quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

velhos


Chamar velhos aos velhos não tem para mim qualquer intenção depreciativa, como antigo, que já não está em uso, fora de moda, antiquado, muito usado e gasto.
Completamente o contrário! É vivência, é experiência de vida, é conhecimento do mundo, é sabedoria, é sensatez, é passado que faz compreender melhor o presente e ajuda preparar o futuro.
O que detesto mesmo é a palavra "terceira-idade"! Já agora "última-idade", não?
É com enorme tristeza que vejo como os nossos velhos são tratados por esta sociedade de novos, belos e magros, célebres e ricos!
Que saudades, mas tantas saudades que eu tenho dos velhos que passaram na minha vida!Uma sociedade que renega e maltrata os seus velhos, é desprezível, é indecorosa é podre!

Não tem futuro!









terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

neste dia de alegrias e palhaçadas....


Provavelmente, num dia de folias como este, passou desapercebida, hoje nas notícias, a informação de que tem aumentado nos últimos anos, mais precisamente, nos últimos oito, o número de queixas de violência doméstica (87% de mulheres).
O que perfaz um aumento de participações, na ordem dos 11,2%, a maioria dentro da própria casa.
Só no ano passado, quase 27 mil queixas foram apresentadas (inclusive, mulheres, homens, idosos e crianças).
Se, por um lado, notícias como esta, no meu país, supostamente evoluído, me revoltam as entranhas, me escandalizam e me dão vontade de as esfregar na cara daqueles que dizem que é uma injustiça existir o dia internacional da mulher, argumentando com frases do tipo: "Então e a igualdade de direitos entre homens e mulheres?". Como se uma coisa tivesse a ver com a outra.
Por outro lado fico satisfeita, porque estas mulheres (e as outras vítimas, apesar de serem uma minoria), venceram o medo e a vergonha, mas tiveram a coragem de denunciar os seus abusadores.
Mas ainda assim, as nossas autoridades não têm conhecimento da maior parte destes casos, porque continua a ser um assunto tabu da nossa sociedade e porque não escolhe estratos sociais.
Acontece que muitas das vezes a verdade só é conhecida quando já não há mais nada a fazer e a vítima morre.
É necessário saber que em Portugal, já morreram 50 mulheres vítimas de V.D., nos últimos dois anos.
Felizmente a atitude perante estes casos nos hospitais, autoridades policiais, tribunais e na própria sociedade, é hoje muito mais positiva, compreensiva e eficiente do que há algum tempo atrás, apesar de ainda haver muito terreno para desbravar. Denuncia-se, acompanha-se e protege-se.
A velha frase "Entre marido e mulher, não metas a colher", vai acabando, felizmente.
Podia ficar a falar deste assunto e de todas as suas vertentes, eternamente, porque tenho pano para mangas.
Mas prefiro deixar aqui esta pérola educativa (enviada por mail), retirada das revistas femininas da época, que foi vivida, de certeza, na íntegra pela minha querida avó.
Então apreciemos:
-Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas (Jornal das Moças, 1957).

-Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar o seu carinho e provas de afecto (Revista Cláudia, 1962).
-A desarrumação, numa casa-de-banho desperta no marido vontade de ir tomar banho fora de casa (Jornal das Moças, 1965).
-A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas. Nada de incomodá-lo com serviços domésticos (Jornal das Moças, 1959).
-Se o seu marido fuma, não arranje zanga pelo simples facto de cair cinza nos tapetes.Tenha cinzeiros espalhados por toda a casa (Jornal das Moças, 1957).
-A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar a uma mulher que não tenha resistido a experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, como ele a idealizara (Jornal das Moças, 1962).
-Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não gostará de ver que ela cedeu (Revista Querida, 1954).
-O noivado longo é um perigo (Revista Querida, 1953).
-É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido (Jornal das Moças, 1957).
E para finalizar, a cereja em cima do bolo:
-O lugar da mulher é no lar. O trabalho fora de casa masculiniza (Revista Querida, 1955).
Apesar de tudo, não somos todos muito mais felizes agora?
Ao menos ganhámos a hipótese da escolha!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

museu berardo [filha-2]


Depois de muito andarmos, fotografarmos, comentarmos e opinarmos, fiquei a olhar para a parede onde estava 'isto' pendurado.
Eu sei que as obras ali são essencialmente contemporâneas e até adivinhava que não ia gostar de muitas.
Não sei se foi do cansaço de já termos visto tanta coisa, ou de já estarmos no final da exposição, ou se foi falta de sensibilidade ou de intuição, o que eu sei é que não achei mesmo piada nenhuma 'aquilo'.
Já viste Beatriz, mete-se uma almofada dentro de um saco qualquer, arranja-se uma moldura, pendura-se na parede e é ARTE.
Volto as costas e sigo caminho para as últimas salas.
E ela ficou.

Oh mãe, isto representa os sem-abrigo, que têm de andar todo o dia com as coisas deles nos sacos, para não lhes roubarem nada e depois à noite poderem ter tudo para dormirem outra vez.
Uma almofada é muito importante pra eles, tem muito valor, é como se fosse uma obra de arte. Não a podem perder.

Fiquei especada a olhar para ela, voltei atrás e tirei esta fotografia.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

porque é que nunca seremos iguais...


Todos nós sabemos das diferenças existentes entre mulheres e homens. Eles não são piores nem melhores que elas e vice-versa, mas sim diferentes. O que seria até do mundo sem uns ou outros, nem quero pensar! Dizemos que eles são egoístas, nunca perguntam os caminhos e são incapazes de encontrar o pacote de arroz na despensa. Eles, que nós somos emocionais, fazemos um drama por qualquer coisa e que passamos o sábado nas compras e só trazemos uma peça p'ra casa. Eles dizem a velha piada que casaram com duas mulheres, porque a sogra vem na promoção e nós dizemos que eles já têm mãe e que não somos nós de certeza! Enfim, poderia estar aqui eternamente, mas existe uma diferença que eu acho notável e digna de ser registada, foi-me enviada por mail e aqui vai:
---A mãe e o pai estavam a ver televisão, quando a mãe disse: "Estou cansada e está a fazer-se tarde. Vou-me deitar." Antes, passou pela cozinha e preparou umas sanduíches para o almoço do dia seguinte da escola, tirou o peixe do congelador para o jantar do dia seguinte, preparou a mesa para o pequeno-almoço e deixou a máquina de café pronta para a manhã seguinte. Separou a roupa para lavar e pregou um botão que estava a cair. Guardou a agenda do telefone e aproveitou para regar as plantas, despejar o lixo, pendurar uma toalha e dobrar alguma roupa. Bocejou, espreguiçou-se e foi para o quarto. Parou ainda na secretária e escreveu uma nota para o professor, pôs num envelope o dinheiro para uma visita de estudo e fez uma pequena lista para o supermercado. Entretanto, o pai, lá da sala, disse: "Pensei que te tinhas ido deitar!" "Vou a caminho", respondeu ela. Certificou-se de que as portas estavam fechadas. Espreitou para o quarto de cada um dos filhos, apagou a luz de um candeeiro, pendurou uma camisa, conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava a estudar, fez-lhe perguntas para o teste do dia seguinte e combinou as horas que ia buscá-lo ao treino.
Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou a cara, pôs creme, lavou os dentes, limou uma unha partida, folheou uma revista e começou a ler o livro. Por essa altura, o pai apagou a televisão e disse: "Vou-me deitar."

E foi...sem mais nada.---

Até podia ser eu a escrever, ou tu, ou ela, ou mais não sei quantos milhões de mulheres.

Mas não, foi alguém anónimo e eu gostava de pôr o seu nome aqui em baixo!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

"isto" hoje nem tem título

Ontem bati com o carro! Felizmente, nada de danos pessoais.

Mas hoje não venho! Estou na fase do digerir ...


Estou na fase do digerir ...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

spam e as letrinhas de verificação


Eu peço desculpa aos meus vizinhos comentadores (poucos ainda, eu sei, mas bons), por terem sempre de introduzir aquelas letrinhas irritantes nos vossos comentários.


Eu só ainda estou nisto dos posts no blog, nem há duas semanas (na cusquice já andava há muito), mas não é que existem por aí umas melgas valentes a dizer que eu posso ganhar rios de dinheiro se trabalhar a partir de casa? E ainda outros muito solícitos, a pedir para eu mudar de operadora de telecomunicações?

Já para não falar dos sujeitos que me querem vender objectos estranhos.

Já estou a tratar do assunto, mas enquanto vai e não vai...

dias mais compridos



É tão rápida esta passagem do tempo, que só há pouco é que tomei atenção de que os dias estão mais compridos.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

alexei yagudin - the man in the iron mask, 4 notas máximas!

Quando vi isto em directo, em 2002, vieram-me as lágrimas aos olhos.

E hoje, confesso, vieram-me outra vez.




alexei yagudin - a perfeição afinal existe...

Não adoram o Youtube?




terça-feira, 29 de janeiro de 2008

[2] vidas imaginárias...


Vou contar-vos daquela vez em que a Modesta, a sogra do D., foi no Carnaval visitar uns primos às Américas, a Newark.

'Táva uma felicidade naquela casa, que só visto.

Que inveja. A Beatriz e eu estamos desejosas de lá ir, estamos fartas de dizer ao D.

Oh mãezinha, não se esqueça, dos postais, nem das fotos da prima Milú, nem das fotos dos filhinhos dela, não se esqueça de levar a dentadura e os comprimidos p'ró colestrol e p'ró enjoo, olhe que pode 'fomitar"' no avião.

E a Modesta, de ar complacente e completamente atarantada, fazia tudo o que lhe diziam. 'Tava um bocadinho assustada, porque o mais longe que tinha ido, fora à excursão com o D. e a Sãozita a Badajoz, quando compraram a sevilhana, para cima da colcha de cetim, sim, aquela, do episódio [1].

Pronto, mas isso já lá vai.

Oh 'vó, traga-me uns 'ambúrgues' americanos! - pediu o Rúben.

Oh rapaz, que disparate é esse, isso é lá coisa que se peça - berrou-lhe o D.

Oh homem, deixa o miúdo, tadinho ele não entende.

Na brinca, vó. (O que é que ele disse?)

E eu quero um fato para levar à festa dos bombeiros, no Carnaval - grita a Elisete.

Já te disse que vou aproveitar a colcha de cetim que o teu irmão 'fomitou', tá toda lavadinha e não perdeu o brilho.

'Ganda pausa, mãe (O que é que esta disse, também?), até já 'tou a ficar enjoada.

E tu amori, coisinha fofa da mãezinha (E depois eu é que sou chata!), o que queres pedir à avó? - disse a Sãozita ao Ígor.

Tadinho, ainda 'tava fraquito desde o último episódio. Já se sabe que foi da figadeira.

(Pudera, coitado do miúdo, só come pratos transmontanos a toda a hora).

Mas a surpresa das surpresas ainda estava pra vir, então não é que o D. já tinha ido a Nova Iorque com o seu amigo B. ('Ca ganda lata, então já lá foste?), quando este andava no contrabando e tinham-se divertido à fartazana (Calculo) Sabia falar até muito bem e deu logo umas dicas à sogra. (Olha p'ra ele, armado em carapau de corrida).

O primo Á'gusto, vai buscá-la ao aeroporto, mas se acontecer alguma coisa, tem aqui a morada da casa e como se pergunta onde é o metro. A pronúncia é assim, ora ouça:

Plize, ué're ise da sabuei steichón?

Oh filho, diz lá à mãezinha como se pede comida, diz lá que tu sabes tão bem. Ouça, mãezinha, ouça só isto.

Se o primo se atrasar a ir buscá-la e tiver fome vai e diz assim:

Guimi a couque and a stéique, plize.
Oh paizinho, não sabia nada que falavas estrangeiro.

(Nem eu, nem eu. A minha alma 'tá parva).

A família embasbacada. Ele há cada surpresa. (Eu então, ainda nem me recompus. Estou pregadinha à cadeira).

Agora ouça, que isto é importante: se perder os documentos, procure logo um polícia, há lá muitos (A lóte of dem!) e diz bem alto:

Fók! Ai lóste mai fókin peipers e não se preocupe mais com o resto.

(Mas onde é que esta alma, soube disto tudo? Se até em Espanha ele diz logo,Vai lá tu, vai lá tu).

Foi o êxtase! A Modesta toda emocionada, guardou logo o papelinho com aquelas dicas preciosas, a Sãozita até derramou uma lágrima, a bem dizer o D. não tinha feito a escola até ao fim, mas era um homem a sério, (Ah valente) havia de contar tudo à Maricarmén, os filhos então só diziam:

Oh pai, diz lá mais coisas em americano, diz lá.

E chegou a hora de levar a Modesta ao aeroporto. Foi a família toda, claro está (Não se esperava outra coisa. Que lindo, deve ter sido cá uma festa. Ganda rambóia).

E depois de beijos, abraços, lágrimas, fungadelas e as últimas recomendações, (desgraçada da mulher) os netinhos gritaram em coro:

Áve a fókin ctei dére

(Sans óf a bitche).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

ontem à noite na MINHA casa só se gritava de felicidade......e não era eu!


Ontem à noite, um clube de futebol de bairro, com a cor verde Ganhou a outro clube de futebol de bairro, com a cor azul. Do mal o menos!

Mas para mim, tinham perdido Os Dois.



domingo, 27 de janeiro de 2008

sábado, 26 de janeiro de 2008

antigas instituições, Uni-vos: vamos ajudar o Nuno!


Pois é, eu concordo com o Nuno!

Antes da ASAE, já haviam no nosso país muitas instituições.

E não era só a velhinha colher de pau. Não.

Para além dela, já havia o rolo da massa, o corta massa p'ra fazer pastéis e o salazar, este, a ASAE também gosta muito.

Mas há muitos mais. Tive que fazer umas perguntas à mãe, vasculhar nos baús da avó e até fui hoje de manhãzinha dar um pulinho à feira da ladra. Mas consegui reunir muitas outras instituições, algumas coitadas, já na reforma, mas aceitaram todas juntar-se à causa do Nuno.

E passo a enumerar:

o alguidar azul com cordel para pendurar na parede, o filtro de pano crú do café, a cafeteira de esmalte, a tina de folha de alumínio, o papel pardo, o bicarbonato de sódio, a salgadeira, as pegas de crochet, o petromax, as forminhas de alumínio, as molas da roupa de madeira, o tanque da roupa de cimento e o seu amigo sabão azul e branco, o regador de plástico, o borrifador da roupa, os saquinhos de alfazema, a caçarola de cobre, o fogão de carvão, o cabaz, os rolos do cabelo, a panela preta de três pés, as bolinhas de naftalina, a lamparina de azeite, a pia, o dedal, o ovo de madeira para coser meias, o candeeiro de petróleo e muitos mais que os vizinhos do blogobairro me vão dizendo.

Ah e claro, o sabonete Patti.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

primeira aventura nos transportes públicos [filha-1]


'Bora hoje ao Oceanário?

'Bora mãe.

E vais andar pela primeira vez de comboio, metropolitano e de autocarro.

A sério?

Claro que era a sério. E fomos... e entramos no comboio.

Oh mãe?

Diz.

Porque é que os sofás são verdes, porque é que o teu bilhete foi mais caro que o meu, onde 'tá o senhor que guia isto, as carruagens não se despegam nas curvas, como é que o senhor sabe que queremos sair...

E então, lá entrou um pedinte, apenas mais um dos que povoam os nossos dias e que nós já nem notamos. Era um rapaz novo, sem uma perna, que usava muletas e que fazia todos os dias o mesmo discurso aos mesmos passageiros.

Olha Beatriz, vêm aí um senhor pedir dinheiro, é pobrezinho, (como aquele que às vezes vai pedir comida lá à porta), não tem uma perna e está muito sujo, a mãe vai dar uma moeda, mas tu não fiques a olhar muito para ele, que ele pode ficar triste.

E assim foi, olhou pará janela e ao mesmo tempo baixava a cara e tentava observar o rapaz. Nada de dar nas vistas.

Chegámos à baixa, almoçámos no Chiado e fomos para o metropolitano.

Mal entramos...

Oh mãe?

Diz.

Porque é que este comboio anda mais depressa que o outro, porque é que 'tá escuro, este senhor também sabe onde vamos sair, e a cidade não nos vai cair em cima, e se houver um terramoto, e o marquês já sabia que ia haver metros e quando arranjou as obras fez logo estes buracos...

E lá entrou um ceguinho a pedir, com a sua bengala branca, a caixa das esmolas ao pescoço e a cantar alto.

Eu não disse nada.

E ela, também nada fez. Olhou muito rápido, viu e calou.

Mudámos de metro na Alameda, para a Gare do Oriente.

Entramos no novo metro e...

Oh mãe?

Diz.

Qual é o doentinho que vai aparecer agora?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

para imprimir, aumentar três vezes (tipo poster), emoldurar e pendurar na porta de entrada! Ah...e oferecer no Natal às amigas!


Um homem chegou a casa, vindo do trabalho e encontrou os seus três filhos a brincar do lado de fora, ainda com os pijamas vestidos. Estavam sujos de terra, rodeados de embalagens vazias de comida "take away".

A porta do carro da mulher estava aberta. A porta da frente da casa também.

O cão tinha desaparecido, não veio recebê-lo.

À medida que entrava em casa, encontrava mais e mais desarrumação.

A lâmpada da sala estava fundida, o tapete estava enrolado e encostado à parede. Na sala de estar, a televisão estava ligada aos berros no Canal Panda e o chão estava a abarrotar de brinquedos e roupas espalhadas.

Na cozinha, o lava-louça estava a transbordar de pratos, ainda havia restos do pequeno-almoço na mesa, o frigorífico estava aberto, havia comida do cão no chão e até um copo partido em cima da bancada da cozinha.

Já p'ra não contar no montinho de areia ao pé da porta.

Assustado, subiu as escadas a correr, desviando-se dos brinquedos espalhados e de peças de roupa suja.

Será que a minha mulher se sentiu mal?

Será que aconteceu alguma coisa grave?

Então, ele viu um fio de água a correr pelo chão, vindo da casa de banho. Encontrou mais brinquedos no chão, toalhas encharcadas, sabonete líquido espalhado por toda parte e muito papel higiénico na sanita. A pasta de dentes tinha sido usada e deixada aberta e a banheira transbordava de água e espuma. Finalmente, ao entrar no quarto de casal, ele encontrou a mulher ainda de camisa de dormir, na cama, deitada e a ler uma revista.

Ufa, que alívio!

Ela olhou para ele, sorriu e perguntou como tinha sido o dia dele. Ele olhou para ela completamente confuso e perguntou que diabos havia acontecido em casa para estar tudo numa bagunça.

Ela sorriu e disse: -"Todos os dias, quando chegas do trabalho, perguntas-me o que é que eu fiz o dia inteiro dentro de casa."

Ok e depois ?

Bom... eu hoje não fiz nada !

Anónima (sssssssssssss................)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

a Coluna do lado Direito do Blog ganhou, mas a Enxaqueca continua.....



Vejam lá que compostinha 'tá a ficar a minha Coluna do lado Direito do Blog!

:) :) :)

e o post de hoje é: A Coluna do lado Direito do Blog ou a minha Enxaqueca? quem ganha?

Bom! 'Tive quase para não vir. 'Tou cá com uma daquelas dores de cabeça.

É que eu, uma assídua cusca de blogues, pensava que isto de ter um era bem simples.

Que se resumia unicamente a definir um género e depois toca lá de editar uns posts de vez em quando.

Erro Crasso.

Antes Fosse.

O mais fácil é de facto editar os posts e ter ideias para eles, com isso até estou à vontade (por agora), mas e a Coluna do lado Direito do Blog?

Sinceramente. Eu não estava nada preparada para o trabalhão que me dá a Coluna do lado Direito do Blog.

Juro que não estava.

É que um 'bloguer' que se preze não pode relaxar-se com a Coluna do lado Direito do Blog.

É muito importante. E a minha Coluna do lado Direito do Blog está ainda incompletíssima. Eu sei que só comecei na segunda-feira, mas o que é que querem? Não estou satisfeita, não é?

Pois, é assim como assim o nosso cartão de visita, são as nossas escolhas de outros blogs, os nossos vídeos, os nossos artigos favoritos, os nossos (é só um instante, volto já, vou só lá pôr mais um blog que me lembrei agora).

Pronto voltei! Onde é que eu ia?

Ah, claro, é uma parte essencial, se calhar não é muito importante para quem nos visita, mas para mim tem de ser muito bem escolhida.

Por exemplo, o título dos elementos de página? Ontem mudei-os p'rái umas 5 vezes. E hoje (não fosse esta maldita enxaqueca....) vou pelo mesmo caminho. É porque este não condiz bem, é porque aquele fica melhor ou então é melhor o outro que já tinha pensado ou... (estou agora aqui a pensar num título bem giro, são só 2 minutos, prometo).

(25 minutos depois).

Voltei. Agora ficou melhor. Aii a minha cabeça. Já não vejo broa.

Outra cena são as cores e os tipos de letra. Coisas de mulher, claro.

Mas que é uma preocupação, é.

Ora, não se vai escolher assim: fundo branco, letra verdana, preto, bold, small. E pronto.

Que disparate.

Isso é que era bom. Coisas de homem, claro.

E agora o trabalhão que isso deu? Não estão bem a ver.

Ponho azul, depois violeta, depois verde, depois cinzento, depois roxo, depois... (é só mudar para cinzento escuro, juro que é definitivo e volto num golpe).

Ficou bem mais giro. Também tentei o preto total e o azul pavão e o encarnado sangue de boi, mas gostei mais deste, é porque assim a foto do título do blog destaca-se mais.

E escolher a foto? Tenho umas três mil. E agora seleccionar A Tal?

...Fechei os olhos e piquei ao calhas.

Mentirinha! Era incapaz. Pensei logo que a foto tinha de fazer 'pendant' com as cores da letra.

Por acaso, vou mudar a cor da data para verde escuro porque fica lindamente com as folhas que estão na foto.

É muito rápido. Nem vão notar que sai um instante.

Fiquei satisfeita. Está giro.

Os meus olhos de repente diminuíram de tamanho e piscam imenso, tenho dentro da cabeça uma barra de word onde diz ficheiro, editar, tipo de letra, sublinhado, itálico, formatar, inserir imagem...nunca pensei.

Vou só acertar mais uns pormenores, são os últimos de certeza, é impossível dar mais voltas à Coluna do lado Direito do Blog e depois vou fazer compressas de água fria.

Até Breve.

P.s. Alguém me diz como é que eu coloco uma música de fundo no meu blog?

É que para além dos últimos retoques à Coluna do lado Direito, só me falta mesmo isso.

Ups. 'Pera aí? Como é que aquilo me escapou? Estou no ir.