quarta-feira, 17 de setembro de 2008

apologia às minhas letras


Estas letras vêm todas parar aqui da forma que lhes apetece. Como lhes dá na real gana.

Lentas e cuidadas, quando me deixam ficar sossegada, quando as junto todas para mim e as coloco como se tivessem voz, para conversarem comigo. E eu tola, ainda lhes respondo.

Cuspidas, quando se querem fazer entender ou como se a sua força, fosse capaz de ocasionar alguma alteração em coisa alguma. E eu ingénua, ergo bandeiras ao vento.

Em tom de brincadeira, quando estão prontas para uma qualquer festa de morfologia, sintaxe ou linguística. E eu solidária, dou-lhes boleia para o ecrã, batendo no teclado.

Preguiçosas e melancólicas, sempre que se espraiem e estendem por aqui, sob a forma de recordações nostálgicas, caracterizando imagens fotográficas registadas para sempre. E eu tranquila, repouso nelas.

Visionárias, quando nas aventuras que percorrem juntas me abrem os olhos e me preenchem o desconhecimento. E eu antes toldada, consigo agora antever.

Sombrias, quando se aquietam a olhar para mim e entendem que hoje não é dia para me importunarem. E eu recompensada, agradeço-lhes.

Com uma imensa gratidão. Assim. Alinhando-as como me pedem.


Não sou eu que as escolho, elas é que me escolheram a mim.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

até a última luz se apagar


Se eu pudesse de um momento para o outro, tomar uma decisão impossível, queria ficar até muito tarde neste mundo.
Não quero entrar pela via da agonia, mas detesto que a vida tenha limite.

Passagem. Término. Remate. Baliza.
Tantas vidas que queria viver.
Tantas músicas que gostava de ouvir e livros de ler e pessoas para conhecer e sítios para ir.
E emoções para sentir
Resta-me gozar das ofertas que mereci. E que conquistei.
Mas devia-se poder optar.
Até a última luz se apagar.
Ficar por aqui até querer.
Até morrer.
Mas sempre poder escolher.
Fada, senti assim o teu desafio.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

coisa pouca II


Depois de escrever o post sobre a correria que é o regresso às aulas e de ler os vossos comentários, opiniões e experiências pessoais, fiquei a pensar no assunto. É uma característica minha. Gosto de pensar no que escrevo. E no que leio. Até porque existem sempre vários lados de um mesmo assunto, que se devem ter em linha de conta e impulsos, precipitações e juízos com poucas bases resultam sempre em disparate.

Será que desta vez pensei demais, ou não é novidade para ninguém que na maior parte das famílias, sejam elas mais modernas ou mais tradicionais e apesar de algumas mudanças positivas, a sobrecarga de tudo o que diz respeito à família e principalmente aos filhos, cai ainda nas costas de nós mães?

Não é querer ser reaccionária, polémica, queixinhas de dodo em riste, sofredora e muito menos fazer o papel da coitadinha explorada, que aliás me fica péssimo.

É só uma mera constatação da realidade, numa sociedade em que grande parte das mulheres também trabalha fora de casa, por razões tão diversas quanto válidas.

Mas realmente há coisas que nunca mudam. Ou mudam pouco. Ou devagar. Muito devagar. Mesmo. Por responsabilidade de ambos os sexos.

Antes de mais, salvo já aqui as devidas excepções. E se as houver por aí, por favor aproximem-se e piquem ali em baixo onde diz comentários.

Continua a ser de nós mães que se espera toda a harmonia da casa, que vai desde tarefas domésticas maneirinhas, como lavar tectos e arear tachos, passando por criar filhos felizes, bem educados e lavadinhos e acabando no ritual da apanha do cocó do cão e na distribuição da alpista aos piriquitos. Tudo isto com ar feliz, impecável e sempre em forma. Tipo wonder woman, mas sem aquela parte das pirosas botas de verniz encarnadas.

Pessoalmente, sinto-me uma privilegiada, porque 75% do meu trabalho consigo fazê-lo em casa, aqui mesmo neste escritório, onde escrevo estas palavras. Sou dona dos meus horários e divido o meu tempo e disponibilidade entre mim e a família, sem pressões, presas e culpas. Foi a opção que escolhi, acarreta algumas desvantagens incluindo monetárias, mas não a trocava por um trabalho por conta de outrem. Nunca me arrependi e hoje cada vez menos.

Há ainda o caso de mulheres que estão em casa todo o dia e não param um segundo que seja, desde que se levantam, muitas vezes primeiro que todos os outros, até que se deitam. Por opção ou porque não tiveram outra alternativa.

Mas grande parte das mães trabalha fora de casa, com horários impostos, com responsabilidades que por vezes não permitem a mínima distracção ou falha sequer, com demoradas viagens em transportes públicos apinhados de gente, em filas de trânsito infinitas, com idas desesperantes a supermercados às piores horas do dia e só com o direito a três abdominais no ginásio da esquina, na fugaz hora de almoço.

O que me espanta é que tudo isto é suposto ser muito normal. As mulheres queixam-se e tal, respiram fundo, adormecem para cima do vizinho do lado no comboio, têm olheiras até ao queixo, passam os fins-de-semana a estender máquinas de roupa e tomam tudo de uma forma indelével. Em muito poucas, vejo uma reacção para modificar a situação, pelo contrário, alimentam-na. Há famílias onde não será de todo possível qualquer tipo de mudança na estrutura familiar, principalmente por razões de ordem social e de educação. Mas em muitas outras esse problema não se põe! Será que as mulheres ainda crêem na ideia, de que casar é começar a viver só para os outros? Acreditam em sinas e destinos do passado, destinos pré-estabelecidos pela sociedade e conformam-se simplesmente com aquilo que os outros esperam que façam, porque foi assim que alguém um dia lhes disse.

Quem já não ouviu a desculpa de uma amiga: ai amanhã não posso, porque tenho de ir com a minha filha ao dentista; hoje não dá, porque ainda não fiz o jantar; tenho de me ir embora, porque já estou atrasada para lhe dar o banho; não contes comigo, porque quando chego a casa, ainda tenho tudo para fazer; jantar de aniversário ao dia de semana? Nem pensar, então quem é que depois deita os miúdos? Fim-de-semana fora? Credo! E quem toma conta do meu marido e da minha filha?

Hello! Desculpem lá, mas hoje em dia, respostas deste tipo não deviam ser normais. Mas são. E ainda por cima são dadas por mulheres da minha idade e ainda mais novas. Primeiro não devem ter os homens em grande conta e pior ainda, a elas próprias. Por isso muitas vezes digo, que o peso que carregamos em cima de nós mães, será também culpa nossa. Tenham paciência, mas nunca ouvi respostas deste tipo, vindas da boca de um homem! Serão as mães completamente insubstituíveis e os pais completamente incapazes? Não acredito.

Então porque assumem tal papel? Também não sei.

Paizinhos, ‘bora ai trocar o verbo na pergunta e em vez de um: queres ajuda em alguma coisa, passamos a ouvir e aceitamos o: queres dividir o trabalho?

Era tudo tão mais fácil. Eles trocam o verbo da pergunta e nós, mãezinhas, deixamos de ter a mania que somos mães deles!

Quando andei nas voltas com o material escolar no hipermercado, vi que pelo menos quase todos os pais que estavam naqueles corredores, eram mães com filhos ou sem eles e de lista de material na mão. O único homem que vi, berrava com a desgraçada da filha adolescente, só porque ela queria os dossiers da moda em vez de escolher os que ele entendia e o problema ali nem sequer era monetário e sim falta de jeito, paciência e casmurrice. O cretino que reagiu assim, não o fez por ser homem, obviamente. Era mesmo assim de nascença, independentemente do seu sexo. Mas é um facto que os homens não têm muita pachorra para estas coisas de escolher uma caneta entre outras trinta, que para eles são a mesmíssima coisa. Mas se eu fosse até ao corredor dos artigos para carros, ou cd’s, ou vinhos …

Aliás, como a Cecília aqui disse e muito bem, para os homens aquilo é tudo igual, compra-se um caderno, uma bic azul, uma lapiseira e uma borracha e já está!

Meus amigos, isso era ‘dantes!

Outro exemplo, é tudo o que diga respeito a médicos e doenças. Otorrino, dentista, ortodoncia, oftalmologista, ginecologista, ortopedista, fisioterapeuta, radiologista, urgências de hospital, vacinas, tratamentos de enfermagem, análise clínicas, pensos rápidos, compras na farmácia e até picadas de peixe-aranha. Na maior parte dos casos quem vai com os filhos? As mães. Porquê? Não sei, mas gostava de saber.

Onde eu vejo uma mudança maior e até muito nítida, é no acompanhamento dos filhos pelo pai, às actividades desportivas. Caso seja ballet ou futebol. Há muito mais homens a ir pôr e buscar os filhos às actividades extra e muitos deles ficam lá durante o horário inteiro. Mistério!

Outro tema onde as mães estão em maioria, é no acompanhamento escolar dos filhos. A secretária é muitas vezes substituída pela mesa da cozinha. Ali estuda-se, fazem-se os trabalhos de casa e tiram-se dúvidas.

Enquanto isso, a mãe faz o jantar, dobra meias, engoma camisas e t-shirts, prega dois botões, atende o telefone às melgas da tv cabo, ou a sujeitos suspeitos que lhes oferecem prémios que têm de levantar a partir das sete da noite, fazem mimos ao gato e mudam a areia da caixa, estendem roupa, preparam o almoço da criança do dia seguinte, limam uma unha falhada há três dias, orientam o saco do ginásio, trincam uma maça, telefonam à mãe, pensam mal da sacana da colega do trabalho, pensam se ainda querem ter outro filho, pensam na factura da contribuição autárquica, pensam que ainda não marcaram a consulta de ginecologista, resolvem deixar de pensar, arrumam as compras na despensa, tiram dúvidas de matemática ao filho, telefonam outra vez à mãe, põem a mesa para o jantar, reparam que se esqueceram de comprar guardanapos de papel o que também não faz mal, porque vai com rolo de cozinha e tudo, assinam o teste de história, tentam perceber alguma coisa da novela das sete, ralham com o filho que espreita para os morangos com açúcar em vez de fazer os tpc, sonham com aqueles sapatos da montra, lêem um recado da directora de turma, telefonam a última vez à mãe, reparam finalmente que fizeram tudo isto ainda de saltos altos, atiram um beijo ao marido que acabou de chegar, cansadíííííssimo do trabalho e que lhes pergunta, então, o teu dia foi bom?

E depois disto tudo, ainda têm de ouvir bocas parvas sobre enxaquecas!

domingo, 14 de setembro de 2008

[23] há coisas fantásticas, não há?



Dizem que é para onde vai o nosso dinheiro. Dizem!

Até parece!

E depois?


Qual é o problema?

sábado, 13 de setembro de 2008

[10] bom fim de semana!

Setembro pode muito bem ser, entre outras coisas, o mês de retomar leituras mais específicas. Pelo menos comigo é assim. Não sei se é o fim do Verão que se vem aproximando, se o vento do cair da tarde, se o retornar aos hábitos depois dos dias mais leves de Julho e Agosto, mas apetece-me sempre pegar nas leituras mais condensadas, digamos assim e levá-las pelo Outono adentro.

Alguns desses livros são os do romance histórico, mas o mais sério e real, não o popular e vendável que prolifera por aí e que até parece que virou moda.

Em relação ao romance histórico nacional, os meus eleitos são três autores, cada um com o seu estilo muito característico.
Deixo-vos hoje com um deles e com duas das suas espectaculares obras.

Fernando Campos - O Grande
"A Sala de Perguntas" - É a fascinante viagem de Damião de Góis pela Europa, durante a segunda metade do séc. XVI, onde tudo se vive em simultâneo: a glória dos descobrimentos, os primeiros avisos da decadência e o início do fantasma da Inquisição.
Ele consegue colocar-nos a reflectir com os grandes pensadores da época e deixar-nos a pensar se o género humano progrediu assim tanto, desde aí até aos nossos dias.


"A Casa do Pó"
- Um drama ocorrido entre a nobreza, nas corte de D. Manuel I e de D. João III, é a base para esta história incrível e de um rigor factual sem falhas. Um mistério e desconfiança enormes, envolvem um homem que desconhece a sua ascendência e origem. Só o medalhão que traz ao peito poderá resolver este enigma.



Mais uma vez, um autor português pouco conhecido pela maioria de leitores e que fico sempre sem saber o porquê.

Quando por cá se escrevem obras destas, como é que os best sellers continuam a ser só e unicamente os Dan Brown desta vida?

Boas leituras.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

até segunda


Hoje foi o dia escolhido, deste magnífico mês de Setembro que eu adoro, para mais um dos meus passeios por Lisboa.
Destino? Talvez o Convento do Carmo, que está inteiramente recuperado e o Castelo, claro. Sempre o Castelo e o seu bairro castiço e envolvente. De gente genuína que nos olha nos olhos, quando tiramos dúvidas.
Aos miradouros de Lisboa, pelo menos a três eu vou de certeza.
E andar a pé, sempre a pé pelo irregular das ruas e passeios.
O meu amor pela minha Lisboa passo-o para a Beatriz desde sempre, visto morar actualmente mais longe da cidade, a uns 20 km.
Hoje vamos com companhia.
Ah e não levamos chapéu, o sol até tem estado fraquinho, por isso agarrem estes que vos ofereço com prazer.

é nisto que somos bons III


A Sara ficou em 5º lugar na prova do dia 10, nos J. O. de Pequim. Ver aqui a notícia.
O melhor resultado jamais alcançado no hipismo.
Vão dar-lhe os parabéns aqui.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

coisa pouca I


E lá vem ele outra vez.

Ele, é o fim das férias grandes. Já?

A vida retoma de novo num ápice, mas é que nem avisa, nem nada!

Acorda-se num belo dia às oito da manhã e acaba-se à meia-noite, com um molho de talõezinhos irrequietos a saltar da carteira, carregadinhos de euros, mas ao contrário.

Nesta semana infernal, optei por dividir o dia por secções.

Escola e afins:

Idas e vindas ao hipermercado para a compra do material escolar. Oh mãe que giro este dossier, posso levar? E os cadernos a condizer, também? E aquela caneta de gel roxo, compras? E o meu afia está estragado; a minha borracha mancha o caderno; o corrector secou; as micas acabaram; a fita cola perdi-a; a cola stick evaporou; o estojo tem o fecho encravado; a pasta de elástico é muito infantil; a pasta de micas não condiz com a mochila; o compasso não presta; o dicionário de inglês é para bebés; o de francês sumiu; a gramática é muito básica; livros, cadernos e folhas mil. Mas mochila não preciso, mãe! A minha está óptima, não gastes mais dinheiro!

Que alívio.


Check-ups:

52 análises, consulta de oftalmologia, consulta de otorrino, consulta de dentista e de ortodoncia, moldes dentários, radiografias, despiste de alergias, inchaço no dedo grande do pé, uma unha infectada, pele facial em mutação, atestado desportivo regular, atestado médico desportivo, receitas médicas, armação de óculos ultrapassada, lentes novas, para ler, para ver televisão e claro para o computador.


Actividades desportivas (são só duas e as mesmas há anos):

Oh mãe, o maillot este ano acho que já não me serve, eu posso tentar, mas magoa-me quando faço o battement tendus. Quando fazes o quê Beatriz? Os collants sem pé, têm malhas do joelho até ao tornozelo; as sapatilhas têm de ser da RAD, preciso de ganchos largos e da cor do cabelo e se puderes, compras estreitos também? E as redes do penteado têm buracos a mais, achas que podes comprar mais três?


Mãe, as calças de montar beijes, já me apertam muito na cintura e preciso de mais meias até ao joelho. As botas estão óptimas e o toque também. Ufa, que susto! Por acaso têm ideia do preço de um ‘toque’ de equitação? Ai mãe, gostava tanto de ter um cavalo… daqueles inteligentes e meigos que entendem todas as nossas indicações. GOSTAVAS DE TER O QUÊ??????

Mãeeeeeeeee, levas-me hoje ao treino dos sub-16 do horseball? Sub-16 Beatriz? Oh meu Deus, que ela cresceu!


Diversos:

‘Bora ao cinema, mãe? Almoçar fora, gelado, uma espreitadela (já agora), na moda de Inverno, na livraria, nos cd’s, bilhetes, pipocas, água …..

Chegar a casa, sacar qualquer coisa ao calhas do frigorífico, atirar para cima do fogão e deitar-me na cama, tal qual como estou e esperar que a natureza faça o resto.

Tipo: cair para o lado, desmaiar, desfalecer, entrar em coma...qualquer coisa serve, desde que fique inerte.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

convite, em papel conqueror vergé com marca de água, para visita à minha aldeia

foto de felber

Eu nunca me vou esquecer, como se desce a Rua do Século aos sábados de manhã.
O empedrado da rua, o barulho dos saltos no passeio que acordam aquelas casas brancas, as varandas de ferro com vasos de sardinheiras encarnadas que me espreitam, as portadas antigas de madeira pintada, os cantos escondidos, os táxis que levam os últimos ocupantes do Bairro Alto para casa, os cães vadios que abanam sempre a cauda e os gatos fugidios que me olham desconfiados debaixo dos contentores de lixo. E os sem-abrigo aos cantos, deitados nos cartões, enrolados em mantas cinzentas. As manhãs frescas que recebem no Príncipe Real a feira biológica, o sussurrar das árvores gigantes que nos dizem bom dia.
E nos enviam a brisa como presente.
Espreito o meu rio pela Rua da Emenda. Está lá sempre, o meu Tejo. Umas vezes azul e outras cinzento. Mas nunca sai dali, porque é nosso; dorido mas sempre pontual. Acho que ele chora. É como um cão maltratado, que volta sempre ao dono.
E chegar ao largo Camões, ver o eléctrico amarelo a passear e a gemer nos carris É o 28 que vai p’rá Graça.
Foi no Chiado que nasci. No coração da minha terra, mesmo no centro. Não sei sair dali. Fico presa ao chão, a olhar à roda, dependente não sei do quê. Lamento quando vejo a sujidade da minha aldeia, os estranhos que gozam mal um espaço que não é deles. Já não sei distinguir quem é de lá ou quem só se alimenta dela, a usa e a deita fora. Vai-se tudo embora ao fim da tarde. Mas dali não saio. Não quero. É meu.
Não gosto de mal agradecidos na minha casa. Não gosto dos que se servem dos recursos que a minha aldeia oferece, para depois de encherem os bolsos, dizerem mal dela quando partem. Não gosto de quem cospe no prato que comeu. Quem está mal que se mude. Nas outras aldeias também há pratos, com menos comida, mas há. Desprezo ainda mais os ódios à minha cidade, só porque ela é capital. Assim como os que a ela pertencem e não a defendem. E se é capital, será de todos. Não é ela que decide as raivas que acumula em cima de si, somos nós todos que lhas atribuímos. E isso é errado, totalmente errado. Ela é a cidade mãe. Nada tem a ver com as atitudes dos homens, só sofre com elas.
Connosco. E convosco.
Não quero os meus passeios conspurcados por aqueles que sobre ela proferem veleidades sem a conhecerem, que misturam temas, políticos e dirigentes desportivos, ideias confusas, mal intencionadas e atitudes facciosas. O amor à nossa terra nasce da vivência que temos dela, do que nela experimentámos, do que ela nos ofereceu de graça, do relacionamento diário de dias, semanas, meses e anos. De vidas e de mortes. De curas e doenças. De brancos e pretos. Nasce também do feio, do mau, do trânsito, do stress, das filas, das paredes manchadas, do abandono, do escape dos carros, de empregados mal-educados. Que se lixe do que é que nasce o amor à minha aldeia! Ela é imensa.
A cidade é como um filho. Eu sei dos defeitos dele, não preciso que mos indiquem. Olhem para os vossos. Não se resiste à beleza de Lisboa e quem o fizer não a merece conhecer. Ela não serve para arrogantes, mas para apaixonados.
Ali tenho o meu cheiro, a minha casa, a minha escola, os meus vendedores ambulantes, as minhas memórias do ‘sobe-rua/desce-rua’ de mão dada com a minha mãe, os meus lanches, as minhas compras de Natal, as minhas lojas, as minhas livrarias, as minhas retrosarias, o meu sol, a minha chuva, os meus mendigos e pedintes, os meus engraxadores, os ardinas, as varinas, os cauteleiros, os carteiristas do metro, os meus cegos que tocam pelas ruas, os meus Porfírios com a minha amiga, a nossa Casa Africana, os meus táxis pretos, os fantásticos croissants de doce de ovos da Bénard, o meu café no Nicola, os bitoques do Pic-Nic, os tijolos de marmelada na Tendinha, a ginjinha em copos que em tempos foram lavados à mão, os meus autocarros verdes de dois andares, os meus telhados de telha laranja que descem em escadinha até ao rio, o meu Parque Eduardo VII, os meus patos e pombos, as minhas esplanadas, as minhas papelarias, os cantores do metro, o meu castelo e a sua singular paisagem, única em todo o mundo, os meus bairros de roupa estendida nos varais, as varandas de ferro, as portadas de mil cores, as minhas sete colinas, os jacarandás em flor no mês de Junho, os miradouros, os meus elevadores, os barcos a remos do Campo Grande, a minha Avenida com o meu pai.
O meu Chiado a arder. Há vinte anos. As minha lágrimas.
A emoção sempre que por ali passeio é igual à do emigrante que regressa a casa. É arrepio inato, intuitivo, congénito, incontestável.
Ali fica o meu largo do coreto, é onde a minha banda toca, é onde o meu rancho dança, é ali a festa da minha aldeia.

É aquele burburinho de gente o meu folclore.

Sou de muitos sítios de Portugal, mas é daqui que serei sempre de verdade. Quero sempre nascer assim outra vez.
Sei que nunca vou deixar a minha terra-luz. Gosto de muitas outras, mas só a ela devo fidelidade.
É aquela a minha rua.
Como só Minha é Lisboa.
Então, convite aceite?
Adenda (9.20h): Esta vai comigo e sexta-feira lá estaremos nós mais a Beatriz, que adora estes meus tours tanto quanto eu.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

bem estar, no norte da península

foto minha

E então, lá seguimos nós no Alfa pendular, bem cedo no sábado, em direcção ao Norte da Península. A outra loura e eu.

Eu, qual puríssima e genuína moura, nascida no coração da minha linda e inesquecível cidade, no Chiado pois claro, ainda não conhecia muito bem o Porto.
A outra, que é beirã, ali bem do meio das cerejas gordas e encarnadas do Fundão, já sabia umas coisitas a mais do que eu.

Tenho vindo sempre a adiar uma visita a sério ao Porto, porque a minha curiosidade cai sempre para os locais mais pequenos, menos conhecidos e menos visitados. O ‘por conhecer’ atrai-me mais que o ‘muito conhecido’. Coisas minhas.

Quanto chegamos, só pedi duas coisas: ir à Lello, a razão de ser de eu ter este blog e de ir esplanar um tempo pela Foz e cumprimentar o mar deles que é o mesmo que o meu.

Os guias turísticos contratados, foram incansáveis e de uma disponibilidade sem limites. Começamos mesmo pela incrível Lello, com uma fachada imaculada e daí foi um sem parar de visitas da praxe que se impunham, como o Café do Piolho, passeios sem rumo entre as muitas ruas tradicionais da cidade, umas bastante vividas e outras mais abandonadas mas com segredos e particularidades de outros tempos, que o turista típico não sabe. Mas sei eu!

Deixámos espreitar os olhos pelas montras das livrarias, pelas fachadas de casas e prédios, janelas, varandas e portadas, que o guia nem imaginava que são dos meus olhares preferidos, por vários edifícios tradicionais, em dezenas de prédios antigos que nascem por ali a toda hora nos passeios, nas ruas estreitas e nas praças e que com imensa pena minha, se encontram muitíssimo degradados, o que me faz sempre pensar porque raio o património de uma cidade não é recuperado e se enterram milhões de euros em mamarrachos de arquitectura duvidosa, como a badaladíssima Casa da Música. Não é da música que eu duvido. É da casa dela!

Descemos pela cidade abaixo e ainda espreitei o rio, invadido naquele dia pelos aviões da Red Bull e acabámos no Palácio da Bolsa numa mui sui generis visita franco-castelhana, que nos levou até à minha luxuosa sala. Sala Árabe, se é que me entendem.

O prazer também passou pela tosta mista na Regaleira, ups...Francesinha. A verdadeira, a única, a mais antiga, a primeira. Um fino, a imperial daqui da mouraria, na esplanada do Magestic e éclairs maravilhosos, servidos em leitarias antigas, onde empregados sempre educados nos chamam de meninas.

Acabamos a noite com uma querida anfitriã, que nos proporcionou um sentido jantar. Estivemos ainda com a Inês, a verdadeira mulher Red Bull, a Joana e o Mr. Rabbit. Só gente simpática.

Ficamos entre amigos que queria muitíssimo conhecer, num encontro que se pautou por risos, abraços, lágrimas nos olhos, promessas e desejos, expectativas não defraudadas e instantes para não esquecer.

Falo dos tais breves momentos, muito rápidos até, que passam pela nossa vida e que a sensatez da idade nos avisa que temos de levar connosco.

E guardar.

E no domingo, será que foi mesmo verdade que esplanámos, no Homem do Leme, das 11h às 18h da tarde? Foi mesmo real, o carregamento de energias vindas do mar e do sol, que recebemos durante todas aquelas horas? Mas eu só tinha pedido uns breves esplanar e passeio para ver o meu oceano na vossa Foz!

E já agora, sabiam que eu tinha ficado por ali e jantado na vossa companhia, outra vez, não sabiam?

E com tudo isto, como é que vou conseguir dissociar a minha impressão sobre a cidade da que fiz dos meus queridos e prestáveis cicerones? Como é que descrevo o que vi, sem me deixar influenciar pelo carinho com que fomos recebidas, pelas gentes calorosas? Pessoas que tão pouco sabiam de nós, a não ser revelações em forma de post no blogobairro e que não nos deixaram um só segundo, desde a chegada a Campanhã até à partida de novo para Lisboa, no fim do dia seguinte? Como é que vou contar aos meus netos que aquela cidade, capital do reino visigodo, quando quer, até tem uma luz especial que brilha muito alto para receber quem vem por bem, ao contrário da imagem escura, sombria e invernosa que tínhamos dela? E que o futebol serve para muito pouco.

As cidades cujo passear sem rumo, nos levam na direcção de um rio, só podem ser especiais.

Como a vossa.

E como a minha.

E por isso, cá vos espero.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

vim e já fui ...


Olá vizinhança, vim só dar um OLÁ muito rápido, que ando num frisson que nem lhes digo.
Afazeres meus amigos, afazeres!
Piquem na imagem e aquela sou mesmo eu a dizer um adeus supersónico. Não pareço, mas sou!
Até amanhã.

sábado, 6 de setembro de 2008

é nisto que somos bons II


A Sara vai prestar provas nos Paralímpicos de Pequim, dias 7, 8 e 10.
Foi criado um blog (este) para enviar uma onde de energia positiva a todos os atletas, treinadores e familiares que lá estão. São eles os que mais medalhas trazem e os que mais lutam para prestigiar o nome de Portugal no desporto olímpico.
A Sara, obviamente também faz parte deste site. Peço-vos que o visitem e que deixem uma palavra de apoio e carinho.
Acreditem, que as vossas palavras valem ouro para eles e são de uma força e de um incentivo sem limites. O blog é a ponte entre eles lá e todos nós aqui. Comentem os atletas que quiserem, mas não deixem de visitar também o post sobre a Sara (25 de Agosto) e deixar-lhe o vosso pensamento.
Ela apareceu por acaso, aqui pelo Ares, quando andava a fazer umas pesquisas sobre si no Google e viu as vossas palavras no post que fiz sobre ela.
Ficou espantada e deixou a todos esta mensagem:

"Nem sei como começar...Estou sem palavras... Andava eu na procura de pequenas notícias sobre mim para colocar num site que está a ser feito por uns amigos que se ofereceram para ajudar, e encontro o Blog da Patti, que confesso que não conhecia!Primeiro que tudo, tenho que agradecer o seu apoio, todo o esforço e empenho que teve na divulgação desta modalidade que ainda não está tão desenvolvida a nível nacional, na qual tenho vindo a lutar pelo seu desenvolvimento e para não deixar " morrer na praia ".
Sem dúvida, o grande poder que a comunicação social tem sobre a população é indiscutível e sem eles o nosso trabalho e esforço seriam em vão. Agradeço, também ao Luís Castro, que apoiou esta divulgação e sem ele, a realização desta peça não teria sido possível e pelo seu apoio.E MUITO OBRIGADA a todos pelo vosso apoio e desejos de boa sorte.
Levarei comigo para Pequim todo o vosso apoio e dividirei com todos os outros atletas que também irão lutar por honrar a bandeira de Portugal, pois também o merecem, tanto ou mais do que eu...
Beijinhos Patti e para todos.
Sara Duarte"
Ela também virá ao Ares espreitar, por isso fiquem à vontade na caixa dos comentários e boa “viagem” até Pequim. Vou para fora, mas no domingo editarei tudo.

Vejam ainda o vídeo de apresentação da Sara, aqui.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

no meu ninho


Às 22.38 de ontem, recebo um sms a dizer o seguinte e passo a transcrever na íntegra: ”As meninas estão a ver a tourada. Depois irão dormir. Fiquem tranquilos. Boa noite!”.
A Beatriz foi dormir a casa de uma grande amiga, a Catarina e volta hoje ao fim do dia.

Já muitos de você sabem da paixão dela por cavalos, pela Dressage, pela Alta Escola, por limpar estábulos, acartar com bostas em palha seca, dar-lhes duche e escová-los, alimentá-los e se possível dormir a cheirar a cavalo. E também não é segredo, que o futuro dela, passará de certeza por eles, se não terminar mesmo ali.
Fora os cavalos, é uma apaixonada por todos os animais. Ama-os intuitivamente como eu, sem qualquer tipo de receio, seja cão, gato, coelho, formiga, borboleta, galinha, caracol ou formiga. É um amor inato e também promovido por mim. Isto é a mais pura das verdades. Nós não matamos uma formiga, uma aranha, uma lagartixa. Pegamos nelas e vamos pô-las na varanda ou nos vasos das plantas. Chamem-me maluca. Se existe dedicação pura e sem qualquer interesse é o amor ilimitado de um animal pelo seu dono. Mesmo que este, seja mais animal que ele e não o mereça. É um privilégio sermos amados por eles. Na minha família sempre o fomos e continuamos a ser. Sei por experiência própria, que a dor da sua morte não passa. Várias vezes o senti e ainda não me refiz da última.
E cheguei ao ponto de rebuçado deste post, do direito que lhe assiste à escolha e à sua própria opinião.
Não tenho de abrir a boca para nada. Só penso. Como é possível que ela adore tourada? Ela que é total e incondicionalmente apaixonada por todos os bichos! Ela, que se repara num animal na rua abandonado, chora e fica desconcertada, tal como eu com a idade dela e às vezes ainda hoje o faço. A resposta deve estar, atenção deve, porque também não sei explicar de outra forma, em alguma coisa que ela atinge e alcança para além do sofrimento do touro. É algo intrínseco à vida de quem lida com cavalos, de quem os cria, de quem trabalha com eles, de quem os domina, de quem os treina e educa. Chama-se paixão e sempre ouvi dizer que a paixão cega.
Quando na minha casa isto acontece, e estando eu a falar da minha própria filha da qual conheço os valores e os amores como ninguém, pela primeira vez consigo entender, mas não concordar, com algumas das razões dadas pelos aficionados da festa brava. Nós vemos uma parte e eles a outra.
Muito se fala das touradas serem proibidas ou não, que é um atentado aos direitos do touro e do cavalo, uma selvajaria medieval etc. Não é disso que quero falar, apesar de ser muito tentador. A tourada aqui, serviu só como um exemplo.
Exemplo para ilustrar o momento exacto em que os filhos nos ‘fogem’.
Escapam-nos como fumo, numa determinada situação que tínhamos como certa, num simples pormenor, quando estamos menos atentos. Eles crescem independentemente da idade e pensam por eles, tomam decisões diferentes daquelas que nós lhes ensinámos, explicámos e incutimos.
Sobem para o patamar seguinte, inerente à evolução do ser humano como livre pensador. É a consciência per si. Que a cada um pertence e a mais ninguém concerne
A maior prova de amor é deixá-la Ser.

Seguir, estar, produzir, calcular, existir, pensar, intuir, decidir, inventar, cair e levantar.
Deixá-la partir.
Errar e acertar.
Ainda não estou preparada para isto.
Nem nunca vou estar.
ADENDA: (09.35h)
Este post não é sobre touradas, só se refere a elas!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

[2] um dos meus melhores blogs fica . . . para hoje


Fui buscar novamente esta rubrica, que iniciei com o meu blog não nacional preferido, para falar de outro, desta vez português.
É um blog que visito desde o dia 8 de Março e identifiquei-me logo com a postura dele no blogobairro.
O que é isso de postura nos blogs? Não é nada!
Aqui quase que não existem regras, nem normas, nem preceitos e penso que praticamente nenhuma lei. As posturas somos nós que as tomamos.
Por isso, cada qual porta-se como entende, escreve o que quer, o que pensa, o que não pensa, o que os outros pensam. Há quem pense muito bem, quem nem sequer pense nada de jeito, quem se ache um filósofo pensador e até quem plagie o que nós pensamos. Isto sou eu a pensar, claro.

E como a grande maioria não se conhece pessoalmente, cada um tem a liberdade de tirar as ilações que mais lhe apetecer dos blogs alheios e de quem neles escreve. Tive há pouco tempo a quase certeza que a imagem de um blog só é dada até uma certa altura, a outra metade é criada por quem o visita, conforme as suas conveniências.

Muitas vezes, esse conhecimento de causa é um acto inconsciente. Identificamo-nos com alguns textos, com as fotos, com o tipo de abordagem aos temas, com a clareza ou com a subjectividade, com o que se passa na caixa dos comentários e fazemos o retrato. Gostamos, criamos empatia, construímos uma imagem e já está. O contrário também é normal; não nos agradam os textos nem os temas, a cor de fundo, as fotos, a música e já não voltamos. Eu por exemplo, raramente volto a um blog de fundo completamente preto com letras brilhantes e coloridas. Fere-me a vista. Preconceito? Talvez. Estou a julgar um blog pela sua imagem de apresentação e podem estar por ali textos fantásticos.

A partir daqui o que vai na cabeça de cada um é um mistério.
Há desde, apreciações e interpretações completamente absurdas e ardilosas a outras muitíssimo lúcidas e transparentes.
No blog de que falo, a postura que lá se pratica é a minha preferida. O porquê do seu autor escolher tal atitude para dar a cara por um blog, nunca lhe perguntei. Mas tenho cá para mim, que é por ser um cavalheiro.

Para além de ser um Senhor, é educado, bem formado, muito culto, viajado, excelente profissional, paciente com as nossas ‘bocas’ e brincadeiras e possuidor de um saudável poder de encaixe e de saber ‘discutir’ quando discordamos dele. Acho que nunca o vi, fazer valer-se da sua vasta cultura geral ou de qualquer outro tipo de vaidade, para responder com gabarolice a alguém, que provavelmente tivesse muito menos conhecimentos que ele, como por exemplo, eu.
As suas caixas de comentários em algumas ocasiões, são autênticos gládios, salvo seja, entre ele e os leitores. Às vezes, com vários comentadores ao mesmo tempo. Mais parece uma mesa de canastra. Outro post nasce ali, entre ele e nós. Tem Memórias, fala com Mochos, que a BueVelvet afirma ser uma iguana, troca palavras com o Papalagui, é intimo dos Taxistas, é imune às Picadas de um Escorpião venenoso e está a escrever um Dicionário. O resto vão lá ler.

Escreve de uma forma clara e objectiva. Não dá azo a dualidades. É aquilo, é aquilo, não teme condenações ou outras interpretações. É directo e franco nas opiniões que emite, assume-as perante os que o lêem, sempre que carrega no ‘publicar mensagem’. Se for polémico, tanto melhor, ele está lá é para conversar. Há posts, que eu percebo logo que escreveu zangado, outros divertido, outros a brincar e outros descontraído.
É irónico. Para mim a sua imagem de marca e a minha preferida. Sempre gostei de ironias saudáveis, deve ser do meu feitiozinho. Lá, também gosto de ser irónica nuns certos posts sobre regressos à pátria mãe … mas isso são outras viagens.

Discordo com ele algumas vezes, mas até nem foram muitas. Há alturas, em que não o posso visitar e comentar com a frequência que gostaria, pois ele ‘posta’ p’ra caramba e eu não pretendo chegar lá e depositar qualquer baboseira. E depois a minha reputação?

Linka abertamente nos seus posts, tanto frases da Fernanda Câncio, do Corta-Fitas, do Durão Barroso, do Alfredo taxista, da tia da pastelaria, do Patriarca de Lisboa ou da Pipi do blog da Kokó, concordando com elas ou revelando uma total dissonância. Sempre com o intuito saudável de debater, nunca de ofender nem de encetar guerras com ninguém. “Quando se opina, é um direito que se exerce. Opinar não é julgar, nem condenar, é tomar uma posição”.

Alguns dos que me visitam, também já conhecem o Carlos. A todos os outros digo, que se há blog que vale a pena ler, participar, debater e aprender é o Crónicas do Rochedo. Quem manda lá é ele, mas são todos bem recebidos e tratados da mesma forma. É só mesmo aquilo que está à vista. Ali não se brinca às escondidas.

Só tem um defeito. É do FCP.
E tenha lá paciência Carlos, que essa não lhe perdoo! Eu é que ando distraída com o meu lindo Quique Flores, de pele morena e de olhos negros ciganos e não ligo nada aos seus provocadores posts azuis. Mas pronto, tome lá uma música francesa, de uma cantora que provavelmente conhece e não se fala mais nisso.
Azul? Humpf! Não se fala de futebol.

Ah e tem de ir ao IKEA, (onde é que já se viu? Um jornalista de gabarito!) para depois fazer um post. Quem anda de metropolitano aos empurrões, a levar com o ‘desodorizante’ da populaça e arriscando-se que lhe caia gente ao colo, carregadinha de sacos do supermercado, também vai ao IKEA!
E então, minha ilustre, culta e meiga Fada? Satisfiz-lhe a curiosidade?