quinta-feira, 23 de outubro de 2008

não metam o bedelho na minha cozinha

foto de carl warner

Não me lixem. Já vos disse que não troco as minhas colheres de pau por aquelas outras de plástico branco e insípido. Mas eu quero lá saber, que o tacho de barro da minha avó tenha chumbo! Estou-me nas tintas que a clara de ovo frito fique esturricada e aviso já que quando estou na cozinha ponho as mãos em tudo. Que se lixem essas luvas maricas de silicone e os destrói-bactérias com nomes estrangeiros impronunciáveis que viraram moda.

‘Tá bem abelha, é que me estão mesmo a ver a borrifar a gaita da alface com aquele spray estranho que agora vendem nos supermercados e que as meninas das hortaliças enfiam para lá no meio dos legumes para ver se nos enganam. Engolir minhocas nunca fez mal a ninguém, deve é servir de laxante. Da primeira vez até lhes disse, oh menina esqueceu-se aqui do limpa-vidros, entre o alho-porro e a beringela.

Raios partam as normalizações de Bruxelas, vê-se mesmo que não sabem o que é um bom prato de janquinzinhos fritos com arroz de tomate. Aliás, de tomates percebem muito pouco.

Vocês devem estar a gozar com a minha cara, quando me espetam com saquinhos chics de coentros e salsa no supermercado, a 1€. Mas eu tenho uma varanda enorme, num último andar cheio de sol para quê? Para me suicidar quando vir a conta do supermercado ou para a enfeitar com vasinhos saloios de coentros, salsa, hortelã, louro e alecrim, como boa portuguesa que sou? E se me chateiam muito a molécula, ainda faço contrabando com a vizinha, que tem um morangueiro, um tomateiro bebé e uma planta de haxixe que lhe ofereceu o namorado que é rastafari.

Só falta mesmo virem agora com ideias e dizer que também tenho de comer o pão e os espargos com faca e garfo. E por falar em talheres, devem estar à espera que eu em casa os utilize nas minhas divinais churrascadas para comer a bela coxa de galinha, as costeletazinhas sumarentas de borrego ou o entrecosto na brasa, com aquela carninha maravilhosa, agarradinha aos ossos. E mais, no final chupo os dedos e não é um nem são dois…são todos!
E olhem que já estive mais longe de organizar uma manif, equipada de fisgas à miúdo rufia e com troços de torresmos gordurentos.
É estufa para isto, é estufa para aquilo, qualquer dia tenho de comer vestida de astronauta para não apanhar nenhuma doença contagiosa, ou então ponho-me aos gritos a correr pela mercearia cá do bairro afora, só porque vendem melancias crescidas ao ar livre e maçãs apanhadas nas árvores.
Estupores dos homens, não tarda nada tenho de andar de bloco de notas em punho, com dois separadores; isto posso, isto não posso - isto posso, isto não posso.

Bem, é assim … se me inventam alguma anormalidade para os doces conventuais, eu juro que vos ponho a meter ovos pelos buracos do nariz e a chocá-los entre as pernas e as dobras dos joelhos.
Mas é que nem se atrevam a acabar com o arroz de galo pica no chão! E depois eu ia ao Minho e comia o quê? Cuscuz de galarucho benzoca que se passeia em fofa alcatifa de pura lã australiana?
Oh gentinha pindérica e mal nutrida, saiam da minha terra e vão lá para a vossa cozinha imaculada e muito zen, fazer uma grande rave party, com batidos de oxigénio e sandes de rúcula, enquanto eu tiro os restos de comida seca que ficou presa nas fendas das minhas ricas e toscas colheres de pau. Algumas até já estão pretas da velhice e do uso.

Ai que horror. Ai credo. Ai que nojo. Ai coitada.

Ai que parvalhões!

42 comentários:

Vekiki disse...

Podes crer Patti! Não há pachorra!
Eu que adoro colheres de pau. Que adoro mexer em tudo com as mãos (a minha Mãe não gosta nada de me ver na cozinha, mas isso são pormenores), que adoro provar, meter o dedo p'ra me certificar de q sabe bem! Também me preocupa pensar que qualquer dia não temos nada do que fazia parte da nossa tradição...temos que ir aproveitando enquanto a ASAE deixa alguns de fora da inspecção!
Beijocas

salvoconduto disse...

Agora é que me deste! Onde é que vou arrajar jaquinzinhos para amanhã para o almoço? Olha que me pode dar um treco! E arroz de pica no chão! Ai, ai ai, ai ai.

Com os jaquinzimhos marchavam um branco geladinho, com o galo um um maduro tinto.

Raio de mulher, que me desasossegaste!

Os "limpinhos" que não me apareçam cá em casa ou vão corridos com a colher de pau da marmelada!

mariam disse...

Patti,
uau, se calhar sou a 1ª a comentar este! adorei adorei adorei adorei e adorei!
é que também sou a maria das ervinhas-de-cheiro, dos canteirinhos misturando couves e amores-perfeitos, hortelã e chá principe com um pé de tomateiro, que de repente agigantou... LOL é que tenho uns micro-quintais e tenho a mania de por lá tudo...resultado, umas plantinhas lindas, mas mirraditas por falta de espaço!
na cozinha, também sou de improviso!!! é que não gosto de estar muito tempo nos cozinhados, por isso sou do género "várias coisas ao-mesmo-tempo" ... e, até nem sai lá muito mal! LOL

e a música vem mesmo a calhar!!! e fez-me recordar (tanto) bons tempos passados em lagos, à 18 anos, ia muito a um certo barzinho, onde passava muito REM...GENESIS... anos mais tarde, voltei...e a música mantinha-se também este na altura "novo" "mama"... ligo-os sempre a essas férias...

Obrigada! por me fazer recordar coisas boas.

bom resto de semana
um sorriso :)

mariam

mariam disse...

LOL
afinal já cá estão 2!
pois eu estava a fazer aquele lençol! nem me apercebi!
fica bem. :)

R.L. disse...

geniaaaal!

SONY disse...

patti,

adorei os janquinzinhos com molho de tomate. Peso o mesmo que meio saco de cimento mas gosto de comer bem e tudo muito saboroso, e também lambo os dedos...sabe tão bem!

Jito,
Sony

raios partam as mariquices...

Carla Silva e Cunha disse...

ola

passei por aqui e gostei do que vi

Parabens!

Carla

http://www.arte-e-ponto.blogspot.com

Gi disse...

Ai malheri que nã te conhecia est teu lado badalhoco, credo!
Fomos àquele restaurante vegetariano comer vegetais de garfo e faca para quê, eu tinha na mochila umas colherzinhas de pau que tinham ido tão bem com a comida!!!!
Vá lá que não fui antes lavar as mãos antes de comer, mas olha que tu bem me mostraste onde eram os lavabos. ;)

Si disse...

Já me ri até borratar a maquilhagem, o que para mim é um grande sarilho, ter de explicar a quem me entra pelo gabinete, o porquê de, logo pela manhã, me aparecerem, de repente, olheiras criadas pelo escorrer do eye-liner!!
Mais ainda, o que dizer, a quem me traz o chá com bolachinhas que a boca se me ensaliva é por um arrozinho de pica no chão, um churrasquinho com entremeada ou um cabritinho, em cama de barro, assado no forno a lenha da Bininha???
Isto são coisas que se façam a alguém?????? E agora?? o que é que eu digo??????

Teresa Durães disse...

lá está a tradição a perder-se.

ines disse...

passei para desejar bom dia, logo já venho "amanhar o peixe".

Um excelente dia por aqui!

Justine disse...

Espantoso texto, hilariante e muito bem escrito, que apesar do tom irónico é muito, muito sério. Isso que escreveste é um libelo contra a normalização, contra a ingerência, pelo direito de cada um viver a vida privada que escolhe.
Excelente!
(e já agora, já experimentaste o chá de canabis???Não há insónia que resista!)

Pepper disse...

É como o papel de jornal que embrulhava as castanhas!

No outro dia a Gi comprou um pacotinho e depois é que reparou que era um pacote de papel normal estampado a imitar o papel de jornal.

Estúpidos!!!

Essência Pura disse...

És otíma...nessa minha vida de correria, vim cá agora pela manhã (09:00h)e me dou risadas com tuas palavras....tbem tenho a minha colher de pau e minhas manias que a tecnologia não vai conseguir acabar...tens toda razão em cada ponto e virgula...parabéns

beijos

Miriam

de dentro pra fora.... disse...

Como está na hora de almoço, será que posso passar aí pela tua cozinha ,não para meter o bedelho mas para petiscar qualquer coisita...posso,posso!?

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Depois de uma boa gargalhada que este post me suscitou, vou despertar a sua inveja:
Como arrozinho de cabidela de pica no chão sem ter de ir ao Norte, porque a minha empregada cria-os em casa dela, ali para os lados de Vialonga. E traz-me toda a espécie de legumes ( tomates, tronchuda, alfaces, feijão verde etc) da sua horta. Quando os pousa em cima da mesa da cozinha, diz-me sempre: aqui estão os produtos biológicos. E ri-se com aquel gosto de minhota que não esqueceu as origens.
Quanto à normalização e ao Index alimentar que os tipos de Bruxelas nos querem impôr, deixe-me recordar-lhe que há pouco mais de duas décadas esses tipos achavam que a "dieta mediterrânica" era muito prejudicial à saúde.
Hoje, apontam-na como exemplo elementar a seguir. E, masi curioso, adoptam a Roda dos Alimentos criada em Portugal, em detrimento da Pirâmide Alimentar dos States!

Pitanga Doce disse...

E pronto(s)! Já irritaram a mulher!
Esta hitória do limpa vidros lembrou-me o filme Casamento Grego onde o homem curava tudo com o abençoado líquido, desde a unha encravada até a espinha que nascia na cara do noivo no dia do casamento.
Colher de pau sempre foi a melhor maneira de se mexer um doce de tacho, e o tacho era de alumínio ou cobre.

Quanto a "estranha" horta da tua vizinha, dá pra ficar rica. hehe

E aqui em casa, às vezes, tenho que meter os travões no Biólogo mas não é pela comida e panelas ou colheres. É pelas esponjas de limpeza, que têm que ser trocadas a cada quinze dias, e nunca, mas nunca mesmo deixá-las dentro da pia da cozinha ou há discurso anti-bacteriano.

Sem esquecer o caso das escovas de dentes e o tapete da banheira, quando cheguei aí, (lembras?) que tinha ido tudo à vida. hehehe

PORÉM, na hora do churrasco ele esquece dos talheres e mete o mãozão! hehehe

beijos Patti e sinto que ás sextas -feiras as luzes se acendem na tua cobertura. Ou não???

Tretoso Mor disse...

Patti,

eheheheh!

Nós rimo-nos desta tua abordgem magistral, mas não posso esquecer alguns restaurantes com óptimas condições que confeccionavam os pratos deliciosos que aqui referes e agora... t~em eceio de o fazer.

Para consolo apenas, conto-te que num restaurante onde costumo comer o arroz de cabidela á sexta-feira, o dono, meu amigo de infância, me segredava um dia. Estás a ver porque consigo continuar a servir o arroz? Naquela mesa ao fundo, os quatro que estão sentados são da ASAE e nunca questionaram os galos da minha quinta. Ah!... e estes pagam a conta.

Tretices tradicionais para ti

Coragem disse...

Ufaaaaaaaa, e eu a pensar que era a unica que seria um desastre na cozinha...
Ainda não aderi às modernidades comestiveis, adoro comer com a mãos e chupar os dedos.
Ai o churrasco, comer no pão, directamente da brasa. O frango, o entrecosto, até o salmão grelhado, me pede que meta os dedos.
Saio daqui mais aliviada, vês coragem, não és uma porca ahahahhaha

Sónia Pessoa disse...

Abaixo aqueles que algum dia se atreverem a acabar com as bolas de berlim na praia, não há outras como elas... Patti, nesse dia farei uso das tuas colheres de pau (se me deres licença) para correr atrás dessas tristes almas que querem acabar com o que há de melhor neste país... e viva o pica no chão!

paulofski disse...

Ah mulheriii qu'isso é que são palabras bem amandadas. Até pareces as bendedeiras do Bolhão, carago!

Estou-te a imaginar de avental, punhos cerrados à cinta, cotovelos de fora e em bicos de pés, à porta da tua cozinha, qual pegador de touros ao desafio, anda cá meu parvalhão... anda cá que até vais comer com os olhos!

em azul disse...

Eu também tenho dessas colheres de pau e gosto bem delas!
Diverti-me com as tuas palavras. Viva a fruta com bichinhos (tenho muita na quinta) e é deliciosa!
Um beijo
em azul

Álex disse...

LOLOLOL dá-lhe que eles merecem!
e se o garfo de pau fica com a tal da comidinha seca entre os dentes porque o scotch- britsh não chegou lá, é óbvio que com a faca se tira o resto e vai logo para o púcaro de barro (velho, usado e preto de quando ainda ía ao lume) onde estão os utensílios de pau todos, ao molho, imensos!!!
os de Bruxelas à minha cozinha não chegam e por isso lá há oregãos apanhados no campo no Alentejo, tachos de barro, uma panela de pressão ainda de alumínio grosso, várias tábuas de madeira também, só não conseguí ter louro num vaso (hás-de-me contar como é isso, é arbusto e não árvore) mas não faz mal porque arranco o meu tb. lá no Alentejo no meio do monte

1/4 de Fada disse...

No meio da correria que andam os meus dias, chego aqui e dou de caras com isto! pois eu também não largo a colher de pau por nada deste mundo! Já em relação ao churraso na mão, confesso que sou queque todos os dias e mais um, sou perfeitamente incapaz e que sou gozadíssima por isso por toda a gente, mas enfim...

Ka disse...

looool

Um post de um dos meus temas favoritos!!!!

A colher de pau mais velhinha que tenho não a troco por nada e se bem que haja alguns intrumentos de culinária que avançaram, outros há que com o tempo de uso ficam insubstituíveis!

As normalizações cada vez me irritam mais e muito feliz fico com algumas lojas aqui do Porto que aidna vendem debaixo do balcão o mel caseiro,sem certificação europeia . Só não facilito nos queijos frescos porque já apanhei uma brucelose senão...

Agora percebo a tua fotografia da bela couve portuguesa....era inveja...pura inveja :P


Beijosss

f@ disse...

Deliciosa imagem…

Couve roxa com cenoura ralada, arroz branco… algumas pétalas de amor per feito …luz de vela…
pala dar e ambiente tb conta…

Beijinhos das nuvens

Miepeee disse...

Ahahahahahaha, nao consigo parar de rir, este post esta fenomenal. Mas fiquei com agua na boca, mencionas-te tanta coisa boa que nao ha por aqui, olha eu comia tudo mesmo que tivesses as maos cheias de terra dos vazinhos com a salsa, coentro e afins.

liamaral disse...

Porcaria da Asae! Em vez de os porem a bulir mesmo... Não há mesmo pachorra!
:)

Fatima disse...

Como eu te apoio Patti! Este post sem papas na língua, é um excelente recado para certos fiscais que por aí andam..à conta dessa fiscalização, muitos sectores da economia Portuguesa estão de rastos, como por exemplo a produção de leite, onde as infraestruturas exigidas consomem 40% do custos de produção, as queijeiras, enchidos, doçaria, etc etc..
Curiosamente vamos para outros países da Europa, e os produtos típicos continuam de pedra e cal, servidos e vendidos em condições que aqui seriam impensáveis. E os desses países, dizem que até vivem melhor do que nós....

E remate digo que se a minha cozinha fosse fiscalizada, chumbava.
* Uso de colher de pau
* Uso de garfo de madeira
* Não uso de luvas
* Não uso de touca
* Não uso de "tábua" diferente
conforme o tipo de carne
Sei lá que mais.....

Paulo Cunha Porto disse...

Querida Patti,
deicioso post, no sentido mais lídimo do termo!
As culturas do Norte da Europa têm grande inveja da felicidade não-esterilizada da nossa. E daí a tentativa de nivelamento. Que é sempre por baixo, como se sabe.
Beijinho

BlueVelvet disse...

Seja pela manhã ou ao fim-da-noite, ler este post é delicioso. Mas não é pela comida. ( arroz de sangue?nhac)
Mas porque é de morrer a rir.
Mas o que tens tu contra as colheres de pau? As de melamina são muito mais higiénicas, e para bater doem mais.
Os jaquinzinhos fritos coma arroz de tomate, hum...que maravilha.Mas minhocas...
Entrecosto roidinho até ao osso? O que tens tu contra os rosados porquinhos?
Beijinhos vegetarianos

cristina ribeiro disse...

Como a compreendo, Patti! As maçãs bichentas, sem químicos, são tão mais saborosas do que as que vêm em embalagens muito bonitinhas, lustrosas, mas insípidas...

LeniB disse...

Eu sou a favor do pau, ou melhor das colheres de pau...tenho umas bastantes gastas, mas são as minhas preferidas. Parece que a comida sabe melhor quando envolta nelas, sei lá...tá a ver??
Também já me cansa tanta mariquice...
Quando pensares em fazer qualquer tipo de manifestação em defesa das velhas e usadas colheres de pau...conta comigo e com elas...as colheres, claro!!

Patti disse...

Vera:
Enquanto mandarmos na nossa casa, fazemos o que quisermos.

Salvo:
Vamos almoçar ao Carlos. Ora lê o comentário dele.

Maria:
Tens de me mostrar um dia essas maravilhas todas.

r.l.:
As colheres de pau? Também acho :)

Sony:
E que coisas óptimas temos nós em Portugal para comer e lamber os dedos.

Carla:
Bem vinda ao Ares.

Gi:
Eu queria comer tudo ao natural, tu é que não deixaste!

Si:
Tem de usar maquilhagem à prova de água e depois pergunta a quem lhe trás o cházinho se por acaso não se arranja um copo de tinto e uns peixinhos da horta! Ora tente lá perguntar.

Teresa:
Por mim, não se perde nada.

Inês:
Não te esqueças dos apetrechos todos.

Justine:
É realmente tudo muito estúpido e exagerado. Qualquer dia andamos todos cheios de doenças porque deixámos de ser imunes.
Quanto à planta, de vez em quando vem da vizinha um cheiro... ai vem, vem.

Pepper:
Olha essa ainda não tinha reparado. Realmente...

Miriam:
Ainda bem que a fiz rir. Guarde essas colheres de pau bem guardadas, que qualquer dia são relíquias.

De dentro:
Estás sempre convidada.

Carlos:
Já combinei com o Salvo e estamos à sua porta um dia destes.

Pitanga:
Coitada de ti, com esse biólogo em casa. Mas das esponjas até tem razão. Olha 6ª feira, vai ser um festival, vem ver que vais gostar.

Tretoso:
E a morada? Então é só para ti?

Coragem:
Segundo os senhores de Bruxelas somos um bocado para o porcalhão, ai somos, somos.
Que se lixe!

Sónia:
Viva! E bem-haja o pica no chão. Quantas colheres precisas?

Paulo:
Aqui não à Bulhão mas há Ribeira e muitos bairros tradicionais onde se arregaça as mangas e se sobe nos tamancos.

Em azul:
E são tão queridas essas minhocas, não são?

Álex:
É um arbusto pequenino que vai dando alguma coisa. E que saudades do cobre e do alumínio.

Fada:
Tu não me digas que viraste para os lados de Bruxelas?

Ka:
Pois linda, comida é contigo mesmo. E vê lá se me levaste a comprar mel por baixo do balcão, quando estive aí!

F@:
Também achei linda e apropriada.

Miepeee:
Tu não te engasgues de tanto rir. Quando vieres a Portugal vingas-te e pronto.

Lia:
A Asae não tem outro remédio senão cumprir ordens de Bruxelas, esses insípidos e deslavados.

Fátima:
Comentário perfeito, perfeito, perfeito. E viva a tua cozinha que a minha é igual.

Paulo Cunha Porto:
E é mesmo como diz. É vê-los deliciados com os nossos pitéus. Obrigada pela visita ao Ares.

Blue Velvet:
Quer dizer que almoçaste e jantaste o meu post. E a vegetariana é quem? Viva a colher de pau!

Cristina:
E têm cheiro não é? Nos tempos de hoje até parece milagre.

Lena:
'Bora ir na manif dos prof's com colheres de pau em riste?

Jotabê disse...

Sandes de rúcula?! BELHARC!!
Não gostas da rúcula? Que estranho, coitada da bicha, adequa-se tão bem à salada de agrião que acompanhava os tais janquinzinhos com arroz de tomate que referes, que a minha mãe fazia.
Sabes que uma vez, com o aproximar do meu aniversário, tinha para aí os meus 16 anos, resolvi convidar uns amigos e amigas para comer lá em casa. A minha mãe, pela ocasião especial, perguntou-me o que é que eu queria para o almoço com os amigos. E eu escolhi precisamente janquinzinhos com arroz de tomate e salada de agrião(a tal onde era adicionada a rúcula)
É uma das minhas comidas preferidas(a par dos pasteis de bacalhau)
Agora com a minha mãe velhota cabe-me a mim manter o que ainda se pode, das nossas comidas típicas
(lembrei-me agora das filhós pelo natal, que este ano já vou ser eu a meter a mão na massa)

:)

jocas

annie hall disse...

Ontem não consegui deixar o comentario , mas hoje antes de partir para um grande dia de "camponesa e jardineira" quero deixar-lhe aqui dito que ontem choramos a rir com a sua escrita.A multidão de admiradores aqui em casa aumenta e estamos "viciados" no seu blog , no seu talento.
Bjs Um bom fim de semana.

Borboleta disse...

Era deste tipo de escrita que ontem falava...ou escreves e fico sem saber comentar, ou então escreves e não paro de rir à gargalhada!!!

Pois olha que eu também tenho as colheres de pau e vou mantê-las!

Há coisas que vão mudando, mas há outras que na minha casa nunca mudam!

Filoxera disse...

Sempre em grande estilo e humorada!
Beijos.

susana catarino disse...

100% de acordo:P eu adoro cozinhar e não dispenso a colher de pau e as ervas aromáticas acabadinhas de apanhar... e quero la saber do que possam dizer sobre as regras e isto e aquilo...

mais um belo texto,obviamente!

O2 disse...

Parvalhões pá! Não sabem comer e ainda vem inventar cenas destas!
Raios q os partam pá!
Boa Patti, vai-te a eles!
beijooo

Ps: qd raio te candidatas a primeira ministra? aaiiiiii

Patti disse...

Jotabê:
Sandes de rúcula é blhéck, rúcula na salada não é. E grandes histórias contas tu sempre. Eu também faço tudo no Natal e adoro!

Annie:
Oh meu Deus, uma legião de fãs por aí? Então bom fim-de-semana para todos e boas jardinagens.

Borboleta:
Vês como comentaste! Guarda as colheres rapariga, nunca se sabe.

Filoxera:
É graças às colheres e à tradição. Beijinhos para ti e tudo de bom. Aproveita o fim-de-semana.

Susana:
E é assim mesmo! Tb adoro cozinhar.

02:
Então rapariga, andas desaparecida aí pelo Sul? Diz-me de ti, o que fazes, onde estás, aparece!!!!

Rita disse...

Ler este post a estas horas é no mínimo violento, já fiquei a salivar por todo o lado até porque jaquinzinhos com arroz de tomate é provavelmente o meu prato favorito e já não como há tanto tempo.
Concordo plenamente contigo, abaixo aquelas colherzinhas desenxabidas e as luvinhas abixanadas, lá em casa as colheres são de pau e as mãos mexem em tudo...
Jokas