sexta-feira, 31 de outubro de 2008

o meu café com letras

fotos gi e patti

Quando entrou na sala da biblioteca, para o nosso café com letras, foi imediatamente aplaudido. Ficou envergonhado e deitou-nos a língua de fora. Avisou-nos que falava baixo, o que é verdade, pois algumas vezes o micro não foi suficiente para a sua voz chegar a todos.

Começou por dizer ao Carlos Vaz Marques, que quando iniciou este livro, o Arquipélago da Insónia, não tinha nada, mas depois apareceu-lhe uma voz, a voz que lhe foi dizendo o que escrever. E é assim que tem sido com os seus últimos livros, chama-lhes as vozes do eu, vozes sem nome e que estão dentro de nós.

Noutros tempos, fazia um plano de escrita para os livros e muitas vezes saía furado. Agora não, vai atrás dele, do livro e é este que lhe diz o que deve escrever.

“Um bom livro, é um livro que foi escrito só para mim, com o qual eu tenho uma relação pessoal e afectiva. Escrever é a minha razão de viver, a minha alegria e também sofrimento, mas é a minha sina”.

Fica espantado quando lhe dizem, ah o seu livro é tão complicado. Não compreende quando alguém da plateia afirma, que as suas últimas obras são labirínticas. “Labirinto? Que palavra tão estranha! Aquilo é tudo tão claro, tão óbvio”. O público ri. Não é assim tão fácil e este último não foge à regra, mas eu sigo o conselho dele quando nos diz: “Se deixarmos os sentidos pensarem, começamos a gostar de livros bons. É preciso ter vivido para escrever, mas também é preciso ter vivido para ler”. Também já lhe disseram que o livro é triste. Não acha nada. É alegre porque se sente a felicidade da mão do autor. É assim que entende, que este é um livro feliz.


"Gostava de cada vez mais, encher os livros de silêncios; silêncios para os leitores os preencherem como quisessem. Temos de aspirar ao silêncio, para conseguirmos escrever livros a sério. O leitor é que é importante, não o escritor". Diz da acusação de falta de pontuação, “ela está lá, apesar de não a verem; está nos espaço e no tempo da escrita, façam-na". "Sinatra foi quem foi, pelos intervalos de respiração, pelas paragens que fazia quando cantava”.

Falou do que pensa acerca da avalanche de publicações em Portugal, que se faz sem qualquer critério de escolha, pré-revisão ou qualidade. Nos EUA, tal não acontece com as editoras. O rigor é grande e existe uma peneira.

A discrepância é tão abismal, que isto diz tudo da maneira de como cá se publica um livro.

Quanto ao Nobel, tema que já é de praxe, ALA tem uma opinião com a qual eu corroboro na íntegra, “toda a gente faz apostas para o Nobel da Literatura, todos falam dos escritores nomeados, todos têm uma opinião a dar, mas ninguém dá sugestões, opiniões ou pareceres, acerca dos outros prémios e dos seus possíveis vencedores; do Nobel da Economia, da Medicina, ou da Física. Falam de Literatura como se fosse coisa que todos entendessem. Não é.

A Literatura é outra coisa. É estar entre os homens, no meio deles, não é contar-lhes histórias".

Agora faz o que os livros querem. “Sabemos muito pouco do que é escrever, assim como sabemos muito pouco do que é viver”.

Já foi mal-educado noutros tempos, já pediu desculpas e recebeu lições de boa educação de quem ofendeu. Do excelente poeta Vasco Graça Moura, por exemplo. Ri ao lembrar-se que chamou gorda à Natália Correia num programa de televisão, mas arrepende-se. Diz imensas piadas pelo meio, tem muito sentido de humor, peculiar, mas tem, fala das mulheres, conta-nos que prefere escrever na cozinha, que divide o atelier onde escreve, com um pintor de quem gosta muito, que no bairro castiço onde vive, é tratado de senhor António, por gentes a quem, se nota na forma como fala deles, tem afeição. Diz que protegem a sua morada dos curiosos. Vai à mercearia do senhor Cardoso, dedica-se ao trabalho treze horas por dia e folga aos sábados a partir das quatro: “tal qual as sopeiras e os magalas”. Ao domingo volta de novo ao trabalho.


Falou dos amigos Júlio Pomar e José Cardoso Pires. Gosta de ler Céline, Flaubert, Garcia Marquez, Simenon, Philip Roth e Gonçalo M. Tavares.

Citou Oscar Wilde, interpretou Hemingway, falou de Bovary, entristeceu-se com a morte de Paul Newman, “um homem único e de uma enorme bondade”, comoveu-se com as lágrimas e a tristeza de Robert Redford, quando da morte do amigo, que viu numa entrevista na televisão, quando esteve em Nova Iorque, lembrou-se da sua doença, admirou a coragem das pessoas que com ele partilharam a enfermaria do hospital público onde esteve internado, durante um período muito duro da sua vida e que estava a meio deste livro, falou da fragilidade que lhe trouxe a morte do pai.

Falou de muitas, muitas coisas, impossível eu referir todas.

Coça a nuca, coloca as mãos atrás da cabeça ou apoia o queixo na mão, gestos inatos e descontraídos quando fala para nós, mas raramente fixa o olhar nas centenas de pessoas que ali foram para ouvir, pensar e rir com ele. Só nos olha nos olhos, quando lhe fazemos uma pergunta directa, como fez comigo quando o questionei se ele tinha noção do momento em que o livro deixava de ser dele autor, e passava a pertencer a ele próprio, livro.

“Sabe que eu demoro muitíssimo tempo, meses até, para escrever a primeira parte dos meus livros. Escrever é muito difícil. São capítulos e capítulos que escrevo e reescrevo vezes sem conta, passo a limpo e torno a ler. A partir daí, da metade do livro, ele segue o seu caminho sozinho”. E termina com um grande sorriso para mim, como quem diz, entendeu?

É um sedutor e sabe-o bem.


Antes de se despedir de nós, ainda disse, “Só começo um livro, quando tenho a certeza de que não sou capaz de o fazer. É um desafio. Não parto com vantagem nenhuma”.

E enquanto fumava o seu tão apetecido cigarro, autografou-nos os livros que carregávamos numa fila pouco ordenada, por assim dizer.

Acho-lhe piada, gosto-lhe dos disparates, das suas verdades muito próprias, do ar displicente e despreocupado, da vaidade camuflada, dos olhos azuis, da voz uniforme, do rosto sério que de repente se altera para um enorme sorriso. Gosto de discordar dele. Gosto das suas contradições. Gosto dele, pronto.

E o seu sentido de humor apurado? Vão saber dele aqui, à minha companheira de tertúlias. E logo estaremos aqui.



o meu 'Arquipélago' a ser assinado

37 comentários:

salvoconduto disse...

Que a abençoada voz lhe continue a dizer o que deve escrever!

Paulo disse...

Adorei o diálogo ou conversa entre António L. A. e o Gonçalo M. Tavares na Visão da semana passada. Imagino o prazer que foi estar lá.
Adorei esta frase: "Se deixarmos os sentidos pensarem, começamos a gostar de livros bons. É preciso ter vivido para escrever, mas também é preciso ter vivido para ler"

esperemos que ainda viva por muitos mais anos.

ana v. disse...

Bom texto este, Patti, e ternurento também. O ALA ficaria orgulhoso do resultado do café com letras, se a lesse.

Também o admiro e também lhe acho graça. Há tempos assisti ao discurso dele, totalmente improvisado, na entrega do Prémio Camões. Foi brilhante. :-)

BlueVelvet disse...

Sempre tive sentimentos ambivalentes em relação ao António Lobo Antunes. Talvez porque o conheça. Antes de o conhecer, gostava dos 1ºs livros dele. Depois deixei de gostar e conheci-o.
Era um homem triste e louco. Muito louco mesmo.Depois ficou doente e mudou. Como pessoa mudou. E recomecei a lê-lo e a gostar.
Não sei porquê. Hoje gosto dele como pessoa e como escreve.
Tem um despudor ao dizer o que pensa que me fasicna, mas agora já sem agressão.
Tem um humor delicioso e é sem dúvida,um sedutor.
É verdade que fala do Nobel com um certo distanciamento, mas não é menos verdade que o magoa não o ter.
De certeza que foi um prazer ouvi-lo.
É de uma inteligência rara.

SONY disse...

Patti,

bem este Sr. faz-me lembrar algumas pessoas que leio assiduamente.

Não podería concordar mais :
"...É preciso ter vivido para escrever, mas também é preciso ter vivido para ler"

Que hajam sempre vozes à sua volta ou dentro dele!

Jito,

sony


* gostei da chamada dele sobre como se fala literatura, e como não se fala de outros Nobel como referiu.

Vekiki disse...

Patti, o ALA é um dos meus preferidos, de coração. Daqueles que eu quero conhcere pessoalmente. Não sei se vou conseguir, mas Amo este homem. Que bom teres tido esta sorte, deste Café com Letras! Foi onde?
Beijocas

ines disse...

passei para o café, as letras ficam para mais logo!.

(Excelente escolha de musica)

Teresa Durães disse...

uma bela homenagem!

pedro oliveira disse...

É sem dúvida um Senhor!Ontem também fui ouvir um Senhor,Nuno Crato, das ciências e da matemática em particular na apresentação do seu novo livro, a matemática das coisas.Nuno Crato, um comunicador nato e vibra a bom vibrar quando fala de matemática.
Que os professores utilizem o seu livros de histórias para semear o gosto pela matemática.
Desculpa fugi ao ALA,mas ontem fiquei maravilhado com o NC.

bjs bom fds

p.s.A Toda a vizinhança e porque estamos em casa da Presidenta, informo que a palestra do Professor Júlio Pedrosa já está disponivel em audio no vila forte.

Pitanga Doce disse...

Já percebeste que estás na profissão errada? Devias ter seguido o caminho da Literatura. Ou como professora, ou como escritora. Ou as duas coisas. És o que chamamos aqui de "rato de biblioteca".hehehe

Não vai nisso nenhuma ofensa óporamordedeus!

Será que esta música aguenta-se até hoje a noite? Quero ver se as luzes se acendem!

bom dia, Patti. Vou à guerra outra vez.

Gi disse...

Foi muito bom mesmo, vê-lo e ouvi-lo ao vivo!
Aquele sorriso, aquela voz, aqueles olhos a zuis e a simplicidade que muitas vezes só se adquire porque se viveu a morte de perto e então os pequenos nada valem ouro;
Provavelmente por isso nós fomos uns felizardos em podê-lo ter na Biblioteca de Oeiras.
Antes, talvez, isso não fosse possível.
Até logo.

paulofski disse...

Patti, costumo roubar uns minutinhos à minha hora de almoço para ver,ler e ouvir o ares. Hoje só deu mesmo para ver, e deixar os desejos de um excelente dia e de um bom fim-de-semana.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Ofereceram-me o livro no meu aniversário ( tenho a colecção completa- excepto as Crónicas) e já foi enriquecer a minha pilha de livros em lista de espera.
Já comprei outropara enviar à minha amiga Petra W. uma alemã absolutamente fanática por Lobo Antunes ( como eu...)
Tive pena de de não ter estado lá, mas a sua reportagem e a da Gi ( que também já fui espreitar) retratam de forma excelente o que se passou. Foi quase como estar lá.

Patti disse...

Salvo:
A voz de dentro e a de fora.

Paulo:
Ele referiu o Gonçalo, como já pudeste ler. E ele diz frases que nos deixam a pensar muito.

Ana:
Obrigada pelas palavras. Também ouvi esse discurso...ele a falar da maravilha que é a língua portuguesa, numa postura muita descontraída que nem sempre é habitual nele.

Blue:
Foi sim, óptimo ouvi-lo e por acaso nunca o achei triste.

Sony:
São pensamentos deste género que ele deita para fora, uns atrás dos outros. Acho-o brilhante.

Vera:
Não é assim tão difícil é só teres um pouco de disponibilidade e estares atentas a encontros deste tipo. Foi na biblioteca de Oeiras.

Inês:
Ok, passa mais logo que eu mantenho a música. Bjs :)

Teresa:
É a minha forma de o ver.

Pedro:
Pois fugiu. Mas sempre pode voltar depois, se tiver oportunidade e comentar novamente.

Pitanga:
Só mesmo tu Pitanga! :):):):)
Logo mantém-se a música, podes ir abrindo as luzes.

Gi:
Também adorei. Passou-se o tempo e nós sem notar, não foi? A MRP? Já lhe ligas-te?

Paulofski:
Bom fim-de-semana para ti. Depois voltas com tempo, mas olha que vale a pensa ler o post de hoje, não por mim, mas pelo ALA.

Carlos:
Oh Carlos a nossa reportagem está muito melhor que a da Visão (net) qeu ainda por cima tem alguns erros.

Si disse...

Patti,
Um relato empolgante daquilo que a maioria das pessoas considera uma "seca", comparando a serenidade destes eventos com o histerismo desmedido que há em sessões de autógrafos de bandas musicais pré-fabricadas, ocas e meio despidas.
Foi pena não poder lá estar, considerando que até estive aí bem próxima....

claudia disse...

Excelente relato!
A simplicidade de um autor e a clareza de uma narraçao!

O2 disse...

:) volta e meio venho ler-te, admito que as vezes quase te bebo, mas isso é normal por aqui, por aqui bebemos-te, por isso volto, não só pq tb gosto dele, pq concordo contigo é unico e aquele humor supera qualquer deslize anterior, mas porque as vezes tenho sede de te ler, e gosto, gosto de te beber as palavras.

Pronto é isso.

BEijo-te

Justine disse...

Excelente reportagem, Patti. Onde sobressai (nem precisavas dizê-lo) a ternura e admiração que tens por ALA. Também concordo que é um grande escritor.

liamaral disse...

Bem, apesar de triste por não poder ir, deixa-me dizer te que não foi preciso! Obrigada pela descrição! Fantástica!
:9 Beijinhos e bom fim de semana!

Filoxera disse...

Ai, Patti, tanto que eu gostaria de ter lá estado. Está visto que tenho de acompanhar o site da Biblioteca de Oeiras...
Boa reportagem!
Beijos.

Delfim peixoto disse...

Sempre bom rever e ler assim....

1/4 de Fada disse...

Vou confessar uma enormidade, provavelmente vou ser queimada viva na fogueira, mas não gosto dos livros do Lobo Antunes. Explicando melhor, não gostei nada dos primeiros livros dele e não li os últimos. No entanto, adoro as crónicas dele... E não se trata de dificuldade em ler o que ele escreve, porque sou uma leitora inveterada, leio qualquer livro por mais "pesado", maçador, difícil que seja. Simplesmente, os livros dele não me agarraram nem um bocadinho, foi uma embirração incrível. Mas terei que ler estes últimos, porque são tantas as pessoas que me têm dito maravilhas deles, pessoas em cujo gosto literário confio, que vou, obrigatoriamente, tentar de novo.

LeniB disse...

Vê lá se te lembraste de mim?!!
Bem que podias ter pedido um autógrafo para a cunhada...deixa lá...fica para a próxima e já me contento em ler as palavras dele citadas por ti.
bjs

cristina ribeiro disse...

Tenho de confessar que gostei mais de ler o post do que dos romances de Lobo Antunes. Já iniciei vários, mas só gostei de « Os Cus de Judas» e «Memória de Elefante». Já das Crónicas gosto.

susana catarino disse...

como eu ainda sou muito novinha tenho desculpa para ainda só ter lido dois livros dele ("manual dos inquisidores" e "eu hei-de amar uma pedra"), mas adorei ambos.. sim, é uma falha só ter lido estes mas há-de ser corrigida com o tempo:) muitos mais tenho na minha lista de livros-que-quero-muito-ler-e-que-já-tenho-cá-em-casa, só estão à espera que chegue o seu lugar na fila, onde todos os dias acrescento um ou dois:P

já alguma vez disse que adoro a forma como escreve? conseguiu transmitir tanta ternura neste texto que, com jeitinho, vou fazer o "conhecimento do inferno" passar uns lugares à frente na fila!

Violeta disse...

desde que li a sua entrevista à Pública fiquei mais curosa em conhecê-lo. Ainda vou a tempo.

Pitanga Doce disse...

Nem as luzes se acenderam, nem tu postaste depois da meia-noite.
Só Sinatra resistiu?

boa noite e...sonha Patti

Nativo disse...

Só podia ser Benfiquista eheh

Paulo Cunha Porto disse...

Querida Patti,
conheci-o há anos, o Pai dele e o Meu que tinham sido amigos de iinfância e mantinham uma tertúlia em Benfica, para evocar esses tempos, resolveram levar um descendente que pretendiam continuador. Achei o Homem diferente das opiniões que víamos reproduzidas em livros e jornais. Muito reverente em relação às tiradas paternas, essas sim próximas das que ele costuma expander. Como tinha dado uma entrevista duríssima a Clara Ferreira Alves, em que dizia que o único jornal que lia era «A Bola», para fazer conversa, perguntei-lhe se era verdade. "E só para ver o que se passa com o Benfica", respondeu-me.
Um Ser Humano assim tem de ter qualidades, para além das literárias...
Beijinho

Patti disse...

Si:
Olhe que pena eu não ter sabido disso!

Cláudia:
E na sua grandeza ele é mesmo simples.

02:
Obrigada amiga, que é feito de ti? Mandei-te mail noutro dia...

Justine:
E foi isso que pretendi transmitir.

Lia:
Ainda bem que gostaste. Bom fim de semana, também.

Filoxera:
Têm sempre encontros agradáveis. Obrigada. :)

Delfim:
E ainda bem. Obrigada.

Fada:
Ao contrário do que ele nos diz, os livros dele são difíceis, sim! Mas já viste o 'conselho' que ele deu para os lermos? Deixar fluir os sentidos ...

Lena:
Oh rapariga mas alguém te acha em algum lado??? :):):) Há quem ache...eu não!

Cristina:
Ele disse que as crónicas estavam condenadas, mais tarde ou mais cedo acabará com elas. Tb tive pena, mas olhe que ele não.

Susana:
Com a tua idade já leste mais Lobo Antunes que muitos outros. Por isso não estejas preocupada. E tu tb escreves muito bem, nem sp fácil de comentar por serem textos muito intimistas, mas sempre muito bem escritos e sobretudo sentidos.

Violeta:
Li a entrevista mal sai. Assim como vi todos os vídeos sobre este último livro. Não me veio trazer muito de novo, só aumentar a admiração, pois sempre o 'vi' assim.

Pitanga:
Eu disse que o Sinatra ficava. Quanto às luzes acenderam, mas não aqui. Beijinhos e acendeste as tuas?

Nativo:
Bem vindo ao Ares. Ele tem bom gosto.

PCP:
Gosto sempre de saber destas pequenas histórias. Li noutro dia umas notas sobre o que ele achava do Quique Flores, do Rui Costa etc e pois claro, um benfiquista tem de ser boa gente. :) Com bom gosto, sobretudo.

JC disse...

Bom texto, asemelhança de todos os que publica. Quanto a Lobo Antunes é um autor um pouco controverso. Pessoalmente gosto de alguns livros, outros nem por isso.

Pitanga Doce disse...

Não, Patti. Nem as luzes dos vagalumes. Tiraram férias.

mariam disse...

Patti,
magistral, este post! escrito com AMOR. Obrigada.
retenho ""Gostava de cada vez mais encher os livros de silêncios; silêncios para os leitores os preencherem como quisessem. Temos de aspirar ao silêncio para conseguirmos escrever livros a sério. O leitor é que é importante, não o escritor"."

sorrisos :)

Luis Eme disse...

gostei muito de te ler, foi como se lá estivesse, Patti...

Patti disse...

Jc:
Obrigada pelas palavras e que os livros dele despertam sentimentos contraditórios, é verdade.

Mariam:
Bebem-se as palavras dele de tão verdaeiras e simples que são.

Luís:
Ainda bem que assim pensas, foi esse o intuíto deste texto.

Teresa Coutinho disse...

Tive conhecimento deste blog exactamente através de um outro post sobre António Lobo Antunes. Fiquei rendida ao seu blog, que desde já tomo consulta frequênte.

Patti disse...

Teresa:
Bem vinda ao Ares. Volte sempre e obrigada pelas palvras.