Os blogs pessoais, como é o caso do meu e da maioria dos meus links, revelam para o exterior aquilo que sentem, pensam e vivem, sobre os mais variados temas. Quem nos lê, acaba por, lenta ou precipitadamente, pensar que já nos conhece. Mas até aqui nos blogs, existe uma fronteira, uma barreira que será sempre intransponível. Quem nos visita não nos conhece realmente.
Imagina-nos e tira-nos a pinta; até é verdade. Concordo. Mas não nos conhece mesmo.
Estas palavras porquê?
Porque durante estas últimas duas semanas, coincidência ou não, li e vivi situações, de autênticos julgamentos de comentadores aos donos de blogs e vice-versa e em posts tão diversos (literatura, trabalho, alimentação, política, filhos etc), como é o próprio blogobairro.
Inclusive, de blogs ditos VIP, que deviam ter mais do que fazer, como por exemplo dar polimento ao brilho que gostam de emanar no seu circuito de elite, em vez de andarem preocupados com posts sobre a educação dos filhos dos outros. Provavelmente, não foram aplaudidos nos seus blogs com a frequência do costume e precisam de se misturar com a plebe para angariar mais seguidores, mostrando-se de forma arrogante, nos comentários em jeito de graçola-humilhação. O que só prova que de VIP, não têm nada, porque a boa formação humana é uma questão de berço e nunca de lugares de destaque.
Eu, se tiver de opinar sobre alguém, repito, Alguém, é porque conheço pessoalmente. Sei quem é, como age, como pensa e o que diz. É alguém com quem eu convivo no meu dia a dia.
Emito a minha opinião, respeitando a do outro, mesmo estando em total desacordo. Quem não gostar, paciência. Corro o meu próprio risco. Mas frente a frente. Cara a cara. Prefiro isso a ser hipócrita. Apesar de também o saber ser, mas geralmente com quem não me interessa.
No caso dos blogs, limito-me a comentar, a favor ou contra, apenas e só acerca daquilo que os bloggers escrevem. Refiro-me ao texto, às frases, às fotos. Nunca acerca dos seus donos. E mesmo assim, há quem confunda as coisas e pense que nos referimos não ao post e sim à pessoa em si, o seu autor e devolvem imediatamente um contra-comentário agressivo.
Se eu disser que não mato insectos, pois tenho pena, não estou a chamar a LeniB de criminosa do reino animal, porque os mata à ‘toalhada’, pois não?
Mas para alguns parece que sim. Levam tudo ao pé da letra. O que vale é que ela além de ser loura é inteligente e se alguém lhe fizer tal comentário, ela fica na boa e ainda pergunta: queres alguns para a colecção? Já estão é emoldurados e presos com alfinetes. Mas estão já numerados e catalogados!
Mas nem todos são assim. E temos de nos habituar a isso. Gostemos ou não. Concordemos ou não. Há que pisar com cuidado. Pois não há regras. Só as nossas.
Não sei, talvez seja falta de estofo, demasiada sensibilidade, pouco hábito de serem contrariados, alguém que se dá muita importância, mania da perseguição, pouca confiança na sua própria razão ou ainda dificuldade de interpretação da Língua Portuguesa.
A mim aconteceu-me uma vez num blog, que por norma, não costumo concordar com quase nada do que lá se escreve e umas vezes até comento. Naquele dia, quem lá mora devia estar com os azeites. Levou a peito e entrou em observações de carácter pessoal. Para mim chegou-me. Devolvi a resposta e retirei-me. Aqui não entro em bate boca, nem reajo a provocações e a guerrilheiros sem cara. Temos pena! Não dou esse gozo a ninguém. E muito menos sirvo de alimento aos comentadores seguintes.
Alguém há-de ficar a falar sozinho e não serei eu.
Não faço julgamentos ou tiro conclusões definitivas sobre os autores dos posts, nos meus comentários. Não os conheço de lado nenhum. Não mando piadas ou indirectas. Portanto, se houver por aí algum blogger provocador, desista. Se só brincalhão, alinho.
Quem vai por aí, foi apanhado na armadilha. Deixou-se levar. Escorregou e caiu. Quer seja o comentador ou o autor do post.
Tento fazer o que acho correcto e natural; tirar algumas ilações sobre a pessoa, aperceber-me de certos traços de carácter, de personalidade e discernir no meio de letras, alguns sentimentos e maneiras de ser. Nuns mais que noutros. E só.
Ao falar assim, não estou a sujeitar as minhas palavras a nenhuma interpretação, até porque penso estar a ser clara como água. Opinar o post e não o seu autor, se não se conhece. E o autor que não fique ofendido pessoalmente, quando se discorda com o que ele escreve. É esta a minha postura e tenho o direito de a exprimir no blog que é meu.
Mas opiniões, venham elas. Todas.
Eu falo por mim.
Cada um que fale por si.








