sexta-feira, 18 de abril de 2008

contra o analfabetismo, post/história colectiva com a vizinhança

(foto enviada pela minha amiga Cláudia, de Madrid, de propósito para este post)

No seguimento do post anterior, achei que seria giro unirmo-nos na palavra e resolvi fazer uma experiência.

Eu introduzo o início de uma história: quem diz ‘era uma vez’ sou eu, depois segue com a história a 1ª pessoa a visitar o blog; a 2ª pessoa lê o que eu escrevi, a seguir lê do 1º comentário e continua com a história à sua vontade; depois vem a 3ª visita e faz o mesmo, lê-me, depois vai aos comentários, lê-os por ordem, continuando a história e assim sucessivamente.

Antes de editarem o vosso comentário/história, revejam de novo para ver se entretanto alguém chegou na mesma altura que vocês.

Vou tentar estar sempre por aqui, para editar os comentários ‘just in time’.

Ok?

A minha intenção é escrever um conto a mil mãos com pessoas que não se ‘conhecem’ e que têm maneiras de pensar, falar e escrever, completamente diferentes e que têm o privilégio de o poder fazer.

Acredito na ideia de que nos podemos entender todos, mesmo na diferença, através da importância da língua, do valor da palavra, do poder da escrita.


Regras:

. tentar escrever 8/10 linhas, no máximo, senão a narrativa fica muito longa e pode-se perder o fio à meada (chega, não acham?), até porque não se pretende uma história muito complicada.

. não são bem vindos comentários mal intencionados ou na tentativa de boicotar a ideia. Não serão editados;

. imaginação e criatividade à solta, mas que tenha um elo de ligação com o comentário anterior e que ao mesmo tempo deixe uma abertura para quem vem a seguir;

. a história acaba às 19.00h. Por isso quem chegar perto dessa hora tem de lhe dar um "ar" de fim, de quase conclusão que faça sentido e aí o texto pode ser mais longo. Eu depois faço o remate final. (E aviso, lá nos comentários). Se não aparecer ninguém, finalizo eu na totalidade.

. na próxima 2ª feira, faço um post com o resultado da história, assinada por todos os que a construíram.

. tentem só fazer comentários no sentido de darem continuação à história.

. qualquer outro tipo de comentário, com a vossa opinião, sugestão, o que quiserem, façam-no fora desse, num 2º comentário à parte, que eu editarei depois das 19h, quando a história terminar.

Vai ser difícil, mas vamos ver se resulta?

Espero que não saia tudo uma grande confusão e que tenha pés e cabeça. Só depende de vocês!

Conto, para isso, com a vossa boa vontade e capacidade criativa.

Se ninguém continuar a história, também não faz mal, eu termino o que comecei.

A partir de agora este post já não me pertence. O teclado está do vosso lado e a história é vossa.


E então é assim:

“Era uma vez um carrossel muito velho que toda a sua vida tinha andado de feira em feira, sem descanso. Pertencia ao Sr. António, viúvo, que tinha dois filhos, emigrados na Suiça e dois cães, que o seguiam para todo o lado.

Desde os últimos cinco anos que já não precisava de mudar de local, pois o seu dono tinha recebido como herança de um parente lá das Beiras, um terreno ali para os lados de Palmela, com vista para o castelo.

Apesar disso, o carrossel já tinha muita vontade de se reformar, estava exausto, tonto e enjoado, enferrujado, descolorido e um bocado surdo devido aos gritos das crianças.

Mas sabia que o sustento do velho Sr. António dependia dele e falhar ao seu amigo era coisa que não lhe passava pela cabeça. Até porque o negócio tinha dado sempre algum lucro, pouco, mas chegava.

E lá andava ele, todo a semana, à roda, à roda, à roda...

O Sr. António não sabia ler nem escrever e ultimamente tinha sido visitado por uns indivíduos de fato escuro, cheios de pastas e papéis e não paravam de falar e gesticular.

Como os filhos moravam longe, o velho António, coitado, não sabia o que fazer com os tais dos papéis e muito menos percebia alguma coisa da conversa dos sujeitos.

Ora, numa manhã, enquanto o carrossel esperava que o Sr. António ligasse as máquinas,

38 comentários:

Georgia disse...

Patti, a idéia é ótima, mas no momento estou visitando os blogs que estao na blogagem e sao mais de 200. Quero visitar a todos e deixar um comentário.

Obrigada pela forca e participacao.

Essa sua idéia de escrever a mil maos só é mesmo viável porque todos nós podemos ler e escrever. Tá vendo a importância da escrita?

Grande beijo querida

Ev@ disse...

Aparece o seu velho amigo de muitos anos, Zeca, o carteiro. Trazia uma carta acabadinha de chegar, fresquinha. O Sr. António, estranhou, havia tantos anos que não recebia uma carta, era nestas alturas que se aborrecia e envorgonhava de não saber ler...a principio ficou renitente em abri-la,seriam outra vez aqueles senhores de preto das finanças a tentar cobrar novamente a dívida? Guardou-a no bolso. Quando fosse, ao final da tarde à tasca iria pedir a D.Maria que a lesse.
O dia passou como muitos outros, calmo, sem grandes agitações. À tardinha quando regressava...

Claudia disse...

...de passear os caes, resolveu passar na tasca da D. Maria.
-Olá D. Maria, precisava de um favorzinho seu...
-Ora diga lá Sr. Antonio
E a D.Maria deu-lhe uma enorme surpresa! Nessa mesma tarde chegavam os filhos que já nao via há mto tempo.

nina disse...

... mas antes de ver seus filhos chegarem, e depois de mais um dia de carrossel a girar, pode ver a chegada dos tais indivíduos escuros, homens de fala rápida, estranhamente diferente e de trejeitos que seu Antônio e muito menos o carrossel conheciam. Afinal o carrossel só entendia de crianças felizes, que iam se divertir em suas andanças pelo terreno bonito, enquanto giravam no velho carrossel, rindo alegremente, admirando a cada giro a beleza de um castelo, e embalando os sonhos de sua infância. Aquele era de fato um lugar mágico para as crianças da redondeza.

Patti disse...

Boa! Os filhos vão chegar!
E quem serão aqueles homens de preto e o que querem eles do velho António. O que será do velho carrossel?

Ka disse...

Mal o Sr. António se afastou e ficou o carrossel sózinho a girafa disse ao cavalo:
- sabes fico muito feliz de ver o António novamente com um brilho nos olhos!
- pois é- diz o cavalo - sempre que aqueles homens estranhos o vêm visitar, o António fica com uma cara preocupada. Pena que não possamos fazer nada para o ajudar...

Gi disse...

O Cãorrocel ladra para o cavalo e para a girafa:
- Posso entrar na conversa?
É claro que podemos fazer alguma coisa para ajudar o Sr. António.
Não sabem que a união faz a força? ....

Olá!! disse...

O tempo não passava, O Sr. António sentou-se na cadeirinha já com a tinta descascada do elefante, em tempos cor de rosa e olhou para a estrada de terra batida... ele conseguia ouvir os seus companheiros de anos a falar... e sentiu-se acompanhado.
De repente, no fundo da estrada vê a poeira de um carro que se aproxima...
- Serão eles???? - pensou o velho António com o coração a disparar...

Patti disse...

Mas afinal que preocupações tem o Sr. António? Será que estão relacionadas com aqueles homens? E como podem os animais do carrossel ajudar? Quem vem lá?

LeniB disse...

António queria desesperadamente acreditar que o velho carrossel iria fical naquele espaço por muitos mais anos. Mas a sombra daqueles que agora se abeiravam dos seus amigos de pau fê-lo estremecer.
- Sr. António? O senhor é o dono disto?
Ouviu-se a madeira a ranger, como se os animais se tivessem encolhido.
- Sou sim...sou o dono disto.

Adri /Dri /Drika disse...

Bom dia, estou visitando os blogs que estão confirmados na blogagem contra o analfabetismo... Parabéns pelo seu post e por abraçar a causa...Bju ;)

Coragem disse...

...Curioso, não temos aqui nada que o comprove (disse um dos homens, com ar de malicia)
Mas tenho eu responde o Sr. António, ainda com a força que lhe ia restando.
-Ai sim então leia lá este documento, que aqui temos, demosnstrando que estes terrenos pertencem à camara Municipal de Palmela, e muito em breve, será aqui construido mais um magnifico Centro Comercial.
O Sr. António, não querendo falar do seu analfabetismo, mas de parvo, também não tinha nada, quando se lembrou...

Pitanga Doce disse...

...quando se lembrou de ir buscar um quadro já com a moldura gasta e o vidro meio partido onde havia guardado o documento em que os antigos donos lhe passavam o terreno. "É para que nunca se estrague com o tempo e nem se perca nas andanças do carrossel", disse o homem aos filhos que o viram proteger o documento daquela maneira. Mas os homens...

Patti disse...

Hummmm, pessoal que se segue, vamos começar a resolver o enredo?

Olhem que a história "fecha" às 19h!

Olá!! disse...

Os homens não queriam saber de documentos...
- Senhor António a nossa proposta é muito boa... o senhor aqui não ganha nada...
- Que me interessa isso, dou alegria aos meninos e tenho que chegue para viver
Os animais do carrocel aplaudiam e num sussurro diziam... força António...
Mais uma nuvem de pó a aproximar-se e de repente uma chuva de abraços e beijosssssss
- Meus filhos... que saudades...

Suelly Marquêz disse...

sEU Antonio, apresentou aos homens, com certo receio dos documentos que guardava há muitos anos, e foram lendo e certificaram que aquele terreno pertencia ao velho senhor que mantinha alí o velho carrocel que tantas alegrias dava as crianças da redondeza, mas lembrou se que tambem tinha guardado a tal carta que chegou pelocorreio que nem sequer sabia o seu conteudo, pois já que naõ sabia ler, esperava que alguem lhe adiantasse o texto,

Patti disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Patti disse...

Tão baralhado que estava com a perspectiva de perder o seu carrossel, até já se tinha esquecido do conteúdo da carta que a D. Maria lhe tinha lido logo pela manhã: os seus filhos vinham finalmente visitá-lo, depois de tantos anos na Suiça.

Patti disse...

Os comentários da Olá e da Suelly estão trocados.
Primeiro é o da Suelly e depois o da Olá e depois o meu.

Suelly Marquêz disse...

e entendendo melhor a situação seu Antonio percebe que poderia depois de muitos anos rever seus filhos que ha muito não encontrava,e que seus netos ainda poderia andar no velho carrocel que alí estava, e senti uma profunda gratidao por aquele ferro velho e sentou na beira dele e lhe disse obrigado amigo, companheiro e tods os bichos alí animados começaram a falar ao seu coraçao, primeiro falou a girafa...

Suelly Marquêz disse...

Patti, pensando bem acabou que voce iniciou uma bolgagem dentro da blogagem , entendeu, ninguem viu isto entao vou lhe pedir que não vire a pagina ainda hoje as 19 horas pois aqui no
BRASIL a hora estara 4 horas a menos, posso lhe pedir uque continue a historia pode até colocar uma estroia dentro desta mesma historia afinal voce e quem manda ppois é a moderadora, que tal, achei incrivel assim podemos comunicr e ver o que vai dar, se podemos participar de blogagem contra o analfabetismo todos podem escrever um pouco desta marvailhosa estoria do seu Antonio que está ai´ainda sem aprender a ler,
está tão bom que toda hora venho saber o que aconteceu com o seu antonio, vou dizer por ai desta historia tá?
suelly marquêz
http://pitangadoce.blogspot.com/

claudia disse...

...: - Amigo Sr.António, aqui bem do alto sinto que as maos dos seus netos ainda me vao abraçar...
Diz o cavalo:
- ... esse sorriso sempre na sua cara me dava forças para seguir...
Diz o cao:

Patti disse...

A pedido do Brasil(lá são menos 4 horas) vou estender o "fecho" esta história até às 20.30 (hora de Portugal, e depois tenho mesmo e encerar porque não vou estar mais por aqui para moderar comentários.

Coragem disse...

terminou com lágrimas de um elefante já corroido pelo tempo.
-amigo António companheiro de toda a nossa vida, entendemos se tiver que se desfazer deste carrocel, cansado e velho, com estes animais que pouco mais fazem senão dar voltas sem sair do lugar. Todos juntos partimos se for caso disso para que não saia prejudicado.
Nisto o filho mais velho do Sr.António, diz...

Gi disse...

Alto e pára o baile!
O carrocel continuará a girar para gáudio da pequenada que aí vem ... Pai vais ser Avô! :)

Patti disse...

Oh meu Deus, que imaginação a desta vizinhança....e vou terminar por agora e quero agradecer a todos a disponibilidade, a criatividade e o bom encaminhamento desta história, que está com "Ares" de final feliz.
Agora vou juntar todas as vossa palavras, dando o mínimo possível de retoques e fazer um happy ending, porque foi também esse o caminho que os vossos comentários me indicaram.
Segunda-feira, postarei tudo e espero que gostem. Eu já estou a adorar.

P.S. Suelly, sugiro que pegue nesta história e a continue por terras brasileiras como foi de sua vontade. Quando estiver terminada, avise-me que eu postarei aqui no meu "Ares" o link, para que todos a possam ir ver.

Obrigada a todos e bom fim de semana!

M&M disse...

e viveram felizes para sempre.

M&M disse...

Patti, só pude vir espreitar a vizinhança blogosférica a esta hora.
queria só dizer que achei a ideia muito original, pena não ter dado para vir mais cedo que também teria contribuido.
parabéns! foi uma iniciativa fantástica.

Patti disse...

Vou agora moderar outros comentários que foram feitos durante o dia e que por isso estarão no meio da vossa história.

Patti disse...

M&M:
Ainda vieste a tempo para o final feliz, vão ser tuas as palavras finais.

M&M disse...

ri, ri, ri, estava eu cheia de pena de não ter chegado antes quando li que tinhas alargado a hora e, como vês, foi mesmo no fimzinho do prolongamento mas foi.
bjs.

1/4 de Fada disse...

Que ideia magnífica e que pena só ter aqui chegado agora, porque adorava ter participado nesta fantástica história. Espero que se repita.
Parabéns.

Blue Velvet disse...

Querida Patti,
desculpa não ter colaborado, mas ontem tive um dia complicado e só vim à net agora.
Mas a ideia foi óptima.
Beijinhos e bom fim-de-semana

Sunshine disse...

Gostaria de ter escrito umas palavrinhas...mas cheguei tarde. Bom fim de semana.
Obrigada pela tua visita ao meu blog.
Beijinhos.

Ka disse...

Patti,

SAbes que proponho? que se faça um novo "episódio" assim que tenhas possibilidade (o dia para mim foi complicado mas a imaginação abunda :) )

Beijinhos e boa semana

Patti disse...

Ka:
Olha, tenho uma ideia melhor!
Passo-te o desafio com o maior gosto.

As regras podem ser as mesmas, mas decide fazer num dia em que tenhas bastante disponibilidade, para estares muito atenta à entrada dos comentários.

Ka disse...

Patti,

Adorava mas não sei se consigo :P
Posso pensar no assunto e dizer-te alguma coisa depois?

Beijinhos

Patti disse...

Ka:
Claro que podes pensar no assunto.
E deves, porque isto requereu muito trabalho e disponibilidade.
E só deves fazê-lo quando e se tiveres vontade.
Eu tão cedo não vou ter oportunidade.