponto cruz? Lindos, maravilhosos, uma perfeição. Agora virem do avesso. Só batota, os pontos todos trocados e uns em cima dos outros, na maior confusão. Muito dinâmico, o avesso dos meus paninhos.

3. Além de pregar botões, que foi a avozinha que me ensinou, não faço a mais pequena ideia de como se cose alguma coisa, seja ela meias, bainhas, buracos, rasgões, o que for;

4. Poesia. É que não estão bem a ver a coisa! Eu que sou fã do José Régio, da Florbela Espanca, do António Nobre e do Almeida, são mesmo meus parceiros de mesinha de cabeceira e até posso por isso dizer, que dormimos todos juntos, não dou uma para a caixa. Um horror.

O mais erudito que já consegui escrever em texto poético foi parecido com aquele do: a pitinha põe o ovo e a menina papa-o todo.

É um desgosto que eu tenho. Por isso gramem lá as minhas prosas.

5. Eu quando tento, reparem bem que eu estou a dizer tento, fazer panquecas é porque a Beatriz quase me implora, de joelhos a soluçar e à frente das amigas para eu me emocionar (Vêem? Rimei. Não foi mesmo básico? soluçar=emocionar).

Não vale a pena! É a massa que não desliza na frigideira, sim já comprei uma ‘coisa’ própria para panquecas, ou porque sai muito fina, ou pelo contrário sai grossa que nem omolete, ou é a porcaria da espátula que não vira aquela gaita como deve de ser e fica-me tudo dobrado a meio do caminho, ou porque simplesmente não dá a volta porque ficou colada ao fundo da frigideira.

As primeiras três panquecas vão directamente para o lixo e as outras comemos de óculos escuros ou com aqueles óculos 3D, que dão nos cinemas, para não vermos bem o aspecto delas. Até choro de raiva.

E não estou nada interessada em conselhos, truques e dicas, detesto mesmo fazer aquilo!

6. Esta toda a gente se ri à gargalhada e eu idem.

Quando casei não sabia fazer comida para além do estritamente básico, fiquei admiradíssima quando descobri que a sopa levava água. Antes nunca tinha pensado no assunto.

‘Tou mãe sou eu, olha estou a fazer sopa e já cortei os legumes todos, mas e agora o molho?

O molho, que molho? ‘Tás a gozar não estás, filha?

Eu não! Isto agora fica líquido como, não fico concerteza à espera que os legumes transpirem com o calor do fogão, pois não?

A minha mãe é do tipo fada, onde põe as mãos transforma em diamantes.

Ai filha, que vergonha e agora o que é que o D. vai pensar de ti?

Olha ‘tá aqui ao meu lado farto de rir, está achar uma enorme piada a isto tudo. Ele também nem um ovo sabe partir.

É a tua sorte, é a tua sorte ele achar-te graça.

Agora pessoal, fazem o favor de ir outra vez lá acima, ao princípio deste post ler aquela parte do ‘sou uma exímia cozinheira. . . , blá, blá, blá e blá, blá, blá.

P.S. Este desafio, das 6 coisinhas do vosso ser, para postarem lá no vosso blog, vou passá-lo a: Pinoka, 1/4 de Fadas, Pitanga, Alecrim, Nina, Gui e M&M, se, obviamente não se importarem de o fazer.

quinta-feira, 1 de maio de 2008