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segunda-feira, 7 de julho de 2008

hoje é dos grandes

chema madoz

Os blogs pessoais, como é o caso do meu e da maioria dos meus links, revelam para o exterior aquilo que sentem, pensam e vivem, sobre os mais variados temas. Quem nos lê, acaba por, lenta ou precipitadamente, pensar que já nos conhece. Mas até aqui nos blogs, existe uma fronteira, uma barreira que será sempre intransponível. Quem nos visita não nos conhece realmente.

Imagina-nos e tira-nos a pinta; até é verdade. Concordo. Mas não nos conhece mesmo.

Estas palavras porquê?

Porque durante estas últimas duas semanas, coincidência ou não, li e vivi situações, de autênticos julgamentos de comentadores aos donos de blogs e vice-versa e em posts tão diversos (literatura, trabalho, alimentação, política, filhos etc), como é o próprio blogobairro.

Inclusive, de blogs ditos VIP, que deviam ter mais do que fazer, como por exemplo dar polimento ao brilho que gostam de emanar no seu circuito de elite, em vez de andarem preocupados com posts sobre a educação dos filhos dos outros. Provavelmente, não foram aplaudidos nos seus blogs com a frequência do costume e precisam de se misturar com a plebe para angariar mais seguidores, mostrando-se de forma arrogante, nos comentários em jeito de graçola-humilhação. O que só prova que de VIP, não têm nada, porque a boa formação humana é uma questão de berço e nunca de lugares de destaque.

Eu, se tiver de opinar sobre alguém, repito, Alguém, é porque conheço pessoalmente. Sei quem é, como age, como pensa e o que diz. É alguém com quem eu convivo no meu dia a dia.

Emito a minha opinião, respeitando a do outro, mesmo estando em total desacordo. Quem não gostar, paciência. Corro o meu próprio risco. Mas frente a frente. Cara a cara. Prefiro isso a ser hipócrita. Apesar de também o saber ser, mas geralmente com quem não me interessa.

No caso dos blogs, limito-me a comentar, a favor ou contra, apenas e só acerca daquilo que os bloggers escrevem. Refiro-me ao texto, às frases, às fotos. Nunca acerca dos seus donos. E mesmo assim, há quem confunda as coisas e pense que nos referimos não ao post e sim à pessoa em si, o seu autor e devolvem imediatamente um contra-comentário agressivo.

Se eu disser que não mato insectos, pois tenho pena, não estou a chamar a LeniB de criminosa do reino animal, porque os mata à ‘toalhada’, pois não?

Mas para alguns parece que sim. Levam tudo ao pé da letra. O que vale é que ela além de ser loura é inteligente e se alguém lhe fizer tal comentário, ela fica na boa e ainda pergunta: queres alguns para a colecção? Já estão é emoldurados e presos com alfinetes. Mas estão já numerados e catalogados!

Mas nem todos são assim. E temos de nos habituar a isso. Gostemos ou não. Concordemos ou não. Há que pisar com cuidado. Pois não há regras. Só as nossas.

Não sei, talvez seja falta de estofo, demasiada sensibilidade, pouco hábito de serem contrariados, alguém que se dá muita importância, mania da perseguição, pouca confiança na sua própria razão ou ainda dificuldade de interpretação da Língua Portuguesa.

A mim aconteceu-me uma vez num blog, que por norma, não costumo concordar com quase nada do que lá se escreve e umas vezes até comento. Naquele dia, quem lá mora devia estar com os azeites. Levou a peito e entrou em observações de carácter pessoal. Para mim chegou-me. Devolvi a resposta e retirei-me. Aqui não entro em bate boca, nem reajo a provocações e a guerrilheiros sem cara. Temos pena! Não dou esse gozo a ninguém. E muito menos sirvo de alimento aos comentadores seguintes.

Alguém há-de ficar a falar sozinho e não serei eu.

Não faço julgamentos ou tiro conclusões definitivas sobre os autores dos posts, nos meus comentários. Não os conheço de lado nenhum. Não mando piadas ou indirectas. Portanto, se houver por aí algum blogger provocador, desista. Se só brincalhão, alinho.

Quem vai por aí, foi apanhado na armadilha. Deixou-se levar. Escorregou e caiu. Quer seja o comentador ou o autor do post.

Tento fazer o que acho correcto e natural; tirar algumas ilações sobre a pessoa, aperceber-me de certos traços de carácter, de personalidade e discernir no meio de letras, alguns sentimentos e maneiras de ser. Nuns mais que noutros. E só.

Ao falar assim, não estou a sujeitar as minhas palavras a nenhuma interpretação, até porque penso estar a ser clara como água. Opinar o post e não o seu autor, se não se conhece. E o autor que não fique ofendido pessoalmente, quando se discorda com o que ele escreve. É esta a minha postura e tenho o direito de a exprimir no blog que é meu.

Mas opiniões, venham elas. Todas.

Eu falo por mim.

Cada um que fale por si.



sábado, 10 de maio de 2008

e o bolo de anos vai para . . .

(foto e bolo de Eva Figueiredo, br)

A net também pode ser fantástica, não acham?
No post abaixo, pedi ajuda para um problema que me estava a chatear já hà algum tempo e que afinal foi bem mais simples de resolver do que pensei.
Porque hoje é sábado, a afluência aos blogs é muito mais baixa, acho que até é mais baixa que ao domingo.
No entanto, todos os que aqui vieram, apesar de não saberem resolver o meu problema, deixaram uma palavra, de graça, de simpatia ou de empatia. Poderiam ter lido e como não sabiam, não comentavam. Mas não o fizeram e por isso lhes agradeço.

Houve quem fosse mais longe, porque tem mais alguns conhecimentos destas coisas e tentou perguntar a outras pessoas e até resolver o problema por si próprio, um beijinho também para esses.
Todos podem levar uma fatia bem grossa do bolo de anos, que pertence ao menino Paulofski, a alminha geek que me salvou.

Podem ver a explicação dele lá nos comentários. É que esta alminha geek ainda teve a pachorra de instalar o Silverlight, para me ajudar. É que eu só tinha tentado o outro leitor.
É isso mesmo! Já posso ouvir o meu programa de rádio no Firefox!
Quando eu estiver com a 'telha' carrego no meu link e engulo umas golfadas de narcisismo e pronto!

E ainda podem petiscar mais estas delícias, que 'desviei' quando as crianças não estavam a olhar para mim (os que vierem depois, também se podem servir).


Bom apetite!


[4] 'tou no ir. . . de fim de semana



Hoje vou para esta festa de anos. Mas enquanto me lambuzo de gelatina, gomas, smarties, batatas fritas, coca-cola e ice-tea, gostava de vos pedir uma ajudinha.

Como já devem ter reparado, aqui mesmo ao lado, na minha coluna do lado direito, está o link para aceder à Rádio Comercial onde este meu blog “Ares” já foi um programa de rádio.

De alguns meses para cá, acedo à Internet através do Mozilla Firefox e quando pico no link da Rádio Comercial nunca consigo ouvir o meu programa, ou o programa de outros blogs que também já foram programas de rádio.

Para o conseguir ouvir tenho de aceder, à net e a este blog, através do Internet Explorer e aí picar no link, o que:

. não me dá jeito nenhum porque já não utilizo o I.E. desde que tenho o Mozilla e até me esqueço que ele existe;

. abro sempre, sempre a net através do Mozilla que é muito mais prático, versátil e completo.

Tem de haver uma forma de contornar esta situação. Eu se calhar é que ainda não descobri e também por falta de tempo. Há por aí alguma alminha geek caridosa que me saiba safar desta? Será que tenho de desbloquear alguma coisa?

Deve ser tão simples: aceder através do Mozilla Firefox, entrar no blog e picar o meu link, não é? Pois parece que não.

Será que é ‘lá’, no link da Comercial que tenho de escolher alguma opção, o que duvido porque já lá piquei em tudo o que é botão e NADA!

Será que tenho de ir falar com o Sr. que inventou o Mozilla e ter uma conversa de pé de orelha, oiça lá, então eu sou fã do Mozilla do senhor e agora não posso ouvir o MEU programinha de rádio quando me apetece, para me acalentar o ego só porque o senhor bloqueia as coisas aqui à ‘je’?

Será que não há nada que se possa fazer? Será?

A quem me conseguir resolver este probleminha eu trago uma fatia do bolo de anos e olhem que o bolo é lindo que eu já vi!

Bom sábado para todos.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

senhor google

Quando iniciei este blog, há pouco mais de dois meses, não fazia ideia do material que ele trazia por acréscimo. Mas como é que aquele blog já sabe que eu o visitei? Como é que descobrem que coloquei o link na minha coluna e me agradecem? Que números são aqueles ali a piscar e sempre a subir, de cada vez que lá vou? Porque é que o meu blog não tem música? Mas que ícones estranhos; google reader, sitemeter, bloglines, bookmark feedjit, technorati e mais não sei o quê.

Não conhecia pessoalmente ninguém que tivesse um blog. Como fazer, então? Despachadinha como sou, apresentei-me ao senhor Google.

Olhe, eu sei que o senhor anda sempre muito ocupado com o resto do mundo, mas é que eu estou mesmo aflita e não lhe fazia todas estas perguntas idiotas, se não fosse mesmo necessário. Olha outra totó, só me saem caloiros ou gente com falta de sexo, pensou logo ele. Diga lá vá, mas despache-se que ando constantemente a ser chamado ali para o lado das hot pages, não sei se me entende? Ele há cada coisa que me pedem, só porcarias.

Coitado do senhor Google. E lá fui fazendo perguntas, tal e qual.

Porque é que todos falam em ler feeds? É que eu só leio posts. Como é que sei se os outros editaram um post, sem estar sempre como uma desalmada, à procura das novidades em todos os blogs, a toda a hora? É que a minha vida não é isto! ‘Tá a ver? (convém sempre dar um arzinho). Eu quero música no meu blog. E em automático, ouviu bem? Porque é que eles sabem que eu os visito e eu não faço a mínima ideia, de quem anda a meter o bedelho aqui no meu Ares? Não há direito. O senhor acha bem, eu viver nesta ignorância e estar desprotegida desta forma? Mas para que servem aqueles widgets, todos por ali abaixo? E as bandeirinhas dos países a piscar, são para quê?

Bom, uma melga de primeira.

E ele, coitado, sempre solícito descarregava-me todas as respostas nas mais diversas línguas, uma vez até em japonês. Fazia buscas com o máximo de rigor e procurou ser sempre, o mais claro possível. Ensinou-me muitas coisas, principalmente a ter mais calma e paciência, que é coisa que não abona muito por aqui. Grandes noitadas, os dois. Trabalha que se farta, o senhor Google. Essa é que é essa. Ficámos íntimos; tu cá, tu lá.

Disse-me noutro dia, já estafadinho de todo, oh Patti trata-me por tu filha, que isso de senhor já não é para nós. E assim foi. Agora é o Gugas.

Hey 'ma man, shake it out! What's up, dude?

Mas para mim será sempre um Senhor.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

para a vizinhança, um post à laia de comentário


Não sou muito de responder a comentários, essencialmente por duas razões. A primeira é assim do tipo; o post é meu, ou melhor, de mim para vocês e a caixa dos comentários pertence-vos, está inteiramente à vossa disposição, é muito pouco minha.

Claro que uma vez por outra respondo, quanto mais não seja por educação, ou para cumprimentar e agradecer pessoalmente a alguém, ou porque me fazem uma pergunta, ou porque sou logo impelida a fazê-lo ou por outro motivo qualquer, não tenho nenhuma regra.

A segunda razão é muito simples: não tenho tempo de responder a todos. Trabalho por conta própria e em casa, no meu escritório/atelier. Sou patroa e empregada em simultâneo, secretária de administração, contabilista, técnica informática, paquete, recepcionista, relações públicas, também sirvo cafézinhos e petit-fours, decoradora por vocação, jornalista / psicóloga / cantora / veterinária / fotógrafa / escritora / saltimbanco frustrada, mãe orgulhosa, mulher feliz e dona de casa, género fada do lar.

É assim, vai por aqui sempre uma grande correria e tenho de chegar a muitos lados e ao mesmo tempo. Já poucas oportunidades me sobram para as minhas maravilhosas pilhas de livros, para os meus filmes e para as minhas queridas amigas. Esta explicação toda para vos dizer, vizinhança minha, que a caixa de comentários de ontem só serviu para confirmar e provar a veracidade do meu post.


O que se passa no mundo virtual, não é mais do que um reflexo da vida real, que é a que verdadeiramente temos. Estamos cada vez mais virados para nós próprios, por puro egoísmo, por falta de tempo ou por falta de atenção. Não olhamos aos outros, mesmo aos que vivem connosco, não dizemos coisas tão simples, como, ‘foi bom o teu dia, vou-lhe telefonar, estás bem, precisas de alguma coisa, dá cá os sacos que eu levo, hoje não fazes comer porque jantamos fora, vamos passear, comprei-te um chocolate, trouxe-te o jornal, gosto de ti.’ E isso acontece também aqui. E não é preciso andar muito tempo pelo blogobairro para o verificar. Felizmente, tal como lá fora, existem os bons exemplos.

Já me disseram que é cedo para tanto optimismo, talvez seja, mas tenho esta tendência natural para acreditar e só me afecta aquilo que eu deixo, fiz por ser assim. Que mais posso pensar de pessoas que sem me conhecerem de parte nenhuma, chegam aqui e me cumprimentam, que me referem nos seus blogs, que me oferecem prémios, que me desejam uma boa semana, que já passaram por experiências como as minhas, que já passearam pelos mesmos sítios que eu, que me dizem sempre palavras simpáticas e sinceras, que se riem e choram comigo, que perdem o seu tempo a ler o que escrevo, que me dão os parabéns pelo programa de rádio e, finalmente das minhas amigas não virtuais, que desde o primeiro dia têm picado sempre o ponto, mesmo que às vezes não comentem?

E eu podia lá agora, no fim daqueles comentários todos, pespegar qualquer coisa como, ah obrigadinha, que simpática, que bom que gostaste, pois, ainda bem que concordas? Claro que não!



Vocês querem lá ver vizinhança ‘mai’ linda que esta que eu tenho? Editei este texto, que funciona como uma espécie de portas abertas do quintal, onde já está a postos o grelhador com o carvão em brasa, para a bela da bifana e os jarros de sangria fresca, pronta a ser servida. Tragam os cd’s e vamos todos ‘vizinhar’ uns com os outros. Faz falta a boa vizinhança.

Qual comentário, qual quê, os meus vizinhos merecem mesmo é um post.

terça-feira, 8 de abril de 2008

blogobairro


Mãe, então e o blog? Vai óptimo. É assim uma espécie de bairro onde moramos. Decidimos ir viver para lá mas ainda não conhecemos nada nem ninguém. Não sabemos onde é a farmácia, o supermercado, o jardim, os correios ou o multibanco mais próximo.

Não fazemos ideia de como, ou quem são os vizinhos. Se já moram no prédio há muito tempo, se são novos ou velhos, se têm filhos, se são simpáticos ou se nem sequer te dizem bom dia. A pouco e pouco vamos conhecendo melhor o prédio, depois a rua e finalmente o bairro. Um dia, alguém, responde ao nosso bom dia com um sorriso e depois vem outra pessoa e outra e outra e mais outra. Ou então um vizinho repara que já vives ali há algum tempo e decide falar-te e até há anónimos que te cumprimentam.

Depois dos bons dias do costume, começamos a falar sobre o tempo e daí para os mais diversos assuntos, é um pulinho. Com algumas dessas pessoas, passamos a tomar café de manhã, com outras almoçamos na esplanada e com outras ainda trocamos umas palavrinhas ao anoitecer.

Mas nem todos os que moram cá no bairro são simpáticos e agradáveis. Há também os importantes, os que acham que o Mercedes deles é melhor que o nosso Honda, os que nem sequer olham para ti no elevador, porque nesse ano são responsáveis pela administração do prédio, os que foram promovidos na empresa e estão desejosos de sair cá do prédio e ir para um condomínio privado, os que foram notícia no jornal da região e que se acham logo internacionais, os vaidosos, que pensando que já têm muito estatuto, basta-lhes dizer só um ai e um ui e têm logo meio mundo a comentar sobre eles, a caixa do correio cheia de correspondência, mesmo que não se perceba nada do que dizem, os que se acham donos dos lugares do parqueamento e os que são amigos do presidente da junta e que por isso se auto-elegem experts não sei do quê.

Mas os vizinhos que já conheci, estão aprovados. São daquele género que podemos bater à porta e pedir: oh vizinho tem um raminho de salsa?

Por isso, o blog vai bem, obrigada.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

spam e as letrinhas de verificação


Eu peço desculpa aos meus vizinhos comentadores (poucos ainda, eu sei, mas bons), por terem sempre de introduzir aquelas letrinhas irritantes nos vossos comentários.


Eu só ainda estou nisto dos posts no blog, nem há duas semanas (na cusquice já andava há muito), mas não é que existem por aí umas melgas valentes a dizer que eu posso ganhar rios de dinheiro se trabalhar a partir de casa? E ainda outros muito solícitos, a pedir para eu mudar de operadora de telecomunicações?

Já para não falar dos sujeitos que me querem vender objectos estranhos.

Já estou a tratar do assunto, mas enquanto vai e não vai...