segunda-feira, 6 de outubro de 2008

[2] dizer bem


Numa altura em que tive de optar entre, manter a Beatriz no ensino privado ou mudá-la para o público, tomei a segunda opção. Havia no entanto a possibilidade de não ficar colocada na escola eleita, pelas vagas que não chegam para o número de alunos a querer lá entrar. Felizmente não aconteceu e por lá ficará até ao 9º ano e só lhe falta mais um. No entanto, tivemos ainda de desembolsar 400€ para o colégio privado, de forma a garantir lugar. Os euros foram para a inscrição, para uma mensalidade de não sei o quê e para mais uma reserva de outra coisa qualquer. E ainda passou uma tarde inteira a fazer não sei quantos testes de aptidão. Vá lá, ainda devolveram metade do dinheiro, o que é uma sorte. Recebi foi o cheque quatro meses depois…

E então, entrou na escola que todos desejavam. Para ficarem com uma ideia do tipo de estabelecimento de ensino público que falo, no ano passado ficou em terceiro lugar no ranking das escolas públicas, até ao 9º ano, de todo o país. Os rankings, valem o que valem, ou seja muito pouco, pois é tudo enfiado no mesmo saco com pouco ou nenhuns critérios e só salta cá para fora a média das notas finais dos exames, quer a escola tenha 25 alunos a fazer esse exame ou 500 alunos, quer se trate de uma escola privada de elite com duas turmas do 9º ano, ou uma escola pública de qualquer parte do país com seis ou sete turmas. Já para não falar nas discrepâncias existentes nas várias zonas do país, no inexistente acesso à cultura, internet, condições financeiras, sociais, o diabo a sete e outras tantas que todos podemos apontar. O presidente do conselho executivo, da escola da Beatriz, apesar da óptima classificação da sua, também não concorda com os rankings e na maneira como são feitos, diz que “ não se pode tomar como igual aquilo que é diferente. É extremamente injusto comparar escolas que fazem um trabalho de integração social com outras que nem vale a pena estar a referir”.

Esta é uma escola que fica sempre entre os primeiros lugares nos resultados dos seus exames, mesmo antes de rankings e avaliações do género. A questão aqui não é só a escola da Beatriz ser excelente, a questão é que o consegue ser, contra tudo e contra todos e com grandes barreiras e adversidades pelo meio, como tantas e tantas escolas deste país.

E passo a referir as palavras do presidente do conselho executivo.

É uma escola sobrelotada e o sucesso não vem do nada. Resulta de muito trabalho e de uma cultura construída ao longo de vinte anos”.

Refere que o ponto forte é “o trabalho de cooperação entre todos os professores e que ainda não se falava em supervisões e avaliações e isso já aqui se fazia. Os resultados estão em cima da mesa, são discutidos e procuram-se estratégias para melhorar”. Afirma, que “as notas dos exames nacionais, não são dos professores de Português e dos de Matemática, são de todos. É um trabalho de grupo, assim como o clima da escola, os hábitos de trabalho, disciplina e a maximização do tempo nas aulas”.

É uma escola com 1100 alunos e só com capacidade para 840, com aulas de manhã e de tarde, com uma população muito heterogénea, desde um nível sócio-económico e cultural acima da média até um estrato muito baixo.

Eu sei por exemplo, que durante os intervalos não há nenhum adulto a tomar conta dos miúdos, por falta de pessoal auxiliar. Lá passa um professor ou outro, uma contínua sai do seu pavilhão para os espreitar, ou até o próprio presidente do conselho executivo e os seus dois vices, dão umas voltinhas pelos intermináveis recreios e pátios, para ver se tudo está a correr bem. Não é ele que o diz, é a Beatriz que conta. Sabe de cor o nome de muitos e muitos alunos.

O estado do pavilhão onde os alunos fazem ginástica, é de bradar aos céus. Precisa de obras vai para mais de dez anos. A biblioteca é paupérrima e há vários anos que a escola concorre à rede de bibliotecas escolares. O irónico da situação é que “concorremos para conseguirmos determinado tipo de condições, mas depois somos excluídos porque não as temos”. Não há nada a que não concorram. “Recebemos dois quadros interactivos e mais uma vez, a falta de condições ganha. As paredes dos pavilhões são tabiques e quando se quer fazer um buraco simples, abre-se uma cratera”. Assim, não suportam os quadros ganhos e no velho edifício, as salas são tão pequenas e estão tão sobrelotadas, que não existe sequer espaço para mais uma agulha. Como quase todas as outras escolas públicas, também esta se queixa do excesso de alunos por turma, de tal forma que até uma casa-de-banho, foi adoptada para sala de aulas.

É assim, a velha e carente escola da minha filha.

E os professores são excelentes profissionais, muito exigentes e pouco facilitadores, atentos, trabalhadores incansáveis, preocupados com cada aluno e enviam recados na caderneta, com queixas para os pais com a mesma vontade que elogiam os miúdos e os empurram para a frente. As visitas de estudo são sempre de grande interesse; as actividades e competições desportivas são inúmeras; o dia do patrono da escola é festejado por todos os professores e alunos com trabalhos apresentados, concertos, coreografias de dança, musicais, teatro e momentos de poesia. Organizam-se feiras do livro de português, francês e inglês e olimpíadas de leitura. Existe o jornal da escola, elaborado e muito bem, por um grupo de alunos e dois professores e também tem um blog. Todos os anos se leva a cabo um programa com os escritores nacionais, que visitam a escola e conversam com os miúdos, e já por lá passaram: José Fanha, João Aguiar, Luísa Fortes da Cunha, Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães, Luísa Ducla Soares e muitos outros.

E o plano de ocupação dos tempos escolares? Nunca mais acaba: desporto escolar, clube europeu, magia dos sons, clube das artes, viajar no tempo, clube multimédia, english drama club, clube jornalismo, clube de escrita.

Ali, após quatro anos, sei que a Beatriz não tem vida mansa, aprendeu a esforçar-se em dobro, percebe que os bons resultados neste país não são fáceis de atingir e muitas vezes são injustos. Mas sabe que as notas altas que ali tira, são merecidas e não dependem de outras contrapartidas a não ser do seu trabalho e empenho. A minha filha é muito feliz ali, mas eu sou muito mais.

É um prazer enorme ver que o esforço e a dedicação de todos vence, ano após ano, apesar de terem quase tudo contra si.

Mas não devia ser assim.

22 comentários:

salvoconduto disse...

Quantas pessoas ficariam também felizes por ter uma escola assim, apesar das dificuldades! E porque não se eliminam essas dificuldades?
Falta de vontade.

Pitanga Doce disse...

Não, não devia ser assim. Nem numa cidade como Lisboa, nem em qualquer parte do país. Porque apesar do esforço dos professores e do empenho dos alunos em aprenderem, lá vem um dia em que os professores esmorecem e as crianças cansam-se de não terem as condições que merecem, e pelas quais os pais pagaram com seus impostos. Aí como aqui! As escolas públicas, salvo algumas, estão caindo. Os pais é que se organizam em mutirão e põem, mãos á obra. Há escolas em que o professor tem que levar o giz de casa, para escrever.

Por isso preferi que os meus filhos e a Julinha estudassem na escola particular. Não havia escolha, Patti. A não ser escolas primárias que são agregadas às Universidades.

SONY disse...

Patti,

não posso discordar do vizinho aqui de cima:-)

Quantos não lhes bastava uma escola assim? Será que reflecte isso tudo mau? Acho que pelo que percebi, e o que ainda vejo neste país a Beatriz e todos dessa escolinha são mesmo uns sortudos!

Quanto a Rankings, isso a mim não tem interesse algum, sabemos bem que nada é feito de numeros, um cidadão não se faz de números e essa conversa de Rankings para mim é muito além de "bons alunos"...

Agora assim como há escolas públicas onde não é a qualidade do ensino mas as notas altas, também há os particulares em que são máquinas de notas altas, basta pagar!

Neste e noutros ensinos há de tudo!
Tenho uma criança em casa tb no 8º ano, desde a escola primária que está no ensino público, sempre foi e continua a ser um dos melhores alunos da escola, se isso me interessa? claro que não, não se é o melhor da escola (mais inteligente), porque de escolas com notas baixas tem que haver sempre alguém melhor ou igual! Interessa-me apenas se ele se esforça o mais que ELE pode para fazer os testes, se respeita todos à sua volta e se os colegas também tem lanche como ele, para assim obterem notas tb altas como ele, de barriguinha cheia! É isso realmente que me interessa , se há a formação dele para um cidadão, merecedor de um dia uma bolsa de mérito, pelo que ele fez durante toda a sua vida de estudante!

Se não conseguir obter uma bolsa de mérito, mas se soubermos que ele deu o seu melhor, nós, a família oferecemos-lhe a nossa bolsa de mérito: Um respeito enorme por ele como pessoa!
Também se essa ele não a merecer, ele próprio sofrerá as consequências deste Futuro que nos espera a todos!

Alarguei-me aqui um pouco :-)

jito,
sony

Espero que se tenham divertido na CAVÁLIA!
Fico à espera de um post!
Boa Semana!

BlueVelvet disse...

Não tenho muita noção da realidade das escolas públicas, por isso na minha cabeça, é tudo mau.
Daí que seja bom saber, que embora à custa de muito esforço e dedicação ainda há excepções.
E bom também é haver pessoas que reconhecem o esforço alheio.
Como tu.
Boa semana.

Ps: e a Beatriz com o Cavalia? Radiante, não?

Vekiki disse...

Patti, vou enviar o link deste post para a Escola dos M.M.s mais velhos. Porque apesar de ter condições para muito, não fazem nada por falta de vontade, porque andam cansados de papéis, da ministra, das avaliações, de tudo...e o pouco que fazem é de nariz torcido...numa Escola que não chega aos 400 alunos, com quadros interactivos, computadores portáteis, uma excelente biblioteca ligada à Rede de Bibliotecas Escolares, etc...
Beijos p'ra ti e p'ra Tiz

Teresa Durães disse...

haja bons exemplos!

Ka disse...

A atitude das pessoas é que faz a diferença! E a escola da tua filha com toda a certeza sera melhor que alguns colégios privados.

Além disso o mais importante é o exemplo dado aos alunos que ali estudam,.

Espero que o Luis fique numa assim quando chegar a hora dele :)

beijoss

susana catarino disse...

eu andei durante 12 anos em escolas públicas e, apesar de nenhuma das duas em que andei não estar nos primeiros lugares dos rankings, sempre fui lá muito feliz. Os professores esforçavam-se por ajudar de todas as formas possiveis(apesar de a maioria dos alunos ser de classe social muito baixa). Havia alunos bem sucedidos...Havia clubes de teatro, de escrita, de matemática. Havia muito desporto e muitas competições. E, nível de condições, a escola tinha tudo o necessário... excelentes pavilhões de aulas, laboratórios de química, fisica e biologia, campos de ténis e de voleibol de praia...

por isso, pode ser apenas resultado da minha experiência,mas o ensino publico nao e tao mau quanto o pintam...

Rita disse...

Pois essa é uma das minhas "guerras" agora, não sei se hei-de inscrever a Rf numa escola privada ou pública. O Sr. Marido quer que ela vá para o privado, eu gostava que ela fosse para a escola onde eu andei que é muito boa mas também não sou totalmente contra o privado não tanto por uma questão de o ensino ser melhor ou pior porque acho que isso não tem a ver directamente com o facto de o ensino ser público ou privado mas sim com o "tipo" de professores, tem mais a ver fundamentalmente com a segurança...
Jokas

pedro oliveira disse...

Como por aqui,alguns,sabem, também vivi o "drama" da escola privada vs escola pública em relação ao João.Um mês já passou e estou satisfeito,porque apesar das muitas dificuldades da escola e de estar inserida num "quarteirão" com roblemático, o João gosta da escola e os professores dizem que a turma é certinha, todas as quintas feiras telefono à directora de turma e sou sempre muito bem atendido.
Há muito mania de dizermos mal do que desconhecemos e tomar a parte pelo todo.É nosso dever estimular e apoiar a escola pública.

p.s.Srª Presidente, Patti, como gostas de conhecer coisas novas está feito o convite a ti e a todo o blogobairro para mais um motivo par vir a Porto De Mós apartir do dia 12 outubro.Vai,vão, ao Vila Forte saber o porquê,sff.

bjs

annie hall disse...

Privado vs Publico , enquanto se pode escolher creio que tudo corre bem .Nem todos o podem fazer , nem podem escolher o publico pois não oferece as caracteristicas da escola da sua filha , ou não podem escolher o privado por motivos económicos.
Nos dois campos se podem encontrar bons exemplos de dedicação e empenho .
Na minha opnião o problema do ensino está para alem dessa escolha da escola , pois não concordo em absoluto na "normalização" dos programas , na intromissão estatal na educação dos nossos filhos através de currículos .
Já sei não era bem este o assunto para debate ,mas não consegui resistir :)

paulofski disse...

Desde já digo que não é por ser privada que a uma escola é melhor que a pública. Muitas vezes verifica-se até o contrário. Estudei muitos anos num colégio e vivi com muitas realidades distintas. Se por um lado os privados proporcionam condições exigidas à mensalidade por outro o ensino lectivo não é por aí além e está fora da realidade. Quiz que o meu filho fizesse o ensino primário numa escola pública. Correu muito bem. Transitou para outra escola pública há 5 anos, e lá está no 9º ano com excelente aproveitamento. Essa escola é tal e qual um clone da escola que descreves. Os mesmos problemas estruturais, as mesmas dificuldades logísticas, o mesmo empenho de todos os profissionais, a mesma dedicação dos alunos, a mesma luta. Naquela escola, ou noutra qualquer, não se compreende que tenha de ser a associação de pais a investir, com “peditório” e tudo, entre os pais dos alunos para que se equipem as salas de aula com aquecedores. Ou é isso ou os alunos rapam frio durante as aulas porque não há dotação orçamental. Mas é uma escola de vida, com alunos bons e maus, uns carentes, outros abastados, com os problemas comuns desta sociedade. Aí o meu filho vai aprender, vai saber, vai conviver, preparar-se para o futuro.

carlota disse...

Ao contrário da maioria dos meus amigos eu sempre andei em escola publicas (opção dos meus pais).
Não considero que sejam más escolas a nivel de ensino, mas reconheço que muitas coisas podiam ser melhoradas, uma delas seria o desejo de todos, alunos e professores de ter uma escola melhor. Com força de vontade faz-se muitas coisas.
Com o meu filho não sei que fazer, público ou privado?Este assunto atromenta-me e sei que não tenho muito tempo para tomar a decisão.
Gostaria de lhe escolher uma escola com bom ensino e com bons valores morais, onde as pessoas trabalhem e ensinem por gosto e que saibam cativar os alunos.
Uma escola que não seja padronizada mas sim saiba adaptar-se às necessidades de cada aluno.
Uma escola onde um aluno não seja um Nº mas sim um ser individual com nome próprio.
Uma escola atenta e preocupada com o bem estar de quem lá está tanto para estudar como para trabalhar.
Será que isto existe?
Em materia de ensino em Portugal tenho que reconhecer que ando um pouquinho descrente...

Filoxera disse...

O essencial é o que dizes a rematar: a Beatriz é feliz. E tu ainda mais.
Ainda me dói ter tido que retirar o Vasco da escola onde estava. Confiava na escola, nos métodos e sentia-me parte de uma grande família.
Mas ele adaptou-se bem à nova realidade, que é muito parecida com a que descreves. E eu cá estarei para ir acompanhando os seus progressos e avaliando se é necessário intevir junto da escola. Por enquanto, vou aprendendo a confiar e limito-me a manter-me a par do que ele tem aprendido.
Beijos.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Sou grande defensor da escola pública, conheço por dentro muitos dos problemas por que algumas passam e o sacrifício que muitos professores são obrigados a fazer para manter o nível e a qualidade de ensino que os contribuintes exigem.
Salvo raríssimas excepções, as escolas públicas preparam melhor os alunos e dão-lhes mais responsabilidade.
Haver quem o reconheça, como a Patti faz, é que infelizmente é raro.

f@ disse...

aPRENDER COM O QUE TEMOS É A MELHOR FORMA ...
APRENDESSE TB A CRIAR INVENTAM-SE FORMAS DE VENCER...
E ALÉM DISSO TB OBRIGA OS GOVERNOS A TARDE OU CEDO IREM AO ENCONTRO DAS NECESSIDADES...
BOM SENTIR OS SENTIMENTOS ASSIM COMO A TUA BEA E BONITO O QUE TU TB SENTES...
BEIJINHOS DAS NUVENS

Cecília disse...

Eu nunca tive dúvidas de pôr a A. a estudar no público, mas se voltasse atrás, se calhar já não fazia o mesmo...
E explico porquê:
Como toda a gente sabe, o ensino obrigatório ou básico, sempre foi sinónimo de "estatísticas para europeu ver" e nunca de "preparação indispensável para o futuro".
Tal facto, no público, é descaradamente visível, quando, nós pais, com alguma consciência, que estimulamos os nossos filhos a estudar, a tirar boas notas e, sobretudo, a não tirar negativas porque o seu aproveitamento pode estar em causa, constatamos, incrédulos, que na mesma pauta, um colega de carteira, tira 6 (SEIS!!) negativas e passa de ano na mesma, ao abrigo de um Decreto-Lei não sei das quantas....
Não vou atribuir culpas, nem a professores, nem a alunos, nem a conselhos executivos, mas o que é certo é que se assistem a "cenas" indiscritíveis de injustiça e desmotivação, que, creio, no privado, se conseguem evitar (nem que seja através do simples facto de nos recusarmos a pagar a mensalidade ou até transferir a matrícula para outro estabelecimento, sem qualquer entrave à zona de residência).
Como qualquer progenitor quer sempre o melhor para os seus filhos, se estiver bem informado, conseguirá facilmente distinguir o bom ensino privado do mau, e fazer a sua escolha consciente, algo que no público não é, de todo possível, já que, mesmo em escolas decentes, com professores decentes, com meios decentes e ambientes decentes, nunca saberemos o que o Ministério decidirá, na lotaria do saber o que fazer com alunos repetentes...

mjf disse...

Olá!
Todos os pais têm de fazer essa opção: escolher as escolas dos nossos filhos, tarefa muito dificil...
Eu escolhi um colegio privado ( inglês)...foi optimo ela adorou e até há 4 anos andou nele, professores optimos, muito trabalho e...muita disciplia, Há 4 anos foi estudar para a Suécia...e com a globalização...os miudos são alunos do mundo e já não do país onde nasceram ;=)

Beijocas

Coragem disse...

Pois não. Mereciam e deveriam ter muito mais.
mas deixa que te diga Patti, quase que afirmo, que nem todos os Pais pensam como tu, ou como eu.

Dar-mos responsabilidades de trabalho, aos nossos filhos, nao os absolver, das falhas, porque isto ou aquilo...Eles teem deveres, tal como direitos.

A minha Betriz, também é uma excelente aluna, incuto desde cedo, que tem de fazer por isso.

A escola,não tem as melhores condições, mas de forma alguma, serviria de pretexto ou desculpa, caso ela não fosse boa aluna, como a maior parte dos Pais dá a entender.

Dizer bem, quando é caso disso.

Beijo

Gasolina disse...

Não vou fazer comentário algum sobre o conteúdo do teu post, sobeja e habitualmente bem escrito e vastamente bem comentado.

Apenas uma nota. Sobre o titulo. Parece que se perde nos confins da memória dizer bem de.
Obrigado por dizeres mal quando é mau e postares com o mesmo gabarito quando é bom.

Um beijo.

LeniB disse...

Os bons resultados dos alunos dependem, de facto, muito mais do empenho dos professores do que da falta de condições.
Ainda bem que há pessoas como tu que sabem e dão valor ao trabalho dos professores.
Obrigada!

Fatima disse...

Os meus filhos sempre andaram no ensino público por opção, e nunca nos arrependemos.
Apanharam excelentes escolas e professores fantásticos, que se dedicavam de corpo e alma ao seu trabalho! Claro que sempre aparece um ou outro que estraga a imagem, mas isso.....